de: Joao Tavares
para: padrescasados@grupos.com.br

 

A VIRADA


 
Colegas Felix, João Tavares, Virgulino, etc Irmãos em Cristo

A virada que deve acontecer em Recife, prenunciada por Mario Palumbo, tem
que ser preparada. É preciso que todos saiam do Encontro com opções pessoais
que devem ser respeitadas... mas que haja uma Opção Oficial do MPC quanto
aos rumos que o movimento deve seguir. O documento final do Encontro não
deve ser mais um chá de flor de laranja... sem propostas concretas. O que o
MPC vai fazer ? E como fazer ?
Durante 16 encontros nacionais e mais de 25 anos que a maioria deixou o
ministério hierárquico, já houve tempo demais para a reflexão... Alguns dos
nossos já são avós. Outros já morreram sem ver a aurora anunciada por João
XXIII. Bento XVI já disse para que veio... Neste mes de julho aconteceram 
02 grandes atentados ao VAT II e ao Espirito Santo. A Lumem Gentium foi
rasgada, a igreja - povo de Deus - foi negligenciada, um verdadeiro
retrocesso no tempo e na história. Com certeza os "Motus Proprii" ( será que
o latim está certo ? ) vão prevalecer sobre as grandes Assembleias.Temos que
ter a coragem de D. Fr. Capio em relação a transposição do rio São
Francisco: "Agora não existe mais diálogo, só o confronto..."  O colega F.
Rezende acaba de passar um e-mail dizendo: Falar com a cúria romana é como
se fosse martelar a própria cabeça. O que vamos esperar ?  A morte de
Ratzinger ? Onde está a substância da nossa fé ?
Felix, uma sugestão: Tenho lido atentamente todas as informações que me
encaminham... acompanhado o momento em que vivemos... e sendo questionado
por muitas pessoas que fazem parte do meu convívio social. Por que não
convidar oficialmente o D. Sebastião Gameleira para o encontro ? Pe Comblin
muito ajudará ao grupo no aprofundamento das reflexões, mas há necessidade
de alguém que dê impulso e abertura de novos caminhos... Incluir no evento
estratégias que levem à concretude pastoral.   Lembre-se que no último
encontro de Salvador em Itapoan houve choro e constrangimentos... No dizer,
hoje, de Palumbo ( que gostei muito ), são os padres "casados" que não
querem permanecer "cassados".  Eu, pessoalmente, sinto-me satisfeito revendo
os amigos, bebericando os temas teológicos e exercitando o meu sacerdócio
comum. Entretanto reconheço que existe no grupo uma angústia incontida,
querendo algo mais, em busca de uma libertação. E isto precisa ser levado a
sério. Não podemos nem devemos ser omissos. Estou disposto a participar do
próximo  Encoptro de Recife diferenciando bem a minha opção pessoal das
posições que precisam ser tomadas em nome do MPC. Convido a todos os colegas
para esta  VIRADA