Veja no link abaixo trechos do livro que nos foi enviado por Sonia Freire:
Resumo de : Luis Eliane
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Publicado em: agosto 07, 2007
Pastor
Dietrich Bonhoeffer nasceu na Alemanha, na cidade de Breslau em 1906,
pastoreou um igreja em Londres e dirigiu um seminário teológico da igreja
confessional. Foi executado em 9 de abril de 1945 num campo de concentração.
Em seu livro,Vida em Comunhão, podemos enxergar pelas entrelinhas
uma fase de muita obscuridade e tensão em que o autor estava vivendo. Sua
ênfase na comunhão retrata sua perspectiva sobre como a igreja de Jesus
Cristo poderia se comportar em meio a perseguições. Ao mesmo tempo, o autor
também ressalta a necessidade de se ter disciplina, no processo de se ter
comunhão. Para ele comunhão sem disciplina é algo superficial e infrutífero;
e disciplina sem comunhão é algo morto. Comunhão O autor destaca aqui a
importância da comunhão para a vida da igreja. Ele chama este aspecto de
comunhão entre os irmãos de Comunhão Visível, ao passo que a invisível é
somente do cristão com Cristo. A comunhão se dá quando filhos de Deus,
espalhados pela face da terra como sementes, vivem a realidade do corpo de
Cristo e espelhando Sua Gloria. Comunhão diária Neste capitulo o autor, de
certa forma, descreve como a comunhão, no dia a dia, deve ser. Ele é bem
pratico e direto. Para ele comunhão deve ser acompanhada por disciplina
diária dos crentes, disciplinas como Leitura da Palavra, Oração e
Intercessão, Louvor e confissão. Sem elas não há comunhão. Estas disciplinas
devem ser praticadas no decorrer do dia. No começo do dia, leitura da
palavra; ao meio dia agradecimento e louvor; no fim do dia confissão. A
solidão diária Aqui, Dietrich, relaciona a importância da comunhão com a
necessidade de se estar sozinho buscando a Deus. Na sua perspectiva, só na
solidão que se sabe o valor da comunhão e só na comunhão que se sabe o valor
de estar sozinho. O Cristão de encontrar este equilíbrio entre comunhão e
solidão diária. Contudo, ele afirma que a solidão não deve ser um motivo
para evitar a comunhão antes deve ser uma preparação ou, por assim dizer, um
treinamento para se comungar com outros. Na solidão o cristão deve: meditar
na Palavra de Deus, Orar e Interceder pelos outros irmãos. Ele diz que
quando um irmão, na sua solidão, ora e intercede pelo outro, nisso se faz a
real comunhão, uma comunhão sem aparências ou hipocrisia. O serviço O
verdadeiro serviço começa com a perspectiva correta sobre o outro – ver o
outro como
Deus o vê. Só então,
podemos manifestar um real serviço sem auto justificação, auto promoção e
auto realização. O verdadeiro serviço que podemos prestar uns para com os
outros é manifesto das seguintes maneiras: Ouvindo o outro. Faz-se quando
dou tempo para ouvir o problema do irmão sem julgá-lo ou condená-lo; uma
maneira de demonstrar o amor. Ajudando-o de forma pratica. Sempre temos algo
a oferecer, de modo prático que possa contribuir para edificar o outro em
sua situação especifica. Carregá-lo. É o ato de suportar o outro,
considerando-o autônomo e livre, e de ver o outro como um instrumento de
Deus para trabalhar a minha vida. Até o ato de suportar o seu pecado, que é
mais difícil, pode ser positivo porque demonstra que estamos prontos para
liberar perdão para o outro. Ministrar-lhe a Palavra de Deus. Só depois
destas três fases que somos capazes de, ou temos autoridade para, ministrar
a Palavra de Deus ao coração do outro. Confissão e Santa Ceia Usando o texto
de Tiago 5:16, o autor defende a idéia de que confissão é um meio de se ter
real comunhão no corpo de Cristo. A falta de confissão, ou a não confissão,
destrói a comunhão genuína. Ele então destaca alguns benefícios da
confissão para a comunhão: Na confissão temos real comunhão. Quando
confessamos algo oculto para o irmão, algo verdadeiro acontece, buscamos uma
real comunhão com o outro. Na confissão entendemos o principio da Cruz. Os
princípios da cruz são: autonegação, humilhação e morte para o “eu”. Quando
confessamos um pecado para o outro, nos sentimos humilhado e machucados,
porém Deus é glorificado! Na confissão descobrimos uma nova vida. Confissão
é um passo rumo ao crescimento; é discipulado. As coisas velhas vão ficando
para trás e as novas vão se estruturando em nós. Na confissão aumentamos
nossa convicção do que é certo. Neste ponto o mais importante é a expressão
do amor fraternal no ato de confissão. Quando confessamos devemos fazê-lo
não para se auto promover ou com o intuito de auto absolvição, mas para uma
busca real de perdão que só temos em Cristo. Aqui ele também ressalta a
necessidade de confessar para alguém e não somente para Deus. A Ceia do
Senhor é o ápice da vida em comunhão. É nela que expressamos toda nossa
realidade como justificados, reconciliados com Deus e com os outros. É
importante o individuo participar da Santa Ceia de modo digno, e sem
consciência de pecado que afeta a comunhão. Eu indico este livro para nossa
igreja atual e principalmente para os lideres. Creio que podemos crescer
muito, mas isso deve começar da liderança.
Bibliografia:
BONHOEFFER, Dietrich. Vida em Comunhão. São Leopoldo, Sinodal.1997.