De: Roldano Giuntoli
Para: Mario Palumbo

 

Leitura da Semana de 16 de Dezembro, 2007

“Carta Dez de 18 de Dezembro de 1979"

Dom John Main OSB, LETTERS FROM THE HEART (New York: Crossroad, 1988), pgs. 119-20.

Tradução de Roldano Giuntoli

 

O Natal é uma festa que pode abrir os corações de todos nós para a presença do Cristo.  Nos defronta com as grandes qualidades da inocência e da esperança, que todos precisamos, se quisermos acordar para a sua luz e, nos enche de confiança, porque nos diz que os tempos antigos terminaram.  A nova era, a nova criação, se iniciou e, o nosso ponto de partida, para encontrá-la por toda a parte, é o de entendê-la como uma realidade em nosso coração. Nossa jornada se destina, portanto, a nossos próprios corações.  Pelo fato de que todos nós somos convidados a adentrar esse templo e, a receber essa novidade da vida, precisamos reconhecer este período como o momento de colocarmos de lado tudo o que nos impede de abraçar o mistério de nossa própria criação e, de entrar na plenitude da vida, que recebemos como puro dom do eterno ato de criação do pai. A importância do ensinamento da Encarnação é a de que o mistério de Deus, em sua eterna criatividade, não apenas nos é trazido mais próximo, mas, na verdade a nós se une.  Não mais necessitamos materializar o mistério que passou a habitar nossos corações.  Sabemos agora, que nosso despertar para sua realidade, é uma possibilidade iminente para cada um de nós, pois o despertar é um encontro encarnado.  O júbilo ao qual essa festa deveria nos remeter, é o de que esse despertar não é o resultado de nosso próprio poder.  Não mais estamos isolados numa dependência dos nossos próprios e inadequados recursos.  Não é nosso próprio poder de sabedoria que nos conduz, mas, seu amor que está presente como luz da realidade suprema em nossos corações.  A humildade de Jesus criança é nosso guia e instrutor.  Em sua Luz, temos a Luz.  Em seu Amor, temos o Amor.  Em sua Verdade, somos feitos Verdadeiros. É uma festa cheia de maravilhamento, cheia de esperança para todos nós, quem quer que sejamos, ou, onde quer que estejamos.  É uma nova alvorada para toda a humanidade, que começa com um tênue, mas, determinado brilho, cuja crescente luz transforma o céu e a terra e, aumenta em luminosidade, até o dia perfeito.