OITO DE MARÇO, DIA DA MULHER!

                          MÊS DE MARÇO, MÊS DA MULHER.

 

Ora et Labora gostaria de poder homenagear todas as mulheres na pessoa da mais representativa delas: MARIA DE NAZARÉ.

Ela é o sonho de todos os homens, pois ela é precioso cofre que encerra todas as belezas e virtudes femininas.

Nela o próprio Criador deposita toda a ternura e a potencia da criatividade que é o Verbo do Pai, através do qual, tudo cria, tudo sustenta e da vida.

Primeiro Amor do mundo, primeiro sonho divino, devia conter o infinito que não pode ser aprisionado.

O Pai veste-a de sol, cinge-a de coroas de estrelas e lhe confere o poder de esmagar o dragão da morte, com e através do seu Filho.

Filha do Filho, Nele e com Ele, resgata os filhos. Esposa do Amor inflama os corações no silêncio da sua humildade. Todas as gerações, depois do Anjo, reconhecem que o Pai adorna-a da plenitude da graça, por isso, a todo instante, no céu e na terra, ecoa a saudação: “Ave, cheia de graça”

Maior nobreza impossível! “Umile ed alta più che creatura” (humilde e alta mais que qualquer criatura (Dante).

Mãe de Deus torna-se mãe, serviço-amor-solicitude para com os homens. Servindo sua prima Elizabete, é canal do Sopro Divino. Com sua intuição materna, provoca os milagres que mudam a água em vinho: gera o Filho no coração dos homens.

Toda mulher é Maria: nela espelha-se o encanto da virgem, o amor da esposa, a fecunda ternura da mãe, a operosidade silenciosa da viúva.

Forte aos pés da cruz, troca o Filho com os filhos e torna-se mãe da humanidade. A oração no Cenáculo, junto aos discípulos, é gestação e nascimento da Igreja do Filho.

Como diz Carlos Mesters, a história da cristandade é uma imensa procissão do povo humilde carregando o andor de Nossa Senhora.

Mais que procissão, Maria reproduz sua história na canção contemplativa do povo que “exulta em Deus Salvador, pois faz maravilhas, derruba os poderosos de seus tronos, exalta os humildes e sacia os famintos”

Entre o povo humilde, com certeza, está a menina pobre obrigada a vender seu corpo por um prato de comida, a criança violentada pelo próprio pai ou religioso, a mulher objeto, traída e abandonada, a mãe que chora pelo filho morto ou desaparecido, a mulher a procura de amor, a perseguida por amar, a caluniada e sem defesa, a detenta abandonada, a condenada, ainda hoje, à lapidação,

 Com certeza a mãe do Salvador continua em baixo destas cruzes a socorrer e enxugar tantas lágrimas das nossas mulheres.

Nós suplicamos, Virgem Mãe Aparecida, pobre, humilde e negra, levai todas as mulheres para a Salvação do vosso Filho, agora e na hora do encontro com o Pai. Amem