FALTA SERIEDADE NA ABERTURA DE NOVAS IGREJAS?

 

Se de um lado o crescimento numérico de novas igrejas mostra a sede de Deus, muitas vezes parece que sobra superficialidade nos fundadores ou gerentes.

 Notam-se graves lacunas teológicas e também se intrometem em assuntos políticos, sociais e econômicos sobre os quais aparecem graves duvidas.

Uma nova igreja divulga a idéia da pena de morte, da castração e até sentencia em questões econômicas e faz questão de se proclamar não contemplativa, como se a contemplação fosse algo de estratosférico e não essencial ao cristão.

            No zelo religioso convida seminaristas e padres a entrarem na instituição dela oferecendo a liberdade do celibato obrigatório, até, (pasmem) para as freiras!

            Qualquer semi-analfabeto em religião Cristã sabe que não há conflito teológico entre sacerdócio e matrimônio. Neste caso o padre que opta pelo casamento não é ex - padre, é padre casado

            No que diz respeito aos religiosos não é possível ser religioso no sentido de viver em uma ordem religiosa, emitir votos de castidade e optar pelo casamento a não ser que se faça voto de castidade no casamento, mas neste caso o religioso que optasse para o casamento, a rigor, seria ex-religioso.  

            A recente notícia que dominicanos holandeses aceitam como válida a celebração da Eucaristia da parte da comunidade cristã, mesmo sem a presença do padre ordenado, está sendo deturpada, pois anuncia-se que esses dominicanos permitem que um representante da comunidade consagre junto com o povo, desde que este profira as palavras da consagração.

            Esta teoria, não nova, baseia-se no fato que não é o padre que consagra mas sim, o Espírito Santo através da comunidade cristã e não apenas a formula, que tem seu valor, mas não pode ser absolutizada.

            É notória a boa vontade de chefes, pastores e bispos que oferecem ao povo em abundancia rituais, missas e devoções.

Já dizia Mons. Olgiati, fundador da Universidade Católica de Milão junto ao Pe. Gemelli, que faz mais mal o exagero do devocionismo do que a pornografia.

            Cristo, mesmo respeitando as tradições judaicas, insistiu na justiça, na adoração ao Pai em Espírito e Verdade e no conhecimento Dele através da sua pessoa: para conhecer ao Pai é preciso conhecer o Filho encarnado: Jesus Cristo.

            Para ir ao Pai é preciso imitar Cristo, reconhecendo no irmão, especialmente o mais abandonado pela sociedade, o filho de Deus.

             Tendo isso, tudo é valorizado, sem isso, tudo se torna balela.

 

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