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From: Roldano Giuntoli
To: rgiuntoli@uol.com.br
Sent: Sunday, February 17, 2008 9:01 AM
Subject: LEITURA DA SEMANA

Leitura da Semana (17.02.2008)

Quarta-Feira de Cinzas"

Laurence Freeman, Quarta-Feira de Cinzas", Quaresma 2008,  pgs. 2-3 (na página da web).

Tradução Roldano Giuntoli

A Quaresma é um período em que refinamos e purificamos os sentidos espirituais e, identificamos os hábitos ou padrões que os poluem.  Os meios de se fazer isso, são os exercícios que empreendemos nesta época.  Não é um período de auto-punição ou repressão.  Especialmente nos dias de hoje, a psique humana é muito frágil para isso.  Porém, quando um amigo reúne a coragem para lhe dizer algo que você preferiria não ouvir, alguma evidência de um êrro ou desonestidade da qual você tem sido culpado, não sentirá você, afinal, gratidão pela expressão de amor e atenção demonstrados por você?  Não é a condenação, mas, sim o arrependimento, que opera para acelerar a jornada espiritual.  Arrepender-se não significa se sentir culpado, o que é um desperdício de tempo e de espírito.  Significa ser honesto, enxergar com suficientes coragem e clareza, de modo a mudar de direção.  Antes de mudar de direção, o melhor é fazermos uma pausa.  Acima de tudo, a Quaresma é um período para dedicarmos mais tempo do que normalmente acreditamos que podemos, para a mecânica de nossa vida espiritual.  Não se trata apenas de desistirmos, mas, de fazermos algo, mais ou menos.  Algumas vezes as duas coisas podem ser bem equilibradas: menos tempo assistindo à televisão, mais tempo de leitura, ir para a cama mais cedo, acordar mais cedo para meditar, ouvir as notícias apenas uma vez por dia, horários de prece mais freqüentes, comer menos e melhor, viver e se comunicar de maneira mais saudável.  É claro que as boas intenções tem mais probabilidade de serem sustentadas, se forem realistas.  É melhor desacelerar gradualmente, antes de mudar de direção, do contrário você poderá simplesmente perder a direção.  O objetivo da disciplina da Quaresma é o de reverter a inércia desse movimento de auto-rejeição, manifesta ou implícita, e, o de permitir que a experiência de sabermos que somos amados, surja e nos envolva.  Essa experiência (como quer que ela nos alcance) é, de fato, a “experiência de Deus”.  A alteração da inércia desse movimento é a imobilidade. Portanto,

Cala-te e saiba que Eu sou Deus (Salmo 39)

 

 

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Readings for the Week of February 17, 2008

“Ash Wednesday"

Laurence Freeman “Ash Wednesday", Lent 2008", pp. 2-3 (On our Web site)

Lent is a time when we refine and purify the spiritual senses and identify the habits or patterns that pollute them. The means of doing this are the exercises we undertake in this season. It is not a time for self-punishment or repression. Today especially the human psyche is too fragile for that. But when a friend summons up the courage to tell you something you would rather not hear, some exposure of a fault or dishonesty you have been guilty of, do you not (in the end) feel gratitude for their expression of love and concern for you? It is not condemnation but “repentance” that works to accelerate the spiritual journey. To repent means not to feel guilty which is a waste of time and spirit. It means to be honest, clear-sighted and courageous enough to change direction. Before changing direction it is best to pause. Lent is a time above all to give more time than we normally think we can afford to the mechanics of our spiritual life. It is not only about giving up but doing something more or less. Sometimes the two can be nicely balances—less time watching television, more time readings, going earlier to bed, getting up earlier to meditate, listening to the news just once a day, praying the hours more often, eating less and better, living and communicating more healthily. Of course, good intentions are more likely to be sustained when they are realistic. It is better to slow down gradually before changing direction or you may simply go into a spin. The aim of Lenten discipline is to reverse the momentum of actual or implicit self-rejection and to allow the experience of knowing that we are loved to arise and envelop us. This knowledge (however it comes to us) is in fact the “knowledge of God.” The changing of momentum is stillness. Thus,

Be still and know that I am God (Ps. 39)