Manifestação de Mario Palumbo a respeito do Encontro dos Padres Casados e respostas de amigos internautas

Caro irmão José, (em vc saudo todos os empcistas) Recebo sempre com admiração e alegria suas mensagens tão oportunas!

Logo mais,  teremos o encontro do Recife, o tempo voa e motus in fine velocior. Creio que Recife poderá ser o  encontro da virada, se não for confundido com um curso de reciclagem teologico, também muito necesário. A grande maioria dos padres casados se auto-cassaram e nada querem mais com o passado. Restamos em poucos! Inicialmente havia uma forte tendencia a pedir um diálogo com Roma para, frente às necessidades pastorais do Povo de Deus, a hierarquia fizesse alguns gesto de abertura abrindo espaço ou totalmente ou como auxiliares ,ou até para "sacristãos"( risos)....
Depois de tanto insistir, mesmo da parte das conferencias episcopais, a politica vaticana deixa claro que a rocha não tem possibilidade de sair do lugar. A mesma história é com o problema da camisinha, entre outros!  Neste ultimos 40 anos perdemos um tempo enorme em aguardar docilmente, estudamos ao infinito argumentos morais , teológicos e pastorais, uma especie de mastubaçao egotica inteletual.
Na Italia encontrei-me com Fausto Marinetti. Com o Marinetti passei umas horas na casa dele e entendi porque da caça dele aos pedofilos!  Afinal passou boa parte da vida dele para dar vida às crianças pobres do Maranhão e ñ poderia se ausentar frente à omertá do Vaticano. Deram entrevistas na Tvs e rádios italianas... No site www.chiesaincammino.org.  que publiquei no oraetlabora existem noticias cabeludas, como a incriminação do cardeal Razinguer por causa de um documento segreto dele ( de 2001) a respeito de como se comportar com  os podófilos
Veja em Notizias  de chiesaincammino!  
 Na saida da Italia, em Fiumicino, deu certo a chegada de Umberto Lenzi dos EUA, la marcamos encontro com Marinetti e Paulo Falcone e ficamos umas horas juntos. A experincia deles é interessante. Nós, pusillis grex, precisamos estabelecer o que é ncesário,ou primordial.
Com certeza  seria importante uma reciclagem teológica ,mas isso deve occorrer no encotro? Se sim ñ seria oportuno aumentar mais  dia por exemplo  iniciar na quarta? Mas um dia seria  suficiente?  Ñ se poderiam convidar os teólogos a dar indicaçoes bibliografícas, ou se expressar desdejá pela intenet ou fazer um numero unico em jornal papel? Será que tudo isso valeria a pena? Nós,os padres casados ainda ñ sabemos o que é essencial na menagem de Cristo?
Creio que dentro do essenial da mensagem de Cristo devemos procurar o primordial.
Combater a hipocrisia de ocultar a pedofilia, com certeza é importante.
Apontar defeitos, erros históricos e atuais da igreja,,. fazer um trabalho aplogético, tudo é importante...
Ver aspectos práticos da liturgia também é importante, dar exemplos práticos de vivencia cristã  em nossas familias, como ser cristãos no trabalho, como ser padre na sociedade e em nossa comunidade aqui e agora? Esquecer um pouco da hierarquia e construir pequenas comunidades em volta do Cristo? Todos estes questionamentos  são necesários e devem ser pensados e analisados.  Creio que os Atos dos Apostolos, quando da criação dos diaconos podem nos socorrer: " Nos autem oratione et predicatione Verbi Instantes erimus"
 Com certeza todo mundo está careca em saber que  momentos de oração pessoal são necessários, Aliás a oração incesante é primordial. E a predicatio Verbi deveria ser mais de obras do que de boca e é consequencia do encontro com Deus. Desculpe a ousadia de pretender ensinar o Pai Nosso aos Vigários, mas o  clero faz isso? Nós fazemos?  Creio que se a gente ñ praticar isso, o Encntro ñ passará de uma bonita excursão, um agradavel momento de amizades  e uma manifestação de saberes teologico-pastorais.
É evidente que cada um e cada grupo saberá aplicar isso nas sua próprias cincumstâcias, mas ao meu modesto ver, todas as demais ações pastorais ñ  ´podem tornar-se  desculpas para  tentar realizar o acidental fugindo do essencial. e tornando o menos importante um exercicio de especulaão bizantina. Tudo será importante, se na base de tudo, saberemos nos deixar substituir do Cristo que aguarda  a renuncia ao nosso ego para poder agir em nós. Querido irmao me ajude a realizar isso em mim.
 
Visite: http://www.oraetlabora.com.br
Felicidade para você!

 

Veja aqui as respostas de amigos internautas

de: Paulo Jorge Lúcio
para: Mario Palumbo

Ao caríssimo irmão e amigo Mário:

A paz do Senhor Jesus para você e toda sua querida família!

Recebi e li atentamente sua bela reflexão sobre "O que fazer? O que é prioritário?" no próximo encontro do Recife. Compartilho de sua preocupação e penso também que esse encontro poderá ser a "virada" para o MPC, desde que não seja visto só como mais um ou como uma boa oportunidade de se rever amigos. Caso isto venha a acontecer não passará de mais uma viagem de turismo, para os que podem, como tem sido todos os encontros realizados até aqui. Impressiona-me o fato concretíssimo de já se terem realizado 16 encontros e até hoje não se tomou resolução prática nenhuma. Para mim pessoalmente isto soa como algo inusitado. Qualquer empresa no mundo que se desse ao luxo de esbanjar tanto tempo e tantas oportunidades sem que se tomasse resoluções práticas para o crescimento e desenvolvimento da mesma empresa, já teria sucumbido. Como você observou, foram os próprios padres casados que se "auto cassaram" e não querem mais saber do passado. Mas eu pergunto: O que é que estamos fazendo no presente para que ainda conservemos o nome de "padres casados"? Seria mais coerente se tirassemos de nossa sigla a palavra "Padres", porque de padres a maioria de nós já não tem mais nada. Tenho medo de que nesse próximo encontro esse impasse continue e voltemos para casa mais uma vez sem termos chegado a conclusão nenhuma. Afinal, somos ou não somos padres? Esse para mim é o "X" da questão. Minha resposta continua a mesma de sempre: Somos padres casados, sim, mas sempre padres. Por isso, para ser coerente com o que penso, continuo insistindo que o Movimento precisa de um bispo para legitimar as ações daqueles que ainda pensam no ministério. Acho que o MPC como um todo, e como movimento que agasalha a realidade "padre casado" não tem o direito de se omitir em buscar uma solução justa para esse anseio daqueles que ainda se sentem padres. Talvez já seja hora de se buscar entendimento com outros movimentos de padres casados de outros paises, daqui da América e da Europa (a Itália, por exemplo), para que, juntos, pudessem procurar uma saída junto a bispos dissidentes como Jacques Gaillot, Milingo ou outro que por ventura esteja em situação semelhante. Os tradicionalistas, liderados por dom Lefèbvre e pelo antigo bispo de Campos estão sabendo se impor. Esses bispos já morreram, mas tiveram o cuidado de deixar sucessores legítimos, que são respeitados pelo Vaticano. Tão respeitados que já conseguiram, além de espaço próprio para existirem, um motu próprio de Bento XVI que os autoriza a celebrarem em latim no rito de antes do Vaticano II. E nós, o que somos? A rigor, nem fazemos parte das estatísticas da Igreja. Se, segundo nossos cálculos, somos já cerca de 150 mil no mundo, o Vaticano só reconhece os 69 mil que oficialmente deixaram o ministério. Isto significa que 81 mil de nós a Igreja nem sabe que existe. Ou damos a cara prá bater ou não vamos a lugar nenhum. Acho um absurdo que o MPC insista em não reconhecer a legitimidade da vocação daqueles que ainda desejam ou que sempre desejaram exercer o ministério. Por não verem persapectiva de mudança por parte da Igreja e por não sentirem interesse do Movimento em entrar nessa briga, muitos de nossos colegas migraram para igrejas de diversas denominações, o que vem comprovar que, se existem aqueles que não querem mais nenhuma ligação com o passado de padre, existem também os que se sentem ainda vocacionados e com disposição para trabalhar no ministério. Não podemos negar que isto é legítimo. Os dois lados, tanto os que não querem mais quanto os que continuam querendo, merecem o nosso respeito. Concordo que o encontro de Recife pode significar uma "virada" para o Movimento. Pode sim. Tem tudo para isto. Mas a situação dos colegas que ainda pensam em trabalhar pelo Reino no ministério não pode ficar esquecida, sob pena de que o encontro caia na mesmice como foram os outros 16. É o que eu penso.

Um forte abraço do irmão e amigo

Pe. Paulo Lúcio - Vitória / ES 

 


 

de: Félix Filho
para: Mario Palumbo

Caro Mário Palumbo,
 
entendo e comungo de suas preocupações.
Não creio, infelizmente, que o nosso movimento terá a coragem profética de agir sozinho,
sem a necessidade da "permissão" da hierarquia.
Como já falei inúmeras vezes, somos bonzinhos demais, obedientes demais.
Tudo ao gosto do figurino que foi traçado para nós pelo Cúria Romana.
Nunca ousamos fazer nada, absolutamente nada.
 
Tentei, há dois anos, um trabaljho solitário por aqui. Não deu certo.
ESTAVA ENFRAQUECIDO POR ATUAR SOZINHO.
Nada nos legitimava. Não somos um grupo que pensa uniforme, não temos as mesmas motivações.
Assim fica difícil. Poderíamos formar um grupo, com identidade clara. objetivos claros.
Assim, não nos sentiríamos sozinhos.
 
Agora, aqui no Recife, estou em contato permanente com D. Sebastião Gameleira.
Ele está disposto a nos receber na Igreja Anglicana, formando um grupo anglo-católico.
Sugere até a criação, aqui na Diocese do Recife, de uma Ordem Franciscana, que já existe no
Brasil e que é aceita oficialmente pelo anglicanismo mundial.
Não sei ainda o que fazer. Gostaria de continuar lutando dentro da instituição,
mas não sei até que ponto vale a pena sem apoios, inclusive do próprio movimento.
A proposta do Dom Sebastião é interessante. O colega Álvaro está entusiasmado.
Já temos um leigo que topa participar da ordem, inclusive vai estudar teologia com os anglicanos.
Mas, ainda não sei que rumo tomar.
 
Um abraço,
 
Félix Batista Filho