ESTAR COM DEUS

 

Para rezar não há necessidade de grandes palavras nem de discursos famosos. O Santo D’Ars fala de um lavrador que, depois do trabalho, freqüentemente ficava ajoelhado diante do sacrário. Perguntando o que rezava, o homem respondeu ao santo: “Eu olho para Ele e Ele olha para mim”. Referia –se  a Jesus no Santíssimo Sacramento.

Aquela era uma oração bem feita, que lembra a nossa Meditação Cristã. Se usamos a palavra sagrada, sempre repetida, é para não nos desviarmos do que é primordial: estamos na presença de Deus. Esta palavra é como o motor que impulsiona o barco sempre para a frente.

            Nunca o homem é tão grande como quando está em oração. Pela oração movemos aquela Onipotência que “move  sol e as outras estrelas” (Dante). Se cremos que Ele é o Senhor do Universo; e se o meio de com Ele nos comunicarmos é a oração, será fácil compreender o valor deste meio de comunicação.

            A tendência para a rotina nos vai levando à oração maquinal, que faz lembrar os moinhos de oração do Tibet: prendem papéis com orações a uns cilindros que fazem girar... Neste caso poderíamos usar discos ou fitas gravadas para “rezar” em nosso lugar. É preciso que a oração tenha alma.

            É a oração que parte do nosso coração que sobe ao coração de Jesus. É comum este depoimento: “Depois que comecei com a Meditação Cristã, as outras formas de oração melhoraram sensivelmente, inclusive a participação na Santa Missa.”

 

 

Fonte: Meditação Cristã – Boletim Informativo do Rio de Janeiro

Cônego Sergio Raupp (Gravataí, RS)