REPASSANDO POSICIONAMENTO DE FÉLIX BATISTA E DO GRUPO DERECIFE SOBRE EVENTUAL VINDA DE MONS. GAILLOT, ETC.SdsJoão Tavares
Amigos,
1 - aqui Recife entendemos que seria bem difícil trazer o Jacques Gaillot ao
Recife. Tudo por conta de preços de passagens etc.
Por isso mesmo, apesar de achar que sua participação seria importante,
estamos optando por tentar fazer um encontro com custos reduzidos.
Ontem mesmo fizemos mais uma reunião. Decidimos partir para pedir ajuda de
alguns amigos.Nossa realidade, como vocês sabem, é de
poucos recursos.
Por isso não chegamos a cogitar a vinda do bispo francês que, aliás, já
esteve no Recife participando da Jornarda Teológica Dom Hélder Câmara,
organizada por um grupo de leitos católicos chamado "Igreja Nova".
2 - Graças a Deus os preparativos do encontro estão indo bem. Já temos dois
inscritos de fora: João Tavares e Sofia; e Joarez a Ausília.
Nesta semana vamos tentar um contato com o grupo do Ceará. Um colega nosso,
o Mateus, vai passar por lá no próximo final de semana e deve encontrar-se
com o grupo de Fortaleza.
3 - Quanto ao retrocesso do nosso Bento, nada me assusta.
Afinal, quem pensava que poderia ser diferente? Bento está na raiz de todo
retrocesso vivido pela Igreja na América Latina. Ele era o mentor que agia
por trás do Papa João Paulo II. Ele, estando no poder, está colocando em
prática tudo que pretendia fazer com a Igreja Romana.
Na verdade, estão rasgando aos poucos o Concílio Vaticano II.
Neste caso, este "filme" nós assistimos na Igreja de Olinda e Recife que,
além de sofrer um desmonte eclesiástico, mudou completamente de foco.
Essa Igreja triunfalista, ritualista e de costas para o povo, já está sendo
praticada por aqui há 20 anos.
4 - Por último, fui criado não só dentro do Concílio Vaticano II, mas também
convivendo com uma igreja mais povo e menos poder. Aqui no Recife, com
Dom Hélder Câmara, colocamos em prática muitas coisas do Vaticano II.
Nosso estudo, no Instituto de Teologia do Recife, foi todo moldado no
Concílio e na Teologia da Libertação. Não foi por acaso, que o instituto foi
fechado pelo
Vaticano em 1989, sob as ordens de Dom José Cardoso.
Por tudo isso, fico espantando com o que está acontecendo na Igreja Católica
Romana.
Ao mesmo tempo acho que o latim não volta, nem vai pegar mais junto ao povo.
Eu, que tenho 51 anos, não lembro das missas em latim. Era no meu tempo de
menino, com no máximo dez anos.Quanto mais os jovens com menos de 30
anos????
Um abraço fraterno,
Félix Batista Filho