UM BISPO PARA A IGREJA EGRESSA
DO MPC
Caríssimos Padres Jose Vicente e Paulo Lucio
Vi no site oraetlabora a programação do
Encontro do MPC em Recife . Tudo muito bem organizado. Um local
paradisíaco. Julgo que entretanto faltou o principal . Estabelecer que
haverá uma assembléia Geral para decidir se os membros do MPC desejam a
fundação de uma novel Igreja para abrigar aqueles membros que sentem o
desejo de continuar no ministério sacerdotal e que seja eleito na
mesma ocasião um bispo.
Sem esta providência , esse Encontro será
mais um encontro. Um encontro social como tantos outros.
Entendo que este encontro revete-se de uma
importância especial Temos o cisma de Dom Melingo, a fundação do
movimento PADRES CASADOS JÁ. O exemplo de igrejas nacionais que crescem
, se agigantam e em breve rivalizarão com a Romana , rivalizarão na
pregação do evangelho , em fazer o bem, a caridade. Igrejas que atingem
ovelhas que hoje a Romana não alcança por falta de padres, em razão da
lei do celibato.
Temos de avançar. Temos de institucionalizar
uma Igreja, pois sem esta organização não há como se arrecadar fundos
para manutenção da obra, do proprio MPC , que ano a ano fenece um pouco,
já que os fundadores estão morrendo e os novos padres casados não tem os
mesmos ideais dos fundadores.
Antes, eram muitos os colaboradores
constantes do ORAETLABORA. Hoje este número está reduzido ao Padre Jose
Vicente. Raramente vê-se uma matéria de algum outro padre casado.
Julgo que ainda é tempo de se colocar na
programação a Assembleia Geral , fundação da Igreja e eleição do bispo.
Desculpe minha intromissão. Não sou padre
casado. Sou um leigo , mas alguém que sonha com uma Igreja Catolica ,
una e santa, sem lei do celibato e confissão auricular. .
Irmão Alberto, ise
Igreja Catolica Carismatica
www. igrejacatolicacarismatica.org.br
Instituto Santo Expedito
UM BISPO PARA A IGREJA EGRESSA DO MPC
Prezado irmão Alberto, Ise,
Saúde, prosperidade e paz!
Grato por sua mensagem.
Acredito que para o Encontro de Recife, a
coordenação do grupo do MPC deverá irá formular programação substancial.
Pessoalmente não me preocupo com bispos para o
MPC, menos ainda com a possibilidade de que o MPC crie uma Igreja para
multiplicar bispos e acolher seus ordenados. Há muita Igreja para poucos
cristãos verdadeiros.
Os diáconos, presbiteros e bispos validamente
ordenados, mesmo se casados, não se iludem sobre a liberação geral da
obrigatoriedade do celibato para o exercício ministerial. Carisma não se
institucionaliza e a Igreja Católica, mesmo com seus defeitos e desvarios,
traduz a presença do Espírito Santo que, no momento oportuno, dirigirá novos
ordenamentos.
Não acredito como solução para qualquer situação
de problemas de evangelização, a fundação de uma Igreja egressa do MPC. Nem
penso que entre os membros do MPC haja alguém de reconhecidos equilíbrio
pessoal, conhecimentos doutrinais teológicos e seus testemunhos pastorais
que se apresente - em nome do MPC - para receber o episcopado em nova
comunidade.
Historicamente vejo o episcopado como uma criação
administrativa de mera supervisão sobre as ações dos presbíteros.
Inicialmente os próprios apóstolos e discípulos se fizeram missionários na
qualidade de presbíteros de comunidades, desde as "rupturas" deles com a
comunidade judaica de Jerusalém.
Creio que o episcopado nada somará ao zelo dos
padres casados que permanecem no exercício da Evangelização e da válidada
celebração dos Sacramentos, mesmo com os sofrimentos das restrições
canônicas de bispos católicos. tenho a impressão que os sacerdotes casados
eficientes não pretendem aparecer como bispos ou chefes de comunidades
eclesiais. Infelizmente, em quase todos os estados do Brasil, ordenam-se
bispos que se multiplicam movidos mais por interesses excusos e gostos por
roupagens solenes e títulos humanos, do que pela efetividade de ações para
a edificação do Povo de Deus.
Colaboro com o Ora et labora,
enviando alguma matéria, simplesmente porque como mídia, esse site é digno,
eficiente e vive em atividade promocional permanente. Além disso, seu
proprietário, meu irmão Mário Palumbo, embora acolha pessoas com opiniões e
credos diferenciados, não pensa em construir igrejas institucionais. Menos
ainda vive ilusões de exercício de manifestações rituais de poder sagrado ou
de explorar a reta intenção das pessoas.
Se algum dia o Ora et labora
deixar de manifestar-se, com dedicação e fé na promoção da fraternidade e da
misericórdia verdadeiras, saiba meu irmão Alberto, da Igreja Católica
Carismática, que eu continuarei com meus rabiscos em outras mídias que se
projetam com dignidade pelo Evangelho.
Faternalmente
Caríssimo,
vc acertou na mosca! e o admiro cada vez mais. Mesmo doente estás na luta,
quem nem Cristo evangelizando do alto do madeiro,sem cruz peitoral de ouro,
com a corona de espinho que impede a colocação de qualquer mitra e os pregos
em lugar do pastoral de ouro ou prata. Somos em poucos assim como poucos
foram os discípulos embaixo da cruz; abraços . Mario