PADRES CASADOS BUSCAM SEU ESPAÇO NA IGREJA
Uma reflexão crítica sobre o Movimento dos Padres Casados
Desde que deixei o ministério sacerdotal, em dezembro de 1986, uma decisão estava formada na minha cabeça: algum dia voltaria a exercer plenamente o meu sacerdócio. Para mim sempre foi claro que ser padre, presbítero, não era nenhuma honra ou privilégio. Mas, um serviço aos irmãos. Como padre atuei numa paróquia da periferia da Região Metropolitana do Recife, buscando levar a Palavra de Deus e um pouco de esperança para os esquecidos da nossa sociedade.
Fui aluno do Instituto de Teologia do Recife, o ITER – que foi fechado pelo Vaticano em 1989, a partir do retrocesso que tomou conta da Arquidiocese de Olinda e Recife com a chegada do atual arcebispo D. José Cardoso Sobrinho – tive uma formação aberta e fundamentada na Teologia da Libertação. Vivíamos uma outra Igreja, mais Povo de Deus e menos triunfalista. Uma Igreja com participação dos leigos, menos clerical, pobre e servidora, tentando levar adiante as premissas do Concílio Ecumênico Vaticano II. Uma Igreja que se preocupava com os anseios da população de paz e justiça social. Tudo isso tendo à frente o nosso grande Profeta da Igreja Latino-Americana, Dom Hélder Câmara, que tive a honra de conviver e ser ordenado padre.
A Ordenação e meu trabalho, tanto junto às comunidades como nos meios de comunicação social, era a realização da minha vocação, do meu chamado para Servir ao Senhor. Servi com alegria, não como um funcionário, mas com ardor evangélico, consumido pela Palavra de Deus. Sempre tive essa certeza. Mas havia uma questão que não estava totalmente resolvida. Era o insano e desumano celibato obrigatório. Nunca aceitei completamente essa imposição. Inclusive nos meus tempos de seminário. E, para ser fiel a Deus e a própria Igreja, não desejava viver uma vida dupla, clandestina, hipócrita, como muitos colegas padres que conhecia na época.
Assim, quando conheci a minha atual esposa, Fernanda, não tive dúvidas também em me desligar da Igreja instituição imediatamente. E o fiz com muita convicção. Deixei claro, na carta que encaminhei ao Arcebispo, que não via nenhuma incompatibilidade entre o exercício ministerial do sacerdócio e o sacramento do matrimônio. Ou melhor: a Igreja teria melhores padres quando pudéssemos conviver padres casados e celibatários. Uns completando o ministério dos outros.
Casei no final de 1987 e tenho dois filhos. Sou bastante feliz com minha família e, se o tempo voltasse, faria tudo novamente. Constitui uma sólida família, junto com minha mulher Fernanda, com trabalho e sacrifício. Mas nunca aceitei o papel que nos reservou a Igreja Romana. Somos como párias, pessoas a serem evitadas. Pedi a dispensa do celibato e com ela veio uma série de baboseiras, imposições e proibições ridículas que nunca cumpri. Não posso ler publicamente a Bíblia nem distribuir a Eucaristia nas missas. Não posso ensinar religião e tantas outras medidas desumanas e contrárias ao Evangelho de Jesus Cristo. Nem como simples leigo somos tratados.
Nunca aceite plenamente essa situação ao qual fomos submetidos. O que fizemos? Que grande mal cometemos? Será que somos piores do que os outros? E o que vemos atualmente na nossa Santa Madre Igreja? Um clero casto e celibatário? Todos nós sabemos que não! Os escândalos estão pipocando para todo mundo. Basta de tanta hipocrisia!
Quando deixei o ministério para contrair matrimônio, o Movimento dos Padres Casados – MPC – parecia, então, o meu lugar na Igreja. Junto com outros irmãos, que vivem a mesma situação, formaríamos a semente de um novo modelo de Igreja. Entrei de cabeça no MPC. Participei de vários encontros regionais e nacionais. Coordenei o grupo de padres casados do Recife e fui “Ombudsman” por dois anos do Jornal Rumos.
Começamos a dar os primeiros passos. Na verdade, pequenos ainda. Aos poucos fomos nos desvinculando do passado clerical, da dependência e medo da Hierarquia. Sonhamos construir um novo ministério com participação efetiva de todos na construção do Reino de Deus. Lutamos, e apesar do medo de alguns, assumimos a nossa identidade de PADRES CASADOS. Não somos mais ex-padres, mas PADRES CASADOS, que assumem publicamente a sua condição e tornam-se sinais proféticos de um novo tempo e de uma novo modelo de Igreja.
No Encontro Nacional do Recife, em janeiro de 1994, rompemos os últimos grilhões, cortamos o cordão umbilical da subserviência total, e concelebramos a Eucaristia de encerramento, presidida pelo inesquecível Jerônimo Podestá, bispo casado profeta da América Latina. Na realidade, essa já era uma prática comum aqui no Recife e nos encontros regionais. Sinais do Reino!
O fato repetiu-se em Brasília na missa de encerramento do Congresso Internacional, em julho de 1996. Havia uma determinação do Arcebispo proibindo qualquer padre da ativa de participar de nosso encontro. Se o grupo fosse formado por banqueiros, empresários, prostitutas – com todo respeito que elas merecem -, haveria tal proibição? Fomos à luta. E nossa Eucarista foi presidida por D. Jerônimo, com toda simplicidade e na presença de representantes de vários países. O Movimento ganhou maturidade e independência. Sem querer, começávamos a incomodar!
A Cúria logo tratou de calar a voz dos “rebeldes”. Junto ao MPC colocou um bispo progressista, amigo... E aconteceu, na minha opinião, um dos momentos mais tristes e constrangedores que presenciei dentro do Movimento dos Padres Casados. O Encontro Nacional de João Pessoa, na Paraíba, em janeiro de 1998, representou o maior retrocesso da caminhada do MPC. Calamos, consentimos e fomos covardes. Corriam rumores que o Arcebispo local, D. Marcelo Carvalheira, havia proibido a celebração da missa de encerramento pelos padres casados. Em carta encaminhada ao amigo Podestá, o bispo Carvalheira nega que tenha proibido qualquer coisa. Ninguém sabe ao certo, mas a suposta ordem foi prontamente obedecida pelos organizadores do encontro. Nenhum padre casado podia concelebrar. Suprema ousadia!
“Em Brasília vocês até podiam celebrar, porque a Igreja negou um sacerdote.Mas, aqui em João Pessoa, tem um bispo presente”. Palavras que ouvi de D. José Maria Pires, quando fui solicitar que, pelo menos, permitisse a presença de D. Jerônimo Podestá ao seu lado, no altar. Mas a ordem já estava dada e o rebanho ordeiro tinha que cumprir. Não só Podestá, como qualquer padre casado presente estava impedido de subir ao altar. Fiz um protesto, juntamente com outros colegas, e nos recusamos a participar de tal encenação, digo celebração. Lá fora, sentados no chão, chorávamos todos juntos. Lá dentro, obedientes, os demais partilhavam da Eucaristia, sem prestar solidariedade ao irmão excluído. Grande retrocesso!
Perdi a esperança no profetismo do Movimento. O que realmente queríamos como grupo, associação? Resolvi ficar um bom tempo fora desses encontros. Continuei, entretanto, participando ativamente das reuniões mensais do grupo de Recife.
Somente no ano passado retornei aos encontros, justamente o de Brasília. Pude perceber que o Movimento, apesar de tudo,continuava vivo e forte. Contudo, continuamos divididos – graças a Deus porque, como dizia o dramaturgo Nelson Rodrigues, ”toda unanimidade é burra” -. Entretanto, acredito que as diferentes visões que temos acerca do nosso ministério sacerdotal, devem levar em conta a construção do Reino de Deus, a denúncia profética das estruturas injustas e o exercício da solidariedade aos pobres e excluídos da nossa sociedade.Um ministério que deve ser exercido, não por glória humana, mas para levar a Palavra de Deus que salva e liberta todos os homens e mulheres. Somos impulsionados pelo Espírito Santo e devemos cumprir a nossa missão como padres casados!.
Caminhos do MPC/ Rumos
O que significou o nosso Movimento nesses trinta anos? Será que somos tão cegos a ponto de não enxergarmos que, nesse período, apenas fizemos o jogo da Cúria Romana? Deixar o ministério, casar, e sumir. Desaparecer! Esconder a nossa situação para não escandalizar os fiéis. Cumprimos à risca as determinações dos Reescritos da Santa Sé. Por que, até agora, não fomos capazes de criar as condições e mostrar à sociedade que não existe incompatibilidade entre sacerdócio e matrimônio? Por onde anda o nosso profetismo?
Sobre o assunto, três reflexões breves feitas por pessoas de fora do movimento e com incontestável capacidade bíblica e teológica, além de comprometidos na construção de uma Igreja solidária aos mais pobres. O atual bispo da Diocese Anglicana de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e meu ex-professor no Instituto de Teologia do Recife, D. Sebastião Armando Gameleira, afirmou certa vez que nós, padres casados, auto nos excluímos. “Os padres casados estão fora da instituição oficial, mas não impedidos de pregar a Palavra de Deus e formar comunidades. Não há exclusão para os que querem prosseguir servindo à Deus”, disse.
Já o monge benedetino Marcelo Barros, Prior do Mosteiro da Anunciação em Goiás, amigo e irmão desde os tempos do grupo Fraternidade de Olinda, na década de 70, em Pernambuco, colocou uma nova e inquietante questão: “Se você foi apenas um funcionário, em vez de um verdadeiro pastor, é lógico que ao sair da Igreja não se sentirá chamado ao serviço. Como um empregado quando é demitido da empresa, nunca mais vai aparecer por lá. Ao contrário, se houve dedicação, amor, doação aos irmãos, espírito missionário e evangélico, vai sentir necessidade de continuar exercendo sua missão de evangelizador. Porque, esse é o sentido da sua vida”. Não éramos funcionários do clero!
Por último, as palavras proféticas do amigo Paul Aimé, padre na ativa e professor de Eclesiologia da Universidade Gregoriana , que escreveu recentemente no site “Ora et Labora” ao fazer um alerta aos padres casados: “Lembrem-se do ditado “Roma é eterna”, e por ser “eterna” possui um tempo ao qual não possuímos. Vem passando de Papa para Papa a questão do celibato e ganhando tempo. Tempo o bastante para envelhecermos a ponto de chegarmos a não ter mais condições físicas de exercer o ministério”.
Estamos assistindo atualmente uma destruição sistemática e contínua de todos os avanços do Concílio Vaticano II. Vide o que ocorreu com o clero da minha Arquidiocese de Olinda e Recife. Da linha de frente, passamos a assistir, tristes, a formação de uma Igreja conservadora e totalmente alheia aos problemas enfrentados pelos mais pobres da nossa cidade. O cheiro de nafitalina das cerimônias é grande. Voltamos no tempo, com roupas, pompas e rituais vazios. Na minha cabeça não passa, nem de longe, exercer o ministério nesse modelo de Igreja que vemos hoje aqui no Recife.
O que nos sobra, então? Nossa Igreja é a do Povo de Deus, formadas por comunidades comprometidas com os mais pobres. Para isso fomos chamados e ordenados. Por isso mesmo aos desafios que nos apresentam as diversas comunidades sem padres. A única maneira da Santa Sé se abrir para o diálogo com os padres casados, será quando perceber que temos outras alternativas para exercer o ministério presbiteral. Vamos cruzar os braços ou aceitar o desafio?
No final do ano passado conheci um jovem padre casado, Álvaro, com apenas 32 anos, na flor do seu ministério. Essa turma mais jovem não quer nem saber do movimento. Nos acham clericais e saudosistas. Tudo porque, segundo eles, nos acomodamos e não partimos para um efetivo exercício ministerial. Para eles, a coisa é mais simples: a igreja de Jesus Cristo não se resume a Roma. Há outros caminhos para continuar servindo ao Povo de Deus.
E Álvaro foi em busca desse caminho. Organizou em Paudalho, cidade localizada na Zona da Mata de Pernambuco, próximo ao Recife, uma pequena comunidade. Lá, além de um trabalho evangelizador, ajudou jovens desempregados, a maioria sem perspectivas de futuro, a formarem uma cooperativa. Gasta seus finais de semana, que poderiam muito bem serem aproveitados de uma maneira mais burguesa, com os mais pobres daquela localidade. Pergunto: em nome de quê? Saudosismo? Poder? Ou um profundo espírito missionário? Não ganha nada com esse trabalho, inclusive banca suas despesas de viajar até Paudalho, todos os finais de semana, com seu pequeno salário. Podemos considerar esse trabalho como clericalismo? O Evangelho não é levar vida, e vida em abundância para todos?
Em maio deste ano iniciei, também, um trabalho pastoral numa comunidade pobre, no bairro da Estância, no Recife. Lá estou todos os finais de semana, levando um pouco de esperança e da Palavra de Cristo para irmãos que, na realidade, são esquecidos por todos, inclusive pela Igreja. Penso que, para o trabalho não ser interrompido, preciso legitimá-lo junto a uma instituição séria, com tradição católica e sucessão apostólica. Daí começou a nossa busca, minha e de Álvaro, por uma igreja que nos abrigasse.
Na realidade, o
Movimento dos Padres Casados/Associação Rumos nunca se preocupou em dar uma
resposta satisfatória ao problema. Existem muitas correntes de pensamento. Para
alguns, tudo que é visto como volta ao ministério parece saudosismo. O problema,
acredito, não é o retorno, mas como exercê-lo.
Será que procurar trabalhar ao lado de uma favela, gastando o tempo que poderia
estar com a família aos domingos, sem nenhuma intenção de ganhar qualquer
dinheiro, é buscar status? Poder clerical? Onde está o nosso espírito evangélico
e vocação presbiteral? Ou perdemos o amor pelo anúncio do Evangelho libertador
de Jesus, que arde em nosso coração e nos impulsiona à ação?
Quando visito outras igrejas, principalmente anglicanas e ortodoxas, vejo tantos pais de família exercendo seu ministério juntamente com suas esposas e filhos, que fico me questionando: por que não podemos fazer o mesmo? Existem colegas que entendem a vontade voltar a exercer o ministério como status, promoção, saudade das cebolas do Egito etc. Acredito que o importante é que a liberdade de cada um seja respeita.
Portanto, dentro da perspectiva de um efetivo retorno ao exercício ministerial, iniciamos alguns contatos com outras Igrejas. Existem em vários países experiências de padres casados que já iniciaram esse processo. Alguns chegaram a criar novas instituições, como exemplos vindos dos Estados Unidos de igrejas formadas a partir de egressos de institutos religiosos; ou outros que se juntaram em associações, como a americana Corpus. Nunca esqueço as palavras proferidas na abertura do Congresso Internacional, em julho de 1996 em Brasília, de Júlio Pinillos, presidente da Federação Internacional dos Padres Casados, sobre nossa forma de atuação. “Fazer, Fazer, Fazer”. E nunca fizemos nada! Com raras e honrosas exceções, claro. Medo de enfrentar a hierarquia?
Aqui no Brasil, como sabemos, alguns já trilham esse caminho há bastante tempo. Profetas como os padres Paulo Jorge Lúcio, em Vitória do Espírito Santo; Reginaldo Veloso, em Pernambuco; e Miroslaw, na Bahia, entre tantos outros que não conhecemos. Muitos colegas, o número é bem maior do que imaginamos, procuraram abrigo em outras instituições religiosas, como Anglicanos e Ortodoxos. No Recife conheço dois casos. Um padre casado que é bispo de um ramo anglicano e outro que está na Igreja Ortodoxa Síria. Todos buscaram um caminho que não encontraram no Movimento dos Padres Casados. Enfim, ficamos em intermináveis discussões teológicas, Bíblicas e até doutrinárias, mas nunca tentamos nos organizar como instituição, comunidade de cristãos batizados que se coloca à serviço do Povo de Deus. Profetas de um novo modelo de Igreja e, com certeza, incomodaríamos bastante a hierarquia.
Na falta dessa ação, resolvemos buscar uma solução para legitimar a nosso trabalho pastoral. Buscamos uma Igreja com tradição católica e sucessão apostólica. Isso é importante para não nos iludirmos com falsas instituições, crias da Igreja Católica Brasileira (ICAB) que andam por ai, como a Igreja Apostólica Episcopal de Portugal, que é um projeto pessoal e personalista do seu bispo; e tantas outras que aparecem todos os dias.
Fomos em busca de uma instituição séria, com corpo eclesial e tradição apostólica. Com uma estrutura aberta e ecumênica e, principalmente, com história. Nessa perspectiva entramos em contato com a Conferência Episcopal da União de Utrecht, que congrega as Igrejas dos Velhos Católicos da Europa, os chamados “Vétero-Católicos”. No Brasil atualmente existem uma ou duas igrejas (São Paulo e Belo Horizonte) que se auto proclamam vétero-católicas. Mas nenhuma delas tem qualquer tipo de vinculação com a União de Utrecht. Além disso, têm práticas e procedimentos que, ao nosso ver, não condizem com instituições sérias.
Os verdadeiros “Vétero-Católicos” tem sua sede em Utrecht, na Holanda. Sua tradição começa em 1870, quando católicos se rebelaram contra duas decisões do Concílio Vaticano I: o Papa tem uma primazia de jurisdição legalmente vinculante sobre cada igreja nacional e cada cristão; e o Papa possui o Dom da infalibilidade em suas decisões dogmáticas solenes.
No livro “Igreja Católica”, publicado pela editora Objetiva, o insuspeito teólogo Hans Hüng, nas páginas 209 e 210, assim definiu a Velha Igreja Católica: “ esta é uma igreja que continua a ser católica, mas é “isenta de Roma”. Com bispos validamente consagrados busca conservar a fé da igreja do primeiro milênio ( os sete primeiros concílios), implementar uma constituição sinódico-episcopal com grande autonomia para a igreja local e conceder ao Papa não mais que uma primazia de honra. Em muitos aspectos, esta pequena, ousada e ecumenicamente aberta Velha Igreja Católica desde o início antecipou as reforma do Concílio Vaticano II e, recentemente, até foi além delas com a ordenação de mulheres”.
Diante do descaso da hierarquia da Igreja Romana que, cada vez mais, marginaliza e não considera sequer a possibilidade de discutir o sacerdócio casado; e também pela falta de uma ação concreta da parte do Movimento dos Padres Casados, resta-nos buscar legitimar nossa prática numa Igreja como a de Utrecht. Essa ligação canônica e espiritual com a Conferência Episcopal da União de Utrecht, poderá tornar-se numa alternativa para os milhares de padres casados espalhados pelo Brasil que desejam continuar exercendo o ministério como sacerdote casado.
Pretendemos colocar nossas comunidades sob a jurisdição da The International Old Catholic Bishop’s Conference – IBC . Para isso encaminhamos um pedido formal de filiação que deverá ser apreciado em dezembro de 2005, durante encontro anual dos bispos em Utrecht, na Holanda. Caso a resposta seja positiva , construiremos juntos um novo modelo de igreja não clerical, ecumênica e, principalmente, voltada para os mais pobres da nossa sociedade. Uma igreja onde todos possam participar ativamente, com vez e voz. Poderíamos formar, pelo Brasil afora, comunidades cristãs católicas legitimamente constituídas, onde exerceremos nosso ministério sacerdotal juntamente com nossas esposas e filhos.
Félix Batista Filho
Padre casado