25 de Março de 2007

 

Palavras finais do Dom Milingo no Encontro dos Padres casados em Atibaia

 

Excelentíssimo  Patriarca Dom Luis Mendes,

queridos Bispos e Arcebispos, meus queridos irmãos, suas esposas.

Esta será uma semana inesquecível. Eu apenas direi obrigado.

Observei que funciona e pode funcionar a colaboração entre a Federação Universal da Paz e dos padres casados. Apesar de distintas, houve dos dois lados recíproca colaboração e apreciação nos trabalhos. Eu rezo para que esta concepção leve ao crescimento mutuo, e que brevemente haja um entendimento entre todos. A minha posição sobre o tema Padres casados não me dá muita escolha.

Fiquei sabendo que há muito mais padres casados aqui no Brasil do que nos Estados Unidos.

Também me disseram que 75% dos padres casados estão abertos para a evangelização, mas as portas da igreja católica continuam fechadas para eles.

Então eles estão indo para outras denominações ou iniciando suas próprias denominações no sentido de fundar outras igrejas ou ir para outras igrejas.

Analisando este fato relevantes com os bispos e padres casados aqui no Brasil chegamos às seguintes conclusões:

1.   Esta atitude da igreja católica de não ouvir os apelos das pessoas  vem da imposição do celibato.

2.    A presença dos ministros eucarísticos não substitui o sacerdote.

3.   O ecumenismo com outras igrejas que apenas ontem  eram considerados irmãos separados, não poderia dar satisfação a um padre que foi treinado na Católica Romana.

4.    Nós somos forçados a dizer que a Igreja Católica irá concluir o que nós estamos dizendo agora. Nada mais.

Chegamos à conclusão que se à Igreja Católica não abrir as portas para os padres casados, então não é justo que ela saia batizando pessoas para que elas alcancem a salvação de suas almas. Estas negligência com o exagerado valor conferido ao celibato, está agora nos mostrando claramente a indiferença da Igreja Católica.

Uma mudança na questão da opção do celibato não é mais uma questão para se deixar para amanhã.

Os católicos batizados estão esperando um retorno dos padres católicos romanos à quem eles habituaram-se a chamar de pai com seus aniversários de batismo.

Eles esperam uma boa resposta da Igreja Católica.