Paulo Lucio Jorge* nos brinda com a reflexão a seguir

O verdadeiro humanismo e  cristianismo  levam inevitavelmente a viver não para si mesmo, mas para os outros. Os grandes humanistas  viveram assim. Gandhi é um exemplo vivo disso. Não era cristão (oficialmente), mas viveu como poucos o ideal ensinado por Jesus. Gandhi era um pacifista, que denunciava as injustiças da sociedade através dos seus intermináveis jejuns. Assim, sem dar um tiro, sem dar um tapa, sem se exasperar contra ninguém,  sem praticar nenhum ato de violência, conseguiu a independência de seu país, a Índia, da poderosa e arrogante Inglaterra.  Certa vez um seu amigo lhe perguntou porque não se tornava cristão, e Gandhi respondeu: "Não me torno cristão em protesto pelas atrocidades que os cristãos praticam; os cristãos vivem o contrário do que Jesus ensinou no Sermão da Montanha? Em outra ocasião Gandhi disse: "Deus, para os famintos, não poderia ter outra aparência senão a do pão", numa alusão clara à Eucaristia, o sacramento onde Jesus se da em alimento à nossa indigência e fragilidade. Gandhi não era cristão  (formalmente ), mas vivia como os grandes santos viveram. Alguém tem dúvida que ele está no céu e, portanto, é um santo? Eu não tenho a menor dúvida. Gandhi tinha o mesmo DNA espiritual que São Francisco de Assis, que Santa Madre Tereza de Calcutá e da nossa brasileira Santa Irmã Dulce dos Pobres. Todos esses viveram o ideal pregado por Jesus de servir aos outros e não a si mesmos, por isso, todos eles foram tremendamente humanos.

 *Paulo Lucio Jorge é padre casado