Pairando sobre rumos

Nosso Jornal Rumos,  sempre esperado e bem-vindo, nos traz  tema de atualidade centralizado sobre PAZ.

A edição 180 do citado jornal, encontra seu fio condutor indicado pelo JORGE e ZIULMA, no Ressuscitado Jesus de Nazaré que é nosso ideal e a ele pede-se paz e coragem.

ARTUR LOUSADA LOPES focaliza muito bem as duas grandes potências  que podem nos dar a paz; “ os Estados Unidos da América e a opinião pública. A primeira, na mística de Bush, impõe seu arsenal bélico para seus interesses”.

A segunda força é o avanço da opinião pública rumo ao diálogo e racionalidade que poderá neutralizar o império da irracionalidade.

LUÍS GUERREIRO, em choque de civilização, servindo-se de entrevista de Bossan Tibi, nos mostra as raízes do fundamentalismo islâmico. Já FRANCISCO DE ASSIS RESENDE fotografa a diplomacia Vaticana em favor da paz e cita o Vaticano II chamando a atenção dos homens do nosso tempo sobre a responsabilidade dos que fomentam guerras. Estes prestarão contas severas das operações bélicas.

Em homenagem à mulher, no seu mês de março, o JORNAL RUMOS 180, mostra a dialética do poder machista X sexo feminino e insinua a dicotomia da “Igreja Católica que não é a única instituição que se paralisa quando precisa lidar com questões ligadas ao sexo e que paradoxalmente encontra-se, neste assunto”, “De costas para a vida”.A ficção trazida por MAURO DE QUEIROZ, se inspira em  no cineasta MICHAEL MOORE: Papa morre na guerra.  Parece uma catarse no fio condutor do número do Rumos. Responde à sugestão de alguns que teria desejado que o Papa tivesse seguido o gesto profético de PIO XII.  Este, quando Roma foi bombardeada,  desafiou os generais e a eles enviou o recado que poderiam lançar suas bombas na periferia de Roma e soubessem que lá  encontrariam-se o Papa. Será que se o Papa João Paulo II estivesse ido morar em Bagdad, teria freado a  fúria devastadora de Bush?  

No centro da edição 180 encontra-se, como em uma concha marinha,  rara pérola preciosa em 

  Reflexões Sobre Mulher no Dia Internacional da Mulher da Telma Spagnolo.

A Telma  faz eco às teses do FRANCISCO DE ASSIS RESENDE em Corpo de mulher, mito adâmico e não somente como teoria da situação da opressão masculina, mas como médica lutadora, mete a mão na massa, ajudando a libertar as oprimidas e opõe com exemplos de como a Igreja deveria ajudar a difundir a paz no mundo a partir da valorização do feminino, tão marginalizado na Instituição.

LÉA e FELISBINO dão um toque final ao assunto antimachista com exemplos práticos, mais eficazes do que as teorias.

A edição 180, fecha com a dádiva de DARCY CORAZZA que traz o clamor "silencioso" consciente ou não de milhões de fiéis para a possibilidade de Uma outra Igreja aberta às comunidades eclesiais, aos pobres, onde haveria plena participação das mulheres, retirando obrigações do celibato para a realização do ministério presbiterial, aberto às mulheres e que houvesse novo concílio, para reviver a primavera eclesial dos tempos do Papa João XXIII.

FABIO FRANÇA  analisa com competência de doutor o porque muitos egressos da vida clerical / religiosa não interessam-se por movimento de renovação evangélica e conclui que é ilusório pretender que a maioria dos egressos (não-vocacionados) do sistema clerical / religioso sejam arautos de uma nova vivência cristã.

No  próximo Rumos FABIO FRANÇA  dedicará artigo aos que impelidos pelo amor de Cristo, o fazem dedicadamente.

ORA ET LABORA quer dar os parabéns aos diretores, redatores e articulistas do Jornal Rumos e se sente orgulhoso e agradecido, pois na secção CARTAS NA MÃO, recebe elogios de ANTONIO LIMA DOS SANTOS e sua esposa MARIA VILLAS BOAS DE ALMEIDA,  VICTÓRIO H. CESTARO/AM, FRANCISCO DE ASSIS RESENDE e envia saudações ao JOÃO J. C. SAMPAIO, ao FELIX BATISTA FILHO, FLORISVALDO LÚCIO e quantos nos honram com sua visita.         

oraetlabora1@terra.com.br

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