ABAIXO RESPOSTA DO ORA ET LABORA.
Querida namorada do seminarista,
Seu caso deve ser semelhante a milhares.
Já lhe respondi pessoalmente e agora volto a responder, pois não sei se lhe chegou a resposta, devido a um problema que deu em nosso sistema e agora como a resposta é anônima, vou colocá-la no site que vc, com nossa alegria, disse de adorar. Somos-lhe gratos. Amiga, amar nunca foi pecado! Pecado é não amar! Uma religião que pregasse o desamor não viria de Deus, OU SERIA UMA RELIGIÃO MAL ENTENDIDA, como acontece quase sempre. DEUS é o próprio amor. Amor é dedicação, abertura para o outro é fazer a felicidade do outro, é dar vida, alegria, até a doação da própria vida, para o outro.
Amor não é só paixão. Paixão passa e pode ser início de um grande e verdadeiro amor. È o que lhe desejo de coração. O que vale no relacionamento entre vocês é este amor, não narcisista.
O amor puro mora no fundo do coração de todos nós: ele se chama Deus. Só este amor de gratuidade torna o amor fonte de felicidade e de energias vitais. O Egocentrismo gera insatisfação, problemas psicossomáticos etc... No começo do amor, muitas vezes o Eros é mais forte do que a ágape
(Eros=Amor erótico / Ágape = Amor desinteressado).
Celibato, visto como uma imposição disciplinar é uma bobagem A lei pode ser arrogada a qualquer momento. Aliás na prática é observada, parece, por 50% dos padres....
Temos exemplos maravilhosos dos que o praticam totalmente, isso é sem frustrações e estes talvez chegue 5% ou 1%. Estes são transmissores de vida, outros podem ser considerados funcionários de uma multinacional religiosa que prega uma catequese sem vida!
Você entende que possamos ter sacerdotes ou freiras que nunca tiveram qualquer contato físico com outras pessoas, mas são ácidas, frustradas e talvez seria bem melhor se procurassem um parceiro e vivessem a própria vida, sem incomodar ninguém...
A obrigação do celibato dos padres gera ambigüidade e conflitos. O celibato não é algo essencial ao sacerdócio. E muitos o assumem como um fardo, esperando que a instituição religiosa mude as regras, o que parece estar ainda bastante longe de acontecer. O que posso, na pratica aconselhar a vocês é que vivam o amor e não o encontro de dois egoísmos, o que não é o caso de vocês.
Na situação atual da disciplina da igreja, vocês viveriam um amor, abençoado por Deus, mas deveriam escondê-lo ao publico, se nascerem filhos, estes não poderiam chamar publicamente o pai de pai e vc não seria esposa do seu amado. É um grande desafio que não quis assumir. Sobre o celibato nosso site tem muita matéria. E, como, amiúde, o problema vem à tona, pois a igreja mostra uma tremenda insensibilidade nisso, leia o texto O ATALHO, no qual conto um pouco a minha historia da saída do ministério eclesiástico, e hoje agradeço a Deus, pois saí do exercício oficial, não perdi minha fé nem na igreja e agora sou ainda mais padres do que antes, mas vocês decidem. Abraços e estou ao lado de vocês, e torcendo pela felicidade de vocês. Mario