Padre Lucio Jorge comenta o documento ?Querida Amazônia?

 O celibato venceu? ... e a Igreja perdeu!

Mais uma grande decepção com a Igreja. Talvez seja bom mesmo que padres continuem estuprando crianças, explorando sexualmente adultos vulneráveis. Não falta acontecer mais nada na Igreja.

 Mario Palumbo responde:

Venceu o celibato

Na prática sempre foram poucos os que tiveram o dom e o mantiveram. Muitos afogam o celibato no álcool, na frenesia do trabalho, quando não em outras fugas perniciosas. Tem padre que diz não tem tempo de rezar, isso é a própria negação do sacerdócio. Talvez

 meus netos virão a liberação desta lei farisaica.  Francisco  quis evitar cismas? Enquanto isso ñ tenho nenhum escrúpulo de ministrar sacramentos, quando necessário.

Não faço publicidade disso. Creio que bispos de longínquas periferias mais aberto vão e devem burlar esta disciplina. Afinal o bispo tem autoridade no seu território.

Paulo Lucio:

Historicamente, o celibato foi oficialmente imposto no II Concílio de Latrão, ano 1139. Esta é a data: 1139.

Assim mesmo, só para o clero do Ocidente (latino), porque o clero oriental o rejeitou. Para não haver novo cisma ficou obrigatório só para o clero do Ocidente.

Como pode uma coisa dessa ser divina? Dois pesos e duas medidas dentro do mesmo assunto na mesma Igreja. O cardeal alemão Walter Kasper, teólogo pessoal do Papa Francisco, não se atreveria a dizer isto que está abaixo, se não tivesse ouvido do próprio papa ???

http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/590444-kasper-sobre-padres-casados-agora-a-bola-esta-no-telhado-das-conferencias-episcopais

Mario Palumbo:

Uma batalha foi perdida, a guerra não

A bíblia, a penúria de padres e sobretudo a obrigatoriedade do celibato já se demostrou desastrosa para a sociedade

Lúcio compreendo seu desabafo, é de quem ama e sofre na pele as dores da igreja peregrina.

Não querendo tomar partido e um tanto decepcionado, creio que o Papa joga a bola para as conferências episcopais e assim pacificaria um tanto as partes. Enquanto isso o tempo urge estou de pleno acordo de ordenar casados e ñ casados homens e mulheres. Vamos clamar para o Espírito SANTO com a intercessão de Maria e

PARABÉNS pelo desabafo, sinal de AMOR

Meu mestre de noviços Dom Enrico Baccetti, na Itália em 1950, elogiava o celibato, mas dizia que bastaria só um em cada cidade que o vivesse plenamente...

Em novembro praticamente concelebrei com o Padre Haroldo Já mais que centenário, cabeça luciderrima e coração amante. Este viveu o celibato como uma madre Teresa ou irmã Dulce!

Nisso o celibato é valioso!

Pe. Francisco Neto:

Lamentável toda esta situação da Igreja. Mais uma vez o Espírito Santo fica preso na gaiola dos ultraconservadores.

Mario Palumbo:

Ele tem força de sair.

Abolição da obrigação do celibato antes ou depois vai ocorrer. Tirar, porém, a burguesia e o mofo da abatina das costas de muitos clérigos me parece mais difícil e mais necessário Mais importante é a  metanoia  (conversão para Deus) por obra do Espírito Santo. A destruição da instituição católica-clerical que está acontecendo não reflete a história de Israel que cada vez que o povo passava para a idolatria, era invadido e levado para o exilio e poucos miseráveis (os remanescentes) ficavam em Israel, mas estes eram o resto mais amados por Deus?

É este resto que salvará a Igreja, aliás ela não perecerá, pois Cristo assegurou a eternidade dela!

Padre Lúcio:

Concordo com você. Mas nossa luta contra a obrigação do celibato precisa continuar, agora ainda mais forte. Motivo: o celibato é o maior alimentador da anomalia do clericalismo, porque ele segrega e separa e exalta os ministros ordenados, fazendo do clero uma casta superior e que se impõe aos leigos.

O celibato torna o clero distinto e superior aos leigos e, além disso, contribui com a falsa ideia de que a virgindade é superior e mais santa que o casamento. Esta ideia é amplamente difundida por Pio XII na Encíclica "Sacra virginitas", de 1934, sobre a "Sagrada virgindade".

Portanto, nós, padres casados, que deixamos o celibato e abraçamos o matrimônio, precisamos lutar por isso e, com o nosso testemunho, mostrar à Igreja e ao mundo que a "Sacra virginitas" está equivocada.

Concordo com você. Mas nossa luta contra a obrigação do celibato precisa continuar, agora ainda mais forte. Motivo: o celibato é o maior alimentador da anomalia do clericalismo, porque ele segrega e separa e exalta os ministros ordenados, fazendo do clero uma casta superior e que se impõe aos leigos.

O celibato torna o clero distinto e superior aos leigos e, além disso, contribui com a falsa ideia de que a virgindade é superior e mais santa que o casamento. Esta ideia é amplamente difundida por Pio XII na Encíclica "Sacra virginitas", de 1934, sobre a "Sagrada virgindade".

Portanto, nós, padres casados, que deixamos o celibato e abraçamos o matrimônio, precisamos lutar por isso e, com o nosso testemunho, mostrar à Igreja e ao mundo que a "Sacra virginitas" está equivocada.