A
ARTE DE VIVER EM PAZ
Resumo
da Palestra da Profa. Glória Sobrinho, da UNIPAZ
Boletim Meditação Cristã - N° 024
Uma
das coisas mais importantes que devemos saber sobre a paz é que ela
não é o que aprendemos no quotidiano. Paz implica movimento.
Muitos pensam que, para viver em paz, temos que ir para um lugar onde ela
já se ache estabelecida. Ou então ir para o Himalaia e ficar
lá no alto. Outros, ainda, pensam na paz com algo impossivel de programar,
dependente das condições externas. A Meditação
é o maior exemplo de que podemos alcançar a paz interior quando,
teoricamnete, cessa nosso movimento corporal; no entanto, é justamente
nela que entramos em ebulição, num movimento energético
cuja amplitude até nos assusta! Existem pesquisas cientifícas
sobre o estado de meditação onde é incrível a
energia em ebulição constatada.
Na UNIPAZ temos uma medotologia: "A Arte de Viver em Paz", em que
promovemos reflexões e vivências sobre a cultura da paz, um "pacotinho"
montado por nosso fundador, Pierre Weil.
Uma delas é a reflexão sobre a distinção entre
dois níveis de realidade, um absoluto, o outro relativo. As crianças
na escola até hoje aprendem que a matéria se apresenta em três
estado: sólido, líquido e gasoso. A gora precisamos lhes ensinar
que a matéria é sólida ao nível relativo. O nível
absoluto ela é a luz e movimento.
Só poderemos viver em paz no dia em que a criança crescer com
consciência desses dois níveis da realidade - relativo, que ela
conhece bem (pois nele se passam suas experiências usuais de sujeito
e objeto), mas também o absoluto. E tendo plena convicção
não só sobre a possibilidade de experimentá-la. A única
forma ou instrumento que temos para abrir a consciência à realidade
absoluta é a meditação; por isso aprendemos, na UNIPAZ,
que temos a obrigação (sejamos cristãos ou não)
do compromisso diário com a meditação. Ao chegar ao final
da formação, se o aluno não tiver cumprido uma carga
horária mínima de meditação, não receberá
o certificado, nem poderá participar do seminário que é
exigido.
Como expandir o ensino da meditação? Numa empresa em que trabalhei
iamos muito bem, já éramos um grupo evolutivo de amigos, diferente
dos grupos competitivos que se formam usualmente nas empresas. O único
problema se situava no plano da religião: queriamos mudar a forma de
começar o dia, mas não havia entendimento sobre isto por que
uns eram espíritas, outros católicos ou crentes. cada vez me
seentia mais impotente. Meditei e pedi: dai-me luz. Nodia seguinte, logo ao
chegar perguntei ao grupo: "internet existe?" Responderam: "chegou
hoje com vontade de fazer gozação?" Voltei a perguntar:
"Existe?" A resposta: "Claro que existe"! Foi quando apresentei
minha proposta: "Que tal se pudéssemos pensar em Deus como na
internet: cada um pode ter umprovedor que quiser para acessá-lo. E
se as religiões pudessem ser vistas como provedores?" Silêncio
mortal e um final feliz! Atualmente, no encontro das manhãs, todos
meditam juntos, cada um procurando conectar-se ao seu provedor com energia
sutil...
Na UNIPAZ procuramos também conscientizar os alunos sobre o problema
da fragmentação em nossa cultura, que pode ser discernido nos
planos do indivíduo, da sociedade e da natureza.
Falando do indivíduo, consideramos a fragmentação que
este apresenta: mente, emoções e corpo.
Reflitamos sobre a mente, na qual quase tudo acontece: sua função
é o pensamento, e nele é que formamos o que Pierre Weil chama
de "fantasia da separatividade".
É ela que leva à fragmentação, ao reducionismo.
Ao nível das emoções distiguimos: amor,orgulho, apego,
inveja,ansiedade, depressão e todas as emoções que conhecemos
muito bem. E o corpo pode apresentar a disfunção emocional,
respiração inadequada, e expor-nos à dor física.
Da fantasia da separatividade resultam todos os conflitos do mundo, e por
causa dela não temos paz que desejamos.
A fantasia da separatividade foi marcada em nós a ferro e fogo, e nos
leva acreditar que estamos separados. É próprio do ser humano
sentir "stress", e isto se deve, quase sempre, ao fato de acreditamos
que somos separados de algo que nos dá vida. A única coisa que
pode fazer plenos, inteiros, completos e em paz é a superação
desta fantasia.
No plano da sociedade a separatividade também causa problemas. O que
corresponde à mente em nossa sociedade? É a nosa cultura. A
ilusão da separatividade determina distorções culturais,
como leis impróprias, disseminação de informações
inverídicas, repressão dos valores espirituais na educação.
Ao nível da natureza, a ilusão da separatividade é responsável
pelo desrespeito ao meio ambiente, pelo desaparecimento de espécies,
poluição do ar e da água etc. E a espécie humana
é a que está mais ameaçada de desaparecer diante do desastre
que estamos provocando: erosão, mundaças climáticas,
inundação, seca. Chamamos isso de Roda da Destruição.
Nessa fragmentação, os mesmos indivíduos que criaram
esta sociedade que agride a natureza, hoje está ameaçada por
ela.
O que precisamos, na mente, para sair da separatividade? Sabedoria. Os sábios
de todos os tempos, como contemplativos que desde sempre foram, sabiam que
a sabedoria era mais importante que o saber. O simples saber nos iguala as
folhas de papel: quanto mais folha de papel tivermos lido mais valemos.
As coisas que sabemos estão escritas, mas nos falta sabedoria.
As palavras saber e sabedoria estão associadas, em suas
raízes, ao verbo saborear : há que saborear o saber.
Por não fazermos nos perdemos, porque nos tornamos pessoas que simplemeste
informamos ou recebemos informação. O professor, em vez de ensinar,
formar, informa. A culpa não é só dele; todos nós
precisamos mudar nossos paradigmas.
Na sociedade os paradigmas devem ser : solidariedade, beleza, justiça,
verdade.
Na vida social e política: cooperação, sinergia pelo
problema comum.
No meio ambiente e na economia: respeito e igualdade!
Uma socidade com tais paradigmas será uma auspiciosa Nova Sociedade.
O momento é de partilha. Mesmo que alguns possam ter mais, é
fundamental que todos tenham o conforto essencial.
Nossa proposta não é fácil, e a primeira coisa que temos
a fazer é a aprender a meditar, porque só por meio da meditação
podemos superar, mesmo que apenas por miléssimos de fração
de segundo, a fantasia da separatividade que compromete nossa ação.
Contatos com a UNIPAZ: Tel. (21) 2240-0856 / 2532-5914