Com o comovente prefácio do Papa Francisco - que traz lembranças inéditas da infância - neste livro, é contada a aventura humana, espiritual e pastoral de Estevão Pernet, padre dos pobres, pertencente à ordem religiosa Agostiniana da Assunção,fundador da congregação das Irmãzinhas da Assunção. Na França pós-revolucionária do século XIX, o padre Pernet dedicou sua vida a apoiar as famílias carentes dos bairros degradados de Paris. Um modelo moderno de caridade, que evitava o proseletismo, colocando o compartilhamento da necessidade de ver Cristo como único objetivo.A grande intuição era entender que a figura masculina dos religiosos não era adequada para trazer conforto aos doentes e aos moribundos das famílias dos trabalhadores, que há muito tempo eram ferrenhos anticlericais: « Nesta situação, o sacerdote, mesmo quando quer trazer alívio espiritual para os doentes, é visto como um pesadelo, um mensageiro de morte. Por outro lado, ele só pode confortar com palavras. Mas os operários  não querem ouvir. As Irmãzinhas não provocam medo. Com seus modos gentis de fazer são vistas com gratidão e confia. Por meio de simples gestos de limpeza e medicação, as irmãs pregam Jesus Cristo melhor do que qualquer sermão. "" Graças a este livro - escreve o Papa Bergoglio no prefácio - ágil, mas cheio de histórias de vida, pode-se conhecer a obra de do padre Pernet, declarado venerável pelo meu predecessor São João Paulo II em 1983. É uma história feita de vultos, dedicação, gestos de caridade e de pura gratuidade. Uma história que não perdeu sua frescura e sua relevância ».