PROPOSTAS PARA SALVADOR
Nosso site convida a todos os visitantes cristãos esclarecidos para opinar e complementar as propostas a respeito do movimento dos padres casados agora em Congresso em Salvador-BA
Sentir a felicidade do presbiterado leigo;
Sentirem-se felizes pela liberdade adquirida por ter saído do sistema clerical;
Viver a alegria da comunhão entre nós, na certeza da presença divina entre nós;
Sentir a presença daqueles que por vários motivos, não estão presentes fisicamente entre nós, mas, talvez, a presença espiritual deles seja mais forte;
Escutar a voz deles, como protesto pela nossa passividade, pela nossa ligação ao clericalismo, legalismo canônico, ritual e teologias que nos colocam na cátedra dos defensores da fé e dos inquisidores.
Procurar os ausentes, silenciosos, trazê-los para o nosso convívio e permitir que falem.
Quantos colegas silenciosos cada um de nós já chamou? Quantos endereços descobrimos? Como colocamos em prática nossa finalidade de ajuda mútua?
Permitir aos outros de pensar e agir de maneira diferente;
Viver nosso presbiterado ao exemplo dos Atos dos apóstolos e dos modernos profetas: Helder Câmara, Casaldáliga, Jacques Gaillot, Giovanni Franzoni... Não copiá-los, mas ouvir o que eles tem que dizer para nós!
Já os convidamos oficialmente para os nossos encontros?
Mais que trabalhar temas teológicos, praticar o evangelho e aplicá-lo em nossa vida de presbíteros casados;
O Reino precisa de exemplos do amor e nós somos uma novidade por viver o amor conjugal- sexual.
Na igreja ainda hoje tudo que se refere a sexo tem conotação de pecado enquanto “no primeiro século do cristianismo se pensava que ao lado dos diferentes sacramentos, como o batismo e comunhão, está o Santo dos Santos que e a câmara nupcial” ( texto de Nag Hammadi, citado por Jean-Yves Leloup em -Uma Arte de Amar para os Nossos Tempos- Vozes, 2002)
Diálogo com a hierarquia? Estamos continuamente ajoelhados e de mão estendidas, isso tem seu lado positivo, se também acudirmos à voz do Espírito que nos impulsiona para a liberdade dos filhos.
Se isso nos escravizar e reduzir a nada, ou a uma eterna espera de poder ser o que somos pelo Batismo e pela Ordem, então, sem nunca fechar os canais do diálogo, levantemo-nos para águas mais fundas e até para a transgressão profética!
Damos mais importância às obras assistenciais, à leitura de jornais e novelas em detrimento da "lectio divina"?
Lembremos que Atos dos Apóstolos nos chama a deixar aos diáconos a distribuição da sopa e quanto a nós: “Devemos nos dedicar à oração e à predicação do Verbo” e saber que isso é feito muito mais com o exemplo do que com a palavra.
A fraternidade e a nossa alegria deve ser nosso distintivo.
Sugeriria que não tivéssemos mais um presidente, mas um animador, coordenador, para ajudar o Movimento a ser tal como o nome indica;
Como o Jornal Rumos é bimensal e tem poucas páginas, sugeriria que relatasse mais experiências e vivencias cristã de famílias de padres casados do que assuntos teológicos ou pedagógicos que se podem encontrar em outros periódicos ou na Internet.
Como não se faz questão de seguir a orientação de Paulo na escolha dos presbíteros, e tão pouco é citada esta orientação (não sei se ela aparece na liturgia), por quê nós não tomamos a iniciativa de divulgá-la o mais possível?