de: GERMAN CALDERON CALDERON
para: mariopalumbo@terra.com.br

 

ENCONTRO DE RECIFE

 

Prezados Amigos, querendo   também eu, oferecer a minha opinião sobre o XVII encontro, "O Encontro da virada", do M.P.C. e suas Famílias, atrevo-me a dizer de forma light e sem peso o seguinte:

 

1- Tenho grandes e positivas expectativas sobre este congresso pela capacidade e qualidade   humanística, teológica, contemplativa, profissional e empreendedora dos participantes. Porém, me assaltam temores tolos pensando que o encontro se limite, como foram os 16 anteriores   congressos que o precederam, a uma declaração o documento com muita profundidade metafísica e impenetrabilidade teológica, que esqueceremos uma vez de volta para casa.

Observo que as mulheres e homens de boa vontade deste tempo têm grandes anseios de participar (naquilo que são experientes e conhecedores) na conservação e aprimoramento deste mundo colocando-se de forma voluntária e até anônima ao serviço de alguma causa política, religiosa ou filantrópica. Aqui vejo, entre muitos exemplos, a dom Cappio, os criadores de ONGs, os fundadores de Igrejas, as mulheres e homens voluntários de cada localidade   que entregam parte de suas vidas, dinheiro, tempo, etc. para a construção de sua comunidade e etc. etc. – É dentro deste contexto de generosidade humana, cristã, filantrópica e política e vontade de recriar um mundo mais unido, pacífico e com muita vida que  penso o "Encontro da Virada", o encontro de Recife.

 

3-  Aparece no Documento de Aparecida – Texto Geral do Episcopado latino-Americano e do Caribe (São Paulo:Edições Paulinas), Capítulo IV – A COMUNHÃO DOS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS NA IGREJA, Nº 200, que diz:

 "Levando em consideração o número de presbíteros que abandonaram o ministério, cada Igreja particular procure estabelecer  com  eles  relações de fraternidade  e  mútua  colaboração conforme as normas prescritas pela Igreja".

Este texto (se não estou cheio de ingenuidade) me leva a pensar que aqueles padres casados e suas famílias, - que acreditam que a unidade e santidade da Igreja se constroem pela fé, a vivência da Palavra e o suor do trabalho que cada um, batizado e ordenado, tem e faz de melhor, - poderiam apresentar aos seus bispos locais, propostas, projetos e planos de ação sobre aquilo para o qual eles são bons e competentes, como presbíteros com o desejo concreto de querer ser útil na Igreja de forma eficiente, profissional  e responsável (acolhendo-se e adiantando-se ao sentido do item 2, aqui, e do espírito do Documento de Aparecida).

 

4-  O fruto do Congresso poderia manifestar-se apenas na alegria do encontro de irmãos que caminham na mesma direção na construção do Reino. Porém, considero também, excelente mensagem oferecer um escândalo profético: divulgar na mídia (com envio à CNBB) a decisão (se houver)de respeitar e amar aqueles que decidam fundar ou reforçar outras igrejas ou comunidades, como opção e compromisso responsável, na construção do Reino, ou queiram andar na proposta do Nº 200 do Documento de Aparecida, lutando contra toda esperança, pela reforma e aprimoramento da única Igreja. Para o Vaticano, a seguinte noticia poderia ser constrangedora: "Padres Católicos casados e suas famílias decidem participar, junto com seus bispos, como presbíteros, da "grande missão continental" proposta pelo Documento de Aparecida".

 

5-  É de conhecimento de todos, que autoridades romanas, quando se trata de manter sua autoridade e o seu poder, não aceitam fundamentos ou argumentos patrísticos, bíblicos ou teológicos que possam induzir a mudanças saudáveis para a Igreja, como talvez desejaria seu Fundador, por isso, os únicos argumentos não refutáveis são as ações, os fatos. Acredito que se eu quiser participar do espírito evangelizador do Documento de Aparecida terei que apresentar e difundir propostas que venham a enriquecer a pastoral orgânica das comunidades, grupos e paróquia onde exerço  a minha cidadania. Porém, antes, estou precisando de umas lições de empreendedorismo profético. Quantas atividades não seriam possíveis realizar, por exemplo, através do Ministério da Palavra?

 

6-  Tenho o pressentimento que o Encontro de Recife, o "Encontro da virada" não oferecerá uma linda declaração de boas intenções metafísicas e teológicas; porém, aguardo sim, pelo menos uma frase, uma linha ou uma página onde se afirme que " O Espírito do Senhor e nós decidimos:  estas propostas viáveis, concretas e avaliáveis" (At 15,28) . Todavia, também, pode acontecer que, "o Espírito do Senhor e nós nada decidimos, fica para as próximas gerações".

 

7-  Desejo a cada um dos congressistas um encontro muito fraternal, com o entusiasmo dos recém convertidos e os sonhos, daqueles que se abrem à Palavra de Deus. Fraternalmente.

                                                                                                                                Noite de Natal de 2007. 

                                                                    Germán   Calderón Calderón

                                                          Presbítero casado

 

Prezados Amigos, querendo   também eu, oferecer a minha opinião sobre o XVII encontro, "O Encontro da virada", do M.P.C. e suas Famílias, atrevo-me a dizer de forma light e sem peso o seguinte:

 

1- Tenho grandes e positivas expectativas sobre este congresso pela capacidade e qualidade   humanística, teológica, contemplativa, profissional e empreendedora dos participantes. Porém, me assaltam temores tolos pensando que o encontro se limite, como foram os 16 anteriores   congressos que o precederam, a uma declaração o documento com muita profundidade metafísica e impenetrabilidade teológica, que esqueceremos uma vez de volta para casa.

Observo que as mulheres e homens de boa vontade deste tempo têm grandes anseios de participar (naquilo que são experientes e conhecedores) na conservação e aprimoramento deste mundo colocando-se de forma voluntária e até anônima ao serviço de alguma causa política, religiosa ou filantrópica. Aqui vejo, entre muitos exemplos, a dom Cappio, os criadores de ONGs, os fundadores de Igrejas, as mulheres e homens voluntários de cada localidade   que entregam parte de suas vidas, dinheiro, tempo, etc. para a construção de sua comunidade e etc. etc. – É dentro deste contexto de generosidade humana, cristã, filantrópica e política e vontade de recriar um mundo mais unido, pacífico e com muita vida que  penso o "Encontro da Virada", o encontro de Recife.

 

3-  Aparece no Documento de Aparecida – Texto Geral do Episcopado latino-Americano e do Caribe (São Paulo:Edições Paulinas), Capítulo IV – A COMUNHÃO DOS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS NA IGREJA, Nº 200, que diz:

 "Levando em consideração o número de presbíteros que abandonaram o ministério, cada Igreja particular procure estabelecer  com  eles  relações de fraternidade  e  mútua  colaboração conforme as normas prescritas pela Igreja".

Este texto (se não estou cheio de ingenuidade) me leva a pensar que aqueles padres casados e suas famílias, - que acreditam que a unidade e santidade da Igreja se constroem pela fé, a vivência da Palavra e o suor do trabalho que cada um, batizado e ordenado, tem e faz de melhor, - poderiam apresentar aos seus bispos locais, propostas, projetos e planos de ação sobre aquilo para o qual eles são bons e competentes, como presbíteros com o desejo concreto de querer ser útil na Igreja de forma eficiente, profissional  e responsável (acolhendo-se e adiantando-se ao sentido do item 2, aqui, e do espírito do Documento de Aparecida).

 

4-  O fruto do Congresso poderia manifestar-se apenas na alegria do encontro de irmãos que caminham na mesma direção na construção do Reino. Porém, considero também, excelente mensagem oferecer um escândalo profético: divulgar na mídia (com envio à CNBB) a decisão (se houver)de respeitar e amar aqueles que decidam fundar ou reforçar outras igrejas ou comunidades, como opção e compromisso responsável, na construção do Reino, ou queiram andar na proposta do Nº 200 do Documento de Aparecida, lutando contra toda esperança, pela reforma e aprimoramento da única Igreja. Para o Vaticano, a seguinte noticia poderia ser constrangedora: "Padres Católicos casados e suas famílias decidem participar, junto com seus bispos, como presbíteros, da "grande missão continental" proposta pelo Documento de Aparecida".

 

5-  É de conhecimento de todos, que autoridades romanas, quando se trata de manter sua autoridade e o seu poder, não aceitam fundamentos ou argumentos patrísticos, bíblicos ou teológicos que possam induzir a mudanças saudáveis para a Igreja, como talvez desejaria seu Fundador, por isso, os únicos argumentos não refutáveis são as ações, os fatos. Acredito que se eu quiser participar do espírito evangelizador do Documento de Aparecida terei que apresentar e difundir propostas que venham a enriquecer a pastoral orgânica das comunidades, grupos e paróquia onde exerço  a minha cidadania. Porém, antes, estou precisando de umas lições de empreendedorismo profético. Quantas atividades não seriam possíveis realizar, por exemplo, através do Ministério da Palavra?

 

6-  Tenho o pressentimento que o Encontro de Recife, o "Encontro da virada" não oferecerá uma linda declaração de boas intenções metafísicas e teológicas; porém, aguardo sim, pelo menos uma frase, uma linha ou uma página onde se afirme que " O Espírito do Senhor e nós decidimos:  estas propostas viáveis, concretas e avaliáveis" (At 15,28) . Todavia, também, pode acontecer que, "o Espírito do Senhor e nós nada decidimos, fica para as próximas gerações".

 

7-  Desejo a cada um dos congressistas um encontro muito fraternal, com o entusiasmo dos recém convertidos e os sonhos, daqueles que se abrem à Palavra de Deus. Fraternalmente.

                                                                                                                                Noite de Natal de 2007. 

                                                                    Germán   Calderón Calderón

                                                          Presbítero casado