Os pesquisadores acreditam que esta foi uma das mais terríveis provações que Jesus passou antes de ir para a cruz. A flagelação era considerada o segundo pior castigo, perdia apenas para a crucificação. Nela o réu era despido de suas vestes e homens treinados o chicoteavam com chicotes especiais conhecidos como flagrum.

Geralmente o resultado era que o réu desmaiava de dor. Eles ?acordavam-no" para continuar com o tormento. O chicote abria profundos rasgos no corpo, o que gerava perda de sangue e o deixava em ?carne viva?. Muitas vezes os golpes certeiros dados em uma mesma área provocavam a laceração dos músculos. Áreas sensíveis como o fígado, artérias do pescoço e coração podiam sofrer danos irreversíveis, o que podia provocar a morte do réu.

Os estudiosos acreditam que a flagelação de Jesus deve ter sido particularmente terrível, por alguns motivos:

a) Os mercenários que compunham o exército romano na região eram originários principalmente da Síria, da Samária e de outras regiões próximas. Em comum eles tinham o ódio pelos judeus. Portanto, quando eles tiveram que flagelar o ?rei dos Judeus? eles devem ter feito isto com uma violência especial.

b) O fato deles terem colocado a coroa de espinhos em Jesus demonstra o quanto eles queriam que ele sofresse.

c) O fato de Jesus não ter conseguido carregar a cruz, caindo várias vezes, demonstra o quanto sua saúde já estava comprometida. Entre as várias causas desta fraqueza se destaca a flagelação.

Não se sabe a real extensão dos danos causados ao Seu corpo por esta punição. Mas, com certeza, o Mestre saiu deste massacre com Sua saúde e Sua resistência seriamente comprometidas.

Fonte: Mesquita