R E Z A  E   T R A B A L H A

 

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Qualquer tipo de oração é valido. Em nosso site tratamos da oração na forma de meditação.

Meditar é preciso, assim como navegar. Sem navegação não haveria conhecimento do nosso globo terrestre, não haveria exploração sideral,  não haveria internautas...

Sem meditação não haveria conhecimento do maravilhoso mundo humano e de si mesmo.

Meditar é navegar á procura do nosso baricentro: quando a viga mestra sai do centro de sustentação, a casa cai.  A meditação nos mantém no equilíbrio. Sem equilíbrio, nosso edifício espiritual e físico rui. Nossa vida torna-se difícil, sem paz, sem alegria,  adoecemos  e até antecipamos a morte e morte traumática. A pessoa equilibrada vive feliz, mesmo nas adversidades, aceita a morte com tranqüilidade e até como irmã, a exemplo de Francisco de Assis!  Meditação, a que nós nos referimos aqui, não é uma reflexão a nível racional ou dialética, por sinal de grande importância. Aqui nós nos referimos à criação do silencio dentro de nós. Silencio de tudo que nos perturba e que não representa a nossa identidade, o nosso verdadeiro eu. Nosso eu verdadeiro, aquele sonhado por Deus, é o eu livre das paixões, da vaidade, do narcisismo, do apego exagerado a si mesmo, ao poder, ao “ter” em lugar do “ser”! Tudo isso é fruto da programação do pequeno eu, herdado pela cultura mundana, que valoriza os instintos, em lugar de educá-los.

Esta programação é vírus que impede nosso crescimento, nos torna infelizes, incapazes de ter uma visão tranqüila e verdadeira de nós mesmos e do mundo que nos rodeia. Culpamos tudo e todos pela nossa eterna insatisfação.         A meditação ajuda a realizar em nós a palavra do Mestre: “Quem ama a sua vida deve perdê-la; se o grão de trigo na morrer, fica só, não dá frutos”.

Meditar é também passagem de uma vida falsa para uma vida verdadeira, livre, plena.

O silêncio exterior, e mais, o silêncio da imaginação, das emoções, do raciocínio, a quietude da mente, é o caminho para o encontro com  nosso centro, onde se encontra o Ser Maior que habita em nós com amor. Nem sempre isso é fácil. O que importa nisso tudo não é o sucesso, mas a vontade do encontro e a perseverança na disciplina. Quem se propõe a enveredar por este caminho da procura do “Self”, do encontro consigo mesmo e com Deus, poderá não ver, não experimentar o sucesso, mas ele virá, mesmo que imperceptivelmente. A nós compete fazer a nossa parte. Deus, que é fiel, inicia, acompanha e terminará a obra da nossa plena realização em nós! Uma vez escolhida a meta urge ir ao encontro dela. Como? Um bom mestre ou participar de uma comunidade que medita, é uma boa sugestão.

              Existem várias maneiras de meditar, aqui sugerimos uma:

 Para meditar, convém procurar um lugar quieto e sentar-se confortavelmente, mas com a coluna ereta. Feche seus olhos suavemente. Permaneça relaxado, porém alerta. Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Embora outras palavras possam ser usadas, nós costumamos recomendar a palavra-oração “Maranatha”, que é uma aglutinação de duas palavras do aramaico, a mesma língua que Jesus falava. Significa “vinde, Senhor” e é, provavelmente, a mais antiga oração cristã. São Paulo usou-a para encerrar a carta aos Coríntios, e São João para encerrar o Apocalipse.

Esta é uma palavra radicalmente simples. Mas não pense em seu sentido – limite-se a pronunciar, mentalmente, cada uma de suas sílabas: Ma-ra-na-tha, em ritmo lento.

Muitas pessoas associam essa repetição ao ritmo calmo e regular de sua respiração.

Se pensamentos ou imagens aparecerem, trate-os como distrações e simplesmente retorne à repetição da palavra. Medite todos os dias, cada manhã e à noite, por um período de vinte a trinta minutos.