LEITURA DA SEMANA
Olá Amigos, Bom Dia,
Encaminho anexo a inspirada leitura semanal. Segue abaixo, também, o original em inglês.
Abçs
Roldano
Leitura da Semana (08.07.2007)
John Main OSB, JOHN MAIN: ESSENTIAL WRITINGS, Modern Spiritual Masters Series (Maryknoll, NY: Orbis, 2002), pg. 127.
Uma das coisas mais difíceis para os ocidentais entenderem, é que a meditação não tem relação com procurarmos fazer qualquer coisa acontecer. Porém, todos nós estamos tão acostumados com a mentalidade da técnica e da produção que, inevitavelmente a priori, pensamos que estamos tentando arquitetar um evento, um acontecimento. De acordo com nossa imaginação, ou pré-disposição, temos diferentes idéias do que poderia vir a acontecer. Para alguns, são visões, vozes, ou lampejos de luz. Para outros, profundas reflexões e compreensão. Para outros ainda, um melhor controle sobre suas vidas e problemas do dia a dia. A primeira coisa que precisamos entender, no entanto, é que a meditação nada tem a ver com fazer alguma coisa acontecer. O objetivo básico da meditação, muito ao contrário, é o de simplesmente aprender a nos tornarmos completamente conscientes do que é. O grande desafio da meditação é o de aprendermos, diretamente da realidade que nos sustenta.
O primeiro passo nessa direção, para o qual somos convidados, é o de entrarmos em contato com nosso próprio espírito. Talvez, a maior tragédia de todas, seja a de virmos a encerrar nossas vidas, sem nunca termos entrado em contato total com nosso próprio espírito. Esse contato significa descobrirmos a harmonia de nosso ser, nosso potencial de crescimento, nossa integralidade, tudo o que o Novo Testamento, e o próprio Jesus, chamaram de “a inteireza da vida”.
É tão freqüente que vivamos nossas vidas em cinco por cento de todo nosso potencial. Mas, é claro que não há medida para todo nosso potencial; a tradição cristã nos diz que ele é infinito. Se, apenas nos voltarmos do eu para o outro, nossa expansão de espírito se tornará ilimitada. Isso muda tudo, aquilo que o Novo Testamento chama de conversão. Somos convidados a destravar as algemas da limitação, para nos libertarmos do interior da prisão de nossos egos auto-limitantes. A conversão é apenas a libertação e a expansão que surgem quando nos voltamos, de nossos eus, para o Deus infinito. Também, é aprendermos a amar a Deus, assim como, ao nos voltarmos para Deus, aprendemos a amar uns aos outros. Ao amar, somos enriquecidos para além de qualquer medida. Aprendemos a viver da infinita riqueza de Deus.
John Main OSB, JOHN MAIN: ESSENTIAL WRITINGS, Modern Spiritual Masters Series (Maryknoll, NY: Orbis, 2002), p. 127.
One of the most difficult things for Westerners to understand is that meditation is not about trying to make anything happen. But all of us are so tied into the mentality of techniques and production that we inevitably first think that we are trying to engineer an event, a happening. According to our imagination or predispositions, we may have different ideas of what would happen. For some it is visions, voices, or flashes of light. For others, deep insights and understanding. For others again, better control over their daily lives and problems. The first thing to understand, however, is that meditation has nothing to do with making anything happen. The basic aim of meditation is indeed quite the contrary, simply to learn to become fully aware of what is. The great challenge of meditation is to learn directly from the reality that sustains us.
The first step toward this—and we are invited to take it—is to come into contact with our own spirit. Perhaps the greatest tragedy of all is that we should complete our life without ever having made full contact with our own spirit. This contact means discovering the harmony of our being, our potential for growth, our wholeness—everything that the New Testament and Jesus himself, called “fullness of life.”
So often we live our life at five percent of our full potential. But of course there is no measure to our potential; the Christian tradition tells us it is infinite. If only we will turn from self to other, our expansion of spirit becomes boundless. It is all-turning; what the New Testament calls conversion. We are invited to unlock the shackles of limitation, to be freed from being prisoners within our self-limiting egos. Conversion is just this liberation and expansion arising when we turn from ourselves to the infinite God. It is also learning to love God, just as in turning to God we learn to love one another. In loving we are enriched beyond measure. We learn to live out of the infinite riches of God. (WMF, 19-20)