MEDITAÇÃO CRISTÃ

Há em Ribeirão Preto núcleos de Meditação Ecumênico-Cristã. Visam proporcionar um espaço para a PAZ!
A paz é o resultado da harmonia da ordem. A ordem deve ser estabelecida no íntimo de cada indivíduo.
Só quando reina a ordem e a harmonia em todos os componentes da pessoa é que ela está em paz.

 Geralmente, a desordem psíquica produz a dor somática
ou até a doença. Quase sempre culpamos os outros pela falta da paz e procuramos nas farmácias ou nas drogas (álcool, sexo, fumo, café, TV, fanatismo religioso, poder, egocentrismo, etc.) os remédios para nossa insatisfação.
Meditar é criar silêncio interior para então encontrar a si mesmo, despojado de tudo que não é o nosso verdadeiro eu (self).
Trata-se de trabalho sério e diuturno, comum em todas as tradições ascéticas filosóficas ou religiosas do Oriente ou do Ocidente.
É a valorização do ser sobre o ter, do espírito sobre a matéria!
O despojamento do egoísmo cria um olhar compassivo e amoroso sobre todos os demais seres e a unidade consigo e com o cosmo.
Para os que crêem em Deus transcendental e imanente, é o encontro do ser finito com o Ser Infinito, do ser contingente com o Ser Absoluto, do ser criado com o Ser Criador que nos habita, que tudo sustenta e tudo vivifica.
Muitas são as técnicas de meditação, todas visam à paz, à unidade, à verdade ao amor e à felicidade. Budismo, hinduismo, judaísmo, cristianismo, islamismo, as religiões naturais e até o ateísmo têm seus místicos.
As várias denominações procuram o aperfeiçoamento do ser humano e da sociedade.
A verdade, a iluminação, o nirvana, a compreensão da unidade e da perfeição, a paz ou o próprio Deus são metas quase unânimes. Isso tudo não apenas na prática do mergulho no silêncio da meditação, mas também no diálogo inter-religioso e inter-cultural.
Cada qual trilhando sua técnicas milenares, ou não, guardando sua finalidade específica e sua identidade.
Qual seria a especificidade destes encontros de meditação?( Pela Internet a visita é virtual)
Qual o significado da meditação ecumênico-cristã?
A necessidade ontológica da valorização da dimensão espiritual do homem levou, no IV século levas de homens e mulheres a fugir das cidades (mundo) rumo ao deserto. Mais que pela necessidade de espiritualidade estes homens eram levados pelo Espírito de Cristo a empreender a árdua caminhada da procura do Pai de Jesus.

Longe do materialismo, estes ascetas, monges, viviam a sós com Deus. O noviço, recém-chegado no deserto, procurava um monge mais velho, abba.Este o conduzia ao caminho da escuta da voz de Deus (obediência), através da humildade, despojamento de si e da oração.

A ociosidade era mal, inimigo, daimon, demônio.

Devia ser afastado com o trabalho, até porque cada qual devia viver com o trabalho de suas mãos.

A oração, como meio do encontro com Deus deveria ser incessante, humilde, sem alarde, sem muitas palavras como faziam os fariseus, que gostavam de se mostrar.
A Escritura e sobretudo o Evangelho, no Sopro do Espírito Santo, deveria conduzir à oração. Para não haver dúvida, o abba passava um versículo da Bíblia, e o monge o repetia, mastigava e ruminava, sem cessar.

Daí se vislumbra o canto gregoriano?

O silêncio, a repetição constante e a pobreza do único versículo constituía a caminhada para deixar que o Espírito de Deus e o cristão se tornassem Um.
Repleto de alegria, o monge podia repetir:
" Sou eu que vivo? Não! É Deus que vive em mim!"
Do oriente cristão, o fenômeno da fuga do mundo à procura da intimidade com Deus se espalhou para o ocidente, e Bento, que
"habitou consigo mesmo" por três anos na solidão da caverna de Subiaco, nos arredores de Roma, organizou e deu uma Regra a quantos impulsionados pelo Espírito de Deus quisessem seguir o Divino Mestre.
O turbilhão forte e suave do Sopro vivificante sempre pairou sobre a humanidade, sobre o Reino e a Igreja.
Assim, após Antão, Jerônimo, Agostinho, Bento, o Espírito fez surgir Francisco, Domingos, Tereza a grande, a do Menino Jesus,e a de Calcutá, Tomás, Lutero, Leonardo, Michelangelo, Galileu,  (você que, movido pelo Espírito, tem a paciência de continuar na leitura), Sócrates, Einstein e Betinho, estes últimos três tidos ateus.
O Sopro Divino continua envolvendo você, sua mãe, sua esposa que repetem o mantra das jaculatórias ou do terço, enquanto estão trabalhando e agüentando, no silêncio de Deus, você e os demais familiares.
Milhares de cristãos, movidos pelo Espírito de Jesus, imitam, na meditação, o exemplo do Mestre que passava as noites orando o Pai.
Nestas horas de misticismo e de luta para superar o egoísmo, o cristão pode viver a efusão do Espírito e experimentar, até fisicamente, a Presença Divina.
Isso porém não importa. O que é básico é que ele está sendo a morada do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO.
É incrível, mas é no coração do homem que o Pai explode seu Big-Bang criativo. É aí que pronuncia sua única Palavra, gerando, no hoje eterno, seu Filho. É aí que o Filho volta ao Pai no Espírito.

No Filho, o cristão vive a vida trinitária: é criado, gerado, pelo Pai, torna-se um com o Cristo, na unção do Espírito Santo.
O cristão de hoje nunca viu o Cristo, nunca o tocou, apesar disso, o ama; não o vê, mas acredita.
Por isso sente alegria extraordinária e gloriosa que é a meta da fé que é a salvação ou seja sabe que é amado pelo seu Deus e o ama.

No silêncio, de olhos fechados, sabe que é olhado pelo Pai e é feliz de estar inserido na Família Trinitária.

Os termos verdade, iluminação, perfeição, unidade, amor, totalidade, compreensão, paz, silêncio, mantra (palavra), comuns em todas as práticas meditativas do oriente e do ocidente, na meditação cristã, assumem um significado totalmente específico de Ressurreição e Paz!
A Paz é o próprio Cristo. O Amor é o Deus Trino no qual o cristão se sente envolvido, penetrado.

Nele ele vive, se movimenta e existe!
A riqueza do dom divino que torna o cristão partícipe da vida divina não o coloca sobre um pedestal, orgulhoso de sua riqueza e o fecha dentro de uma redoma egoística. O encontro com o Pai, através do Cristo, no Espírito Santo só tem a certeza de sua realização na fração do pão, na Eucaristia, não no sentido ritualístico semântico, mas quando o pão da vida é dividido e repartido na alegria da gratuidade.
Cristo passa fome  e sede no pobre, está encarcerado, crucificado na exclusão. O cristão sabe que o encontro com Cristo e a sua ressurreição em nós, passa pela criança abandonada ou pelo nosso filho ao qual negamos nosso sorriso. Na oração (meditação) o cristão recebe gratuitamente a iluminação (sabedoria) e a força do Espírito para ver no pobre, no criminoso o Cristo e ter a força necessária para doar-lhe  vida.

Ao longo da história, os maiores místicos cristãos, ou seja, aqueles que mais se dedicaram à oração, sempre foram as pessoas mais significativas para a sociedade e para a humanidade toda. Irmã Dulce, Dom Hélder Cámara, nos nossos dias.
Antão, Bento, João Gualberto, Bernardo, Francisco, Teresa,  e tantos outros, quando precisavam, deixaram o deserto, o ermitério, o mosteiro, o convento, para ir à cidade, dirimir lutas, denunciar em praça pública príncipes, bispos e papas. Nas pestilências, arregaçavam as mangas para socorrer doentes, sepultar mortos.
A mente estava voltada para Deus, mas nada que era humano os alienava. Foram os monges contemplativos que não somente nos transmitiram as Sagradas Escrituras e a patrística, e  até os tesouros da literatura grega e latina. Foram eles que desde a alta idade média dedicaram-se à ecologia, culturas das florestas, e deram  início às ciências. Construíam hospedarias para proteger os viajantes dos assaltantes. Estes eram recebidos como se fossem Cristo. A estes o abade e toda comunidade lavavam os pés, pois era uma necessidade imperiosa. Foram os monges que edificaram os primeiros hospitais para assistir doentes.Tudo isso porque eram impelidos pelo amor de Cristo, pois
nada podia ser anteposto a este amor que se traduzia no lema:

" Ora et labora - Reza e Trabalha"
Os encontros de Meditação são uma tentativa de redescobrir este cristianismo,
perdido.

A esperança é que Deus esteja conosco. 

Sobretudo, a meditação visa proporcionar-lhes o encontro com o mais profundo de seu SER, onde DEUS o habita. Paz, felicidade, serão efeitos colaterais.
Há vários métodos de meditação. Nosso caminho, sem excluir outros, é preferencialmente CRISTO.

Nosso posicionamento meditativo é o do orante cristão, em plena entrega de si, para o encontro com o PAI.

 

 

 

                    Finalidade da Meditação Cristã

 

    A finalidade é o encontro consigo mesmo e com a paz e Cristo é a Paz
Nos nossos encontros semanais,todos têm acesso livre, sem algum compromisso.
A única exigência é a comunhão na mesma finalidade, por meio da prática da Meditação.
Fazem parte do grupo médicos, psicólogos, parapsicólogos, comerciantes, do lar, professores, psicoterapeutas, entre outros.Irmã
As técnicas de meditação são as mais diversificadas.
O grupo acredita que o exercício sério da meditação leva as pessoas ao encontro, à aceitação, à abertura para o amor, à compaixão para consigo e para o mundo.
A meditação cristã tem como peculiaridade não a procura da verdade, da perfeição, da tranqüilidade como conceitos reais e abstratos. A meditação cristã visa, principalmente, ao encontro com Cristo como atuante na história, com toda sua riqueza humana e divina.
A Paz, para o cristão, é outro nome de Cristo que o leva ao Pai em união com o Espírito.
Na meditação cristã, quem acredita em Cristo preenche o silêncio contemplativo, com a alegria de estar em união com o Deus Uno e Trino.
Como criança, segura e feliz, sob o olhar do Pai, o meditante cristão repete o mantra, ciente de estar com Deus.
No colo da MÃE, não pensa NELA. Está tranqüilo com ELA.
Pessoas de outros credos religiosos, ou até sem qualquer conotação religiosa, encontram a porta aberta para a participação das reuniões na
Casa da Meditação Disciplina Pacis.


Finalidade
A finalidade da meditação é proporcionar-lhe um ambiente onde o seu ser possa encontrar-se com o Ser Maior, DEUS! Para isso é preciso criar o silêncio interior e o exterior.
Nosso referencial é Cristo, que não faz distinção de pessoas.
Na vida dele, muitas vezes, procurava o silêncio da noite e das montanhas para ficar com o Pai!
Muitos cristãos dos primeiros séculos também procuravam lugares isolados e o silêncio em busca de Deus.
A tradição cristã da procura de Deus, graças à presença do Espírito Santo, é uma constante no Reino de Deus.

Há quem se consagre a Deus com votos dentro de uma instituição regulamentada e há quem, mesmo nos afazeres cotidianas, encontram maneiras diferentes de estar com Deus.

Movimentos de leigos e casados, hoje, procuram uma vida de profunda intimidade com Deus!
Surgem muitas escolas de espiritualidade visando  essa finalidade.
O Sopro do amor de Deus sempre pairou e paira sobre a humanidade
enviando o seus profetas, sejam eles chamados de Confúcio, Buda, Agostinho, Bento, Bernardo, Gertrude,Tereza d´Ávila, Teresa do Menino Jesus ou de Calcutá, Rumi, Gandhi, João XXIII, Dalai-Lama, Betinho (Hebert de Souza) ou Chico Xavier.
A meditação cristã une à riqueza das espiritualidades orientais  a experiência cristã.

O trabalho de Thomas Merton é de grande importância neste sentido.
A meditação cristã deve a João Main a introdução e expansão no mundo ocidental moderno. Consiste em repetir mentalmente um mantra, uma palavra, assim procurar o silêncio (vazio interior).
O silêncio e o vazio interior abrem o "espaço" para Deus, ou melhor, para viver a presença dele, que nos habita no profundo do nosso ser.
Em Deus, nosso eu encontra sua verdadeira morada e a si mesmo.
A perseverança nesta procura garantirá o sucesso.
(Cf. Lc.18,7) "É necessário rezar sempre, sem cessar".
Orar é dom gratuito de Deus, Ele dá o querer e o fazer, e os dá em profusão. "Se vocês que são maus sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem?" (Lc. 11,13).
Sem Ele não podemos nem nomear o nome de Jesus!
A nós compete oferecer-Lhe a disponibilidade e o tempo.
O resto, Ele é fiel, o fará.
No silêncio da repetição do mantra, nossa mente continuará a "viajar", vagar. O meditante aceitará isso com naturalidade e humildade, sem tentar acompanhar a viajem, ou brigar com os próprios pensamentos, continuando apenas na sua fidelidade ao mantra. Feliz de estar com Deus.
Na meditação cristã, o mantra pode ser qualquer palavra: Jesus, Pai, Abba-Pai, Espírito Santo, etc., John Main recomenda
"Ma-ra-na-ta", palavra bíblica, aramáica que significa "Vem Senhor Jesus".
O meditante cristão, após se colocar na presença de Deus, começará a repetição do mantra sem pensar no significado da palavra, apenas repetindo mentalmente, sem se preocupar em pensar ou falar com Deus, contente apenas de estar com Deus.
"Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais".
O único objetivo da meditação cristã é viver a presença de Deus, que se manifesta em tudo.
Meditando, queremos estar em silêncio amoroso com Deus.
Paz, saúde e felicidade são dons que Ele dará por acréscimo.
Quem está com Deus não precisa de mais nada!
O silêncio exterior, pouca luminosidade, coluna ereta, pés apoiados no chão, olhos fechados e música suave antes de iniciar são condicionamentos para favorecer o encontro com o Pai. Aconselha-se a meditar por vinte minutos pela manhã e vinte no fim do dia, sempre no mesmo horário e mesmo ambiente, quando é possível, para sacralizar tempo e espaço.

Como Moisés no Sinai,costuma-se tirar os sapatos, no ambiente destinado à meditação, trata-se de ajuda psicológica para "se dispor" ao contato com Deus. São rituais que podem ajudar, mas não são obrigatórias.

Pode-se ter motivos justos para não tirar sapatos... Afinal tudo é puro para os puros!
Elemento básico na meditação cristã é o fator comunidade. Não há cristianismo sem comunhão.
A meditação cristã leva à comunidade. Surge dela e a ela volta.

Jesus garante a sua presença, quando dois ou três estiverem reunidos no nome dele...
É por isso que se aconselha que, pelo menos uma vez por semana, a meditação seja realizada em comunidade, onde todos, graças à Presença prometida, são fortalecidos pela comunidade.
A meditação cristã impele para a missão, por isso ela é necessariamente ecumênica e missionária, pois vê em todos a imagem de Deus e não pode se omitir frente à necessidade do irmão, que é filho de Deus e que Ele, na sua bondade, confia aos nossos cuidados.
Se sua vinda aqui, nesta c
asa, é motivada exclusivamente pela procura de Deus, seja bem-vindo!
Gostaríamos de recebê-lo como você merece: de coração aberto. Sabemos que nada acontece por acaso.

Com certeza Deus o ama! Sua vinda, mesmo virtual, para nós é mais que uma bênção.

É a própria visita de Deus  por isso deixe que o consideremos mais que irmão.
Um grande abraço do 
ORAETLABORA