Textos gentilmente enviados pelo amigo Francisco Resende

Carta do Sr. Felipe Aquino dirigido ao teólogo Fernando Altemeyer

Dr. Fernando,

Antes de tudo quero dizer que a minha Carta a D. Pedro foi exclusiva para ele; não a coloquei no Portal da Canção Nova, nem no meu blog e nem na minha página na internet; não a divulguei nem pela Rádio e nem pela TV Canção Nova. Lamento alguém ter agido de maneira anti-ética e a ter divulgado. Não foi uma Carta Aberta. Se fosse esta a intenção ela seria mais explicativa. Houve infelizmente uma violação grave de correspondência.

D. Pedro me respondeu em duas linhas me dizendo apenas que fica feliz por haver na Igreja diversidade de pensamentos.

A Canção Nova não tem nada a ver com isso; e ninguém lá tem responsabilidade por isso; portanto seria injusto e desleal querer partir para acusações à CN. A iniciativa foi somente minha.

Já que infelizmente a carta veio a público, contra a minha vontade, quero dar algumas explicações. Conheci D. Luciano, conheço D. Paulo e D. Pedro, e não deixo de reconhecer os seus méritos e o valor de cada um; e minha intenção não foi de ofende-los; mas apenas dizer que sempre discordei profundamente do caminho que tomaram, dando o apoio que sempre deram à teologia da libertação (com o desagrado do Vaticano).

Quis lamentar não terem colocado todo o potencial e luta que vivem e viveram em outra direção, numa catequese mais espiritual. É apenas isso.

Quando eu disse que “erraram o caminho” e que o Espírito Santo os tirou do palco, não foi com maldade ou com a intenção de ofendê-los ou de dizer que desejava a sua morte;  apenas quis dizer - e nada mais - que graças a Deus  deixaram de emprestar sua voz em defesa da teologia da libertação, que eu considero a pior coisa que aconteceu na Igreja aqui nos últimos anos, pois esvaziou a fé, politizou-a; deixou  o povo `a mingua da verdadeira catequese, esqueceu da moral, abandonou o sagrado, e forçou o povo a buscar tudo isso nas seitas e igrejas protestantes.

O pregador do Papa, frei Cantalemessa, disse certa vez que  que a TL fez uma opção preferencial pelos pobres, mas estes fizeram uma opção preferencial pelas seitas, porque ficaram sem Deus.  Os jovens e muitos adultos  não sabem o  que são os Sacramentos, os Mandamentos, os pecados capitais, o Credo, nada... Durante  anos ensinaram-lhes apenas  que o único pecado era o social, o social, o social,...

Não fosse o advento da Renovação Carismática (ação do Espírito Santo em todo o mundo!) a devolver ao povo o sagrado e a Palavra de Deus, e trazer o povo de volta para a Igreja (isto é inegável), acho que sucumbiríamos.

O então Cardeal Ratzinger, hoje Papa,  em 1984 disse que "a teologia da libertação é uma heresia singular"  (“Eu vos explico o que é a Teologia da Libertação, em TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO, editora Cléofas, SP); eu fiquei assustado quando eu li esta carta do homem que era o Prefeito da Congregação da Fé.

Como não dar um peso enorme a essas palavras que vêm de um homem que foi o braço direito do Papa, e agora Papa? Se o Magistério da Igreja afirma que a TL é uma “heresia singular”, o que fazer, senão combate-la?

Fiz questão de me aprofundar no assunto, li muitos livros, ouvi Bispos e constatei que era mesmo verdade. Fiquei horrorizado com as posições (imorais) de adeptos da TL, como frei Betto,  e a posição  herética de frei Boff no livro IGREJA CARISMA E PODER (Vozes);  questionando a perenidade dos Dogmas e a Instituição divina da Igreja.

Sei que há pessoas "heróicas" , mas que erraram o caminho; "de boas intenções o inferno está cheio", diz o povo. Em matéria de fé e de doutrina não basta ter heroísmo, é preciso obedecer a Igreja e seu Sagrado Magistério.

Mais uma vez digo que reconheço as lutas árduas dos Bispos ligados à TL, mas lamento que tenham seguido este caminho.  

Não podemos disfarçar e escamotear a verdade; as ações do Papa João Paulo II atestaram isso: Por que ele dividiu a arquidiocese de S.Paulo em 4 no tempo de D.Paulo? Por que ele não fez isto com Londres ou Nova Iorque?  Por que ele levou  D.Luciano para Mariana e não para uma grande capital? Aqui em SP todos esperavam que D.Luciano fosse a cardeal; não foi; por que? Por que o Papa não nomeou bispos comprometidos com a TL? Ora, é fácil fazer uma leitura de todos esses fatos.

Ora, nunca ninguém neste mundo, durante 2000 anos, fez tanta caridade e defendeu tanto os fracos e oprimidos (asilos, creches, sanatórios, hospitais, escolas, etc., etc., etc.), como a Igreja, e ela nunca precisou de "métodos especiais", inspirados no marxismo, para promover o pobre. Quem promoveu tanto os fracos como os Santos? Mas lhes deram Deus acima de tudo, e nunca estimularam ações fora da lei (invasões de terra, e outras coisas). João Paulo II disse aos bispos do Brasil em 1996 que  "o povo tem muito mais fome de Deus do que de pão". A caridade de Cristo não pode envolver luta de classes e desrespeito às leis.

Resposta do Prof. Dr. Fernando Altemeyer Jr.

faltemeyer@terra.com.br
Enviada em: quarta-feira, 18 de abril de 2007 21:39
Para: Carlos Roberto Carvalho
Assunto: ainda Felipe Aquino

Sr. Felipe Aquino,

(com cópia ao Padre Jonas Abib, diretor presidente da Canção Nova),

Acuso recebimento de sua resposta ao email anterior por mim enviado.

Como o senhor confirma seu posicionamento, ideologia e indelicadezas, permito-me replicar.

Gostaria de apresentar pequena reflexão como teólogo católico que sou, na honra, disciplina eclesial e responsabilidade profissional e ética já por mais de vinte anos.

Eis meu comentário ao seu escrito pessoal:

1. Quanto à exclusividade da carta e sua divulgação creio que seja seu problema. Eu a recebi em uma lista da internet como já declarei para o senhor na missiva anterior. Como o senhor não é ingênuo deve saber que caiu na rede é peixe. Daí a responsabilidade maior de não escrever sem antes pensar e avaliar eticamente o grafado. Não fui eu quem violou sua correspondência, pois nem lhe conhecia e nunca o vi na Televisão. Procurei assim que recebi o texto certificar-me de que fora uma mentira ou falsificação. O senhor acaba de dizer-me que o que li é o que o senhor pensa. Liguei imediatamente para a Editora Cleofas que foi quem me disse que o melhor lugar para falar com o senhor seria a Canção Nova. Não fui eu quem errou de endereço. Foi a secretária de sua editora quem assim mo fez agir.  

2. Quanto à Canção Nova fiz chegar formalmente meus protestos para a direção, para o padre Jonas Abib e para o conselho de bispos do Regional de Aparecida por conta da responsabilidade em manter em um programa de audiência nacional alguém com o pensamento heterodoxo que o senhor exprimiu nessa carta e pelo que soube de seus ouvintes condiz com o que o senhor proclama na TV. É lamentável que alguém tão grosseiro com bispos da Igreja tenha um programa de orientação de leigos em que a comunhão seja o critério fundamental.  Faço novamente chegar ao Padre Jonas este novo texto para verificar a gravidade sectária de sua fala e o deserviço à Igreja.

3. Quanto aos bispos criticados de maneira grosseira pelo senhor, não li em nenhum lugar no texto nem em qualquer interlínea de seu site, nada em que o senhor expresse os méritos e valor daqueles. Ao contrário, o texto do senhor os calunia.

4. Quanto ao seu conceito de catequese creio que é preciso revê-lo, pois a catequese não se reduz ao espiritual. De fato ela nem parte do espiritual, parte da pessoa de Jesus Cristo o Filho de Deus vivo que é algo muito maior que a dimensão espiritual. Catequese é o eco do Evangelho e cada um dos bispos nominados foi mestre e doutor nas diferentes áreas da Teologia. Seria bom que o senhor lesse as obras fundamentais de dom Paulo Evaristo como tradutor de toda patristica greco-latina com destaque para a Didaqué. Lamento sua ignorância de fato tão reconhecido no meio teológico. Dom Paulo, dom Luciano e dom Adriano foram grandes mestres de teologia e catequetas excelentes em seus escritos e apologias da fé, na prática pastoral e de governo episcopal, como aliás compete ao bispo por direito apostólico e legislação canônica. Vale lembrar que dom Luciano tem tese de doutoramento em filosofia que foi considerada verdadeira obra prima do pensamento tomista e que eu espero que o senhor não a considere por isso como alguém desvirtuado da direção espiritual que o senhor considera certa. Sua verdade não é a verdade da Igreja. Espero que o senhor possa ler o texto de dom Luciano ou qualquer de seus artigos na Folha de São Paulo, embora a tese seja de grande complexidade intelectual. Depois disso poderá pronunciar-se e não cair nas veleidades como as que o senhor pronunciou em vão.

5. Quanto a sua teologia do Espírito, só posso lamentar a superficialidade explícita. Sua idéia de que Deus “retira pessoas do palco” não é infantil, é macabra! Esse não é o Deus cristão, nem poderia ser expressão carismática do Ressuscitado.

6. Quanto às seitas, vale ler o livro chamado: Atlas da Filiação religiosa no Brasil, editado pela PUC-Rio e Edições Loyola para ver que o lugar onde houve a maior evasão de católicos para igrejas pentecostais não foi exatamente nas igrejas pastoreadas por bispos progressistas, como os citados pelo senhor, mas exatamente na Arquidiocese do Rio de Janeiro, que sempre se opôs ferreamente à Teologia da Libertação. Esta visão de ligar TL à perda de fiéis além de simplista é bem equivocada. Os cientistas sociais e os estudiosos da religião não a comprovam metodologicamente. Os fatores que levaram ao abandono de 600 mil fiéis ao ano da Igreja Católica estão mais ligados à urbanização do que a politização dos discursos. Vale estudar mais profundamente para não fazer um falso diagnóstico.  Além de desonesto faltaria com a verdade que lhe é tão cara. Incorre-se em ideologia.

6. Quanto a Teologia da Libertação propriamente dita lembro-me de que o mesmo Papa Bento XVI escrevera documento aprovando a Teologia da Libertação e que o bem-aventurado Santo Padre João Paulo II sempre crítico de determinadas correntes dessa teologia, chega a chamá-la em texto ao episcopado brasileiro de "oportuna e necessária". Por que o senhor não leu também esses textos antes de assustar-se com outros textos e outros comentaristas europeus. Teria vencido seu temor superficial e panfletário. Valeria estudar a obra dos pensadores Metz, Rahner e de Bruno Forte que entre tantos outros criticam a teologia da libertação com objetividade.

Vale ler um texto complexo do Papa Bento, ainda como padre Ratzinger em que também ele questiona a perenidade dos dogmas. Cuidado para não assustar-se com o texto lúcido do jovem teólogo alemão. Quanto ao debate referente à instituição divina da Igreja, leia os textos clássicos de qualquer manual de teologia pós-conciliar que são transparentes e de si só auto-explicativos. Creio que pelo que o senhor escreveu o senhor ainda não tenha tido tempo de ler a Encíclica Ecclesiam Suam e a Constituição Dogmática Lumen Gentium. Seu texto parece estar preso ainda ao pensamento tridentino e à uma visão belarminiana.

7. Dizer que nossos bispos proféticos eram heróicos, de boas intenções e que podem estar no inferno é grosseria de sua parte. Quem não está consigo é demonizado. Que é isso? Não é salutar nem católico.

8. Quanto à correta interpretação dos dogmas é instrutivo ao debate suscitado pela Notificação romana quanto à obra de Jon Sobrino que suscitou a carta de dom Pedro e sua raivosa resposta, relembrar serenamente a Declaração Mysterium Ecclesiae, da mesma Congregação para a Doutrina da Fé (1973), que defende a reformabilidade, ou melhor, a necessidade de reformar as fórmulas dogmáticas consideradas infalíveis. Ali se atribuía a cinco razões a necessidade de um trabalho teológico que dê forma nova a expressões dogmáticas do passado:

1. a força expressiva da língua utilizada não é a mesma quando se muda época ou contexto;

2. nenhuma fórmula é, indefinidamente plena e perfeita na expressão da verdade: novas experiências de fé ou novos conhecimentos humanos exigem que se resolvam questões ou se descartem erros não previstos pela antiga fórmula;

3. toda fórmula dogmática se expressa via tipos de pensamento que acabam ultrapassados e podem impedir a compreensão do que outrora se conseguia dizer através dele;

4. as fórmulas têm de ser reformadas para que a verdade que veiculam seja e permaneça viva, enraizada na vida e em seus problemas;

5. por mais que uma verdade tenha sido bem compreendida através de uma fórmula, nosso crescimento e maturidade exigem, com o tempo (oportunidades/crises), mais clareza e plenitude." Osservatore Romano, em 24/06/1973, assinatura do Cardeal Prefeito F. Seper.

            Se tiverem razão os redatores da Mysterium Ecclesiae, não se vê por que razão Pe. Sobrino estaria menosprezando “los pronunciamientos de los primeros concílios” ou sua qualidade eclesial quando os contextualiza.

        Sugiro que o senhor o leia antes de aventurar-se por mares nunca dantes navegados. Sem bússola o navio afunda. Sem marinheiros não há capitão que possa navegar.

9. Quanto se produz teologia na Igreja Católica é preciso abrir a mente e o coração para todos que pensam diferente. O fechamento gera fundamentalismo. É possível ler isto claramente em suas linhas. Creio que lhe seria salutar ler os textos dos bipos ligados à TL mais que elogiar suas lutas. Seria bom conhecer a mística de dom Luciano e sua profundidade teologal. Isto supera em muito seu frágil corpo e suas inúmeras batalhas em favor dos índios, negros, mulheres e, sobretudo as crianças. Um menino de rua para dom Luciano sempre foi uma questão de fé e não mera questão politico-social

10. Para sua reflexão mais holística e menos fundamentalista, sugiro a leitura de renomado teólogo Joseph Ratzinger: “A doutrina da divindade de Jesus permaneceria intacta se Jesus procedesse de um casal cristão normal”. Cf. Ratzinger, J. Der christliche Glaube, 1968, p. 225 (Apud Von Balthasar, H.U. Puntos centrals de la fe, Madrid, BAC, 1985, p. 123).

11. Quanto a escamotear a verdade, gostaria de saber se a sua verdade pequena e pessoal, a minha também pequena e parcial ou a verdade de Cristo? Fiquei na dúvida, pois o seu texto não é nada claro ao usar como elemento probatório da verdade alguns poucos gestos executivos da Cúria Romana tais como a divisão burocratica da Arquidiocese de São Paulo em 1989 e a transferência em 1988 de dom Luciano de auxiliar de São Paulo para ser o arcebispo de Mariana, a arquidiocese primaz de toda Minas Gerais.

O senhor tem algum preconceito contra os mineiros? Os despreza? E Mariana é menos importante que Brasília? Dom Luciano foi um bispo tão importante que foi nomeado vice-presidente do CELAM. O próprio Papa se levantava para cumprimentá-lo quando dos sínodos dos bispos. O atual arcebispo recem-nomeado (D. Geraldo Lírio) afirmou que vai propor a canonização imediatamente de dom Luciano. Isso não lhe parece importante. Parece ser o senhor é quem tenha os critérios de poder e de jogo político que atribui como pecado aos Teólogos da libertação. Povo é povo de Deus em toda parte e um bispo é pastor e sucessor dos Apóstolos em qualquer diocese do mundo. Nas metrópoles ou no Timor. Nas capitais e no interior. O senhor devia saber essa noção crucial da igualdade e da dignidade episcopais para qualquer membro do colégio, incluindo o bispo de Roma. Isso está no Catecismo e na Christus Dominus. Quanto aos bispos nomeados para cidades numerosas ou capitais metropolitanas pelo anterior Sumo Pontífice a lista é imensa dos que são ligados a teologia da libertação: Dom Demétrio, dom Erwin, dom Aloisio, dom Angelico, dom Celso, dom Grecchi, para citar alguns exemplos recentes.

12. Quanto ao marxismo percebo que o senhor não conhece esse pensamento sociológico, que NÃO é a chave motora da Teologia da libertação, mas em algumas obras de alguns teólogos foi sua mediação socio-analitica e não hermenêutica. Em teologia isso se chama de aparato auxiliar. Houve tempo em que foi a filosofia quem foi a mediação. Inclusive a filosofia atéia de Aristóteles. Em outros tempos foi a história e a linguística. No último século a hermenêutica e as Ciências sociais e psicologicas tomaram seu lugar no diálogo da fé com a ciência. Negar isso é fazer má teologia. Como o senhor não é teólogo quiça não compreenda o que lhe digo. Basta falar com um profissional que lhe dirá o que digo. Não se canonizam os instrumentos. Usa-se, critica-se, supera-se.  Mantendo-se fidelidade fundamental à palavra de Deus que é o coração de toda Teologia.

13. Quanto ao seu conceito de fora da lei, leia a Summa Theologica de Santo Tomás sobre hipoteca social e o uso comum dos bens. Aliás vale relembrar os textos de toda doutrina social tem textos de envergadura em Leão XIII, João XXIII, Paulo VI e particularmente a Enciclica Solicitudo Rei socialis do Papa João Paulo II. Não foi a Igreja quem inventou a luta de classes. Ela é fruto das injustiças sociais. Leia o pensamento do Beato Frederico Ozzanan. É fundamental para seu esclarecimento pessoal e teologico.

14. Quanto ao Papa opôr ‘Deus e pão’ leia o que ele disse em Manaus quando partia do Brasil em 1980:

"Todo o serviço, o ministério da Igreja tem sempre em vista contribuir para que a vida humana também aqui sobre a terra, se torne sempre mais digna do homem e é por isso que a palavra do Evangelho tem sempre como finalidade o bem de todas as sociedades e de todas as nações. Oh quanto eu desejaria que o meu serviço apostólico em terras brasileiras contribuisse para o bem de toda a vossa grande sociedade nacional, que a reforçasse e a tornasse sempre mais pátria comum de todos aqueles homens que abitam aqui por gerações sucessivas desde os inícios, e de todos aqueles outros que no correr dos tempos aqui encontraram as condições de vida, de existência (11/07/1980)".

 Sr. Aquino, Deus é pão. Eis o mistério da fé. Fé eclesial e bíblica.

Permita-me dizer que pelo que o senhor escreve, com humildade, lhe digo: é o senhor quem está errando no caminho. Ao menos no da delicadeza e educação em tratar os prelados falecidos e que deram sua vida pelo Cristo em uma Igreja de liberdade, comunhão e participação.

Atenciosamente

Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior

Licenciado em filosofia

Bacharel e professor de teologia com missio canônica católica.

Mestre em Teologia e Ciencias da religiao pela Université Catholique de Louvain.

Doutor em Ciencias sociais - concentração sociologia pela PUC-SP.