PARA AS MULHERES DO MPC NO DIA QUE É VOSSO.
ORA ET LABORA INVOCA O PRINCÍPIO QUE GERA A PALAVRA, AQUELE QUE É A PALAVRA E AQUELE QUE VIVIFICA A PALAVRA, PARA QUE CONTINUEIS, NO SILENCIO DE DEUS GERANDO A PALAVRA CRIADORA DE SALVAÇÃO E VIDA.
DESDE
O INICIO, APOSTOLAS DOS APÓSTOLOS, ANONIMAMENTE APRESSANDO A AURORA DA RESSURREIÇÃO,
ANUNCIAIS NA CRUZ DO QUOTIDIANO O TABOR QUE RESPLANDECE NA TERNURA DOS
VOSSOS OLHARES, COMO O VULTO MATERNAL DE DEUS.
"OSSOS DOS NOSSOS OSSOS,
CARNE DA NOSSA CARNE"
CORAÇÃO DOS NOSSOS CORAÇÕES,
ASSUMISTES O DIREITO DIVINO DE ACOMPANHAR OS APÓSTOLOS COMO MULHERES-ESPOSAS PARA O CAMINHO.
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher apresentamos reflexão feita por uma mulher casada com Presbítero.
Esperamos que está reflexão possa trazer para superfície, o papel importantíssimo da mulher, na vida do Presbítero.
1)
Apresentação.
Meu nome é Telma Spagnolo. Sou carioca, casada com Fernando Spagnolo e temos 2 filhos, Victor de 22 anos e Thiago de 20 anos. Trabalho como médica pediatra e homeopata há 18 anos. Atualmente no serviço público em uma cidade satélite do Distrito Federal.
2)
Como e quando conheceu seu marido?
Conheci o Fernando há 27 anos, quando ele veio do Maranhão para fazer um Mestrado no Rio de Janeiro. Ele é Italiano e era amigo do padre da paróquia que eu freqüentava. Nos casamos em 1980 e viemos morar em Brasília.
3)
Na vida familiar, ser casada com um padre muda algo em comparação a outras
famílias?
Acho que quando nos conhecemos talvez o fato de ele ser padre possa ter influenciado no sentido de achá-lo mais maduro, mais culto, que outros homens que conhecia. Tive alguns problemas de consciência no início e também tivemos dificuldades ao lidar com algumas pessoas muito críticas, dentro da comunidade. A maioria das pessoas, no entanto, achava, e ainda acha, natural que os padres se casem.
Após o casamento creio que as dificuldades foram e são as mesmas de todo casal, que tenha uma perspectiva cristã, com altos e baixos decorrentes do próprio relacionamento a dois.
Nossos filhos cresceram sabendo que o pai tinha sido padre e encararam isto com naturalidade, sem traumas ou problemas de convivência. Não escondemos de ninguém este fato, pelo contrário, às vezes fazemos questão de dize-lo.
4)
O fato de ter se casado com um padre mudou ou influenciou a sua vida?
Acho que a vida religiosa ajudou os padres a serem um pouco menos machistas do que era a maioria dos homens há 30 anos atrás. Acho que isto foi um fator positivo para que nossa relação fosse melhor, pois sempre me senti livre e apoiada para realizar meus planos e seguir meu caminho, tanto pessoal quanto profissionalmente.
5)
Como esposa de padre e mãe
de filhos de padre, você acha ter uma vocação especial no Reino de
Deus? Qual?
Após ter me apaixonado por um padre e depois ter casado com ele, muitos foram os questionamentos e as reflexões sobre a Igreja – suas leis, o celibato, a vida sacerdotal, a vocação, etc. Em relação à religião sou bastante crítica, embora não tenha me afastado das práticas religiosas. Procuro também outras formas de cultivar minha espiritualidade e os valores cristãos e do evangelho em meu dia a dia, buscando dar meu testemunho nos relacionamentos em nível pessoal e profissional.
Por muitos anos tenho participado do Movimento dos Padres Casados (MPC) por acreditar que temos uma contribuição a dar para a renovação da nossa amada Igreja.
6)
Celebrando o Dia Internacional da Mulher – Quais as conquistas da mulher
na Igreja Católica hoje?
Nas últimas décadas a mulher conseguiu grandes avanços na sua participação dentro da sociedade. Infelizmente este avanço foi muito pouco expressivo na Igreja, que continua a tratar a mulher como “auxiliar de segunda categoria”.
Acredito que temos a missão de trazer o “feminino” cada vez mais para este mundo e, de modo particular para dentro da Igreja, pois continua sendo uma das instituições mais masculinas e machistas que conhecemos. Não se trata de competir com os homens ou tentar substitui-los, mas de reconhecer as qualidades que são próprias da mulher e valorizar mais o lugar que ela pode ter na Igreja, assim como está tendo na sociedade.
Esperamos que está reflexão possa trazer para superfície, o papel importantíssimo da mulher, na vida de um Presbítero.