25
Junho

EUCARISTIA

POSTADO POR ADMIN ÀS 13:12



CORPO DE CRISTO - CORPO DO NECESSITADO
A palavra Eucaristia significa: - Gratidão, Ação de graça -
Deus definiu-se para Moisés "EU SOU", ou seja, aquele que é por si mesmo. Que não depende de ninguém para ser.
Ele é absoluto eterno. Não depende do tempo, do espaço ou de alguém.
São João define Deus como amor- Deus é amor: caritas est!
Amor é dom, relação, união, comunicação
Jesus se refere a Deus como a Pai e com Ele forma unidade perfeita: "Eu e o Pai somos um." Ao voltar para o Pai, na ascensão, promete enviar o Espirito dele que é também Espírito do Pai que procede do Pai e do Filho.
Trindade em unidade! Mistério de amor: O Pai gera o Filho. Filho e o Pai são dons recíprocos, totalmente voltados para o outro: sempre em relação entre si:
O Pai ama o Filho e o Filho ama o Pai. Este amor, esta união, esta comunicação é o Espirito Santo, também definido como a união, o beijo do Pai e do Filho!
Se Deus fosse apenas um e não trino, não seria amor, pois não haveria dom, entrega ao outro, comunicação, relação com o outro, não poderia ser definido como sendo amor.
Desde toda eternidade Deus é completo em si mesmo, na doação total de cada pessoa divina entre si de maneira que os três são uma só substancia, um só e único Deus: três pessoas um só Deus!
Esta é a fé cristã. Ela não é fruto de imaginação humana, mas revelação de Jesus para nós. Basta por isso ler os evangelhos
Explicar a santíssima Trindade é impossível, como é impossível colocar o mar em um buraco da areia da praia. A partir das palavras de Cristo sobre o Pai e o Espirito Santo deslumbramos uma pequeníssima luz no esplendor obcecante da vida da Trindade Santa.
Deus Trindade que de nada precisa, com a força da sua única palavra, o Verbo, cria e sustenta céu, terra e tudo que existe. À sua imagem e semelhança cria o homem inteligente e livre capaz de livremente amá-lo e voltar-se para ele como a único e sumo bem.
O homem, com o pecado, prefere a si mesmo do que ao seu Criador. Isso lhe proporciona uma longa história de sofrimento, enfermidade, guerras e morte. Deus, porém, se compadece de sua criatura e envia seu Filho único para chamá-lo a si e doar-lhe novamente a felicidade no convívio com seu Criador.
A potência divina podia salvar o homem da sua miséria em mil maneiras. Na sua insondável sabedoria se faz carne no útero de uma mulher e se torna em tudo igual a nós. Participa de todas as alegrias e sofrimentos humanos inclusive escolhendo a morte mais infame e atroz. Morte de cruz! Tudo isso para estar conosco, ser nosso companheiro em todos os nossos sofrimentos. Na cruz não pensou no seu sofrimento. Pediu para o Pai perdoar nossa iniquidade: "Pai perdoai, não sabem que fazem!" Doou sua mãe para nós e pediu que a socorrêssemos. Sentiu-se abandonado por todos e até pelo Pai para sabermos que quando nós sofremos o abandono, ele está conosco no abandono dele.
Morreu de sede porque doou todo seu sangue. Sede sobretudo do nosso amor, mas feliz de ter cumprido a sua missão de nos resgatar da morte.
Com sua morte, matou a morte.
Como se tudo isso fosse pouco, entregou seu Espírito ao Pai e o doou para nós: "Não vos deixarei órfãos, vou e enviarei para vós o meu Espírito que lhes ensinará tudo"
E tem mais: milagres dos milagres! Estarei com vocês até o fim dos tempos! Como? Com seu Espírito que nos une ao Pai e com o pão descido do céu:
A Eucaristia! Ele sabe que somos fracos e voltados para os bens efêmeros da terra que nos iludem. Por isso se torna nosso alimento através do pão e do vinho que por obra do Espírito santo, se torna nosso alimento e nossa alegria de viver. Aquele pão na celebração do seu memorial, não é mais pão é o próprio corpo de Cristo como quando no colo de Maria e José em Belém, como quando pregava na Galileia, como pendente da cruz, como ressuscitado e como agora plenipotenciário ao lado do Pai sempre a interceder por nós.
Aquele vinho feito sangue jorrado do seu coração nos redime e nos dá a alegria de sabermos amados e nos braços do Pai.
Eucaristia é o espanto frente ao indizível. É silencio da adoração frente à loucura de um Deus que ama infinitamente e que quer que nos amemos, assim como Ele nos ama até a doação da vida para os irmãos. Eucaristia é memorial da paixão, morte e ressurreição, mas também a alegria das núpcias no banquete do esponsal do Cristo com a humanidade, com cada um de nós. É a alegria da união dos esposos e da família que transforma o amor humano em divino e o torna indissolúvel.
O "fazei isso em memória de mim" não se reduz a comer na mesa do altar ou a passar horas e noites em adoração como bem merece. Ele nunca nos pediu de adora-lo, mas sim de reconhece-lo na carne sofridas dos doentes, dos pobres, dos encarcerados, dos que nada tem e nada são.
Dom Helder Câmera alerta: "Nós não temos direito de honrar o corpo de Cristo na eucaristia, se não o honramos e cuidarmos dele na pessoa dos pobres e necessitados que estão em nossas ruas e nas calçadas em frente as nossas casas"
Cristo continua a sofrer com os sofredores e ser crucificados com quantos sofrem e morrem
Saulo "respirava" ódio contra os cristãos e os encarcerava. Cristo do céu lhe grita: "Saulo, Saulo, por que me persegue?" Saulo pede: " Quem es Senhor?" Jesus responde: " Eu sou o Cristo que você persegue"
Sim, quando Francisco abraça e beija o leproso, ou quando Madre Teresa em Calcutá tira do lixo o velho agonizante é o corpo de Cristo que está sendo beijado e tirado do lixo.
Sim, o Corpo de Cristo na eucaristia deve ser adorado, apesar de ele nunca nos ter pedido isso.
Ele prefere identificar-se conosco à adoração.
"Tudo que fizerdes a um destes pequeninos, é a mim que o fareis!"
Reconhecer no indigente o nosso irmão, no assassino um filho de Deus, perdoar a quem nos ofende, amar nossos inimigos não nos é possível, mas é preceito de Jesus. Isso só nos será possível com a graça divina e uma profunda intimidade com o Crucificado-Ressuscitado.
Ao comer sua carne e beber seu sangue na Eucaristia, nos convertemos naquilo que comemos e bebemos: Jesus Cristo pão eucarístico. Ele nos dará a força do Espírito Santo para reconhecer e abraçar o corpo de Cristo não somente do nojento leproso, mas até daquele que nos ofende e prejudica.
Profanar a Eucaristia é sacrilégio assim como abusar de uma criança e estuprar uma mulher
Eucaristia só realizará sua finalidade plena quando reconhecemos a presença divina também no corpo crucificado do abusado, da meretriz e de todos que precisam do nosso amor e perdão!


FONTE: Mario Palumbo 
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24
Junho

NASCIMENTO DE SÃO JOÃO BATISTA

POSTADO POR ADMIN ÀS 09:19



Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermo 293,1-3: PL 38,1327-1328) (Séc.V)


Voz do que clama no deserto


O pai de João não acredita que ele possa nascer e fica mudo; Maria acredita, e Cristo é concebido pela fé. Eis o assunto que quisemos meditar e prometemos tratar. E se não formos capazes de perscrutar toda a profundeza de tão grande mistério, por falta de aptidão ou de tempo, aquele que fala dentro de vós, mesmo em nossa ausência, vos ensinará melhor. Nele pensais com amor filial,a ele recebestes no coração, dele vos tornastes templos.
João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois Testamentos, o antigo e o novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: A lei e os profetas até João Batista (Lc 16,16). Ele representa o antigo e anuncia o novo. Porque representa o Antigo Testamento, nasce de pais idosos; porque anuncia o Novo Testamento, é declarado profeta ainda estando nas entranhas da mãe. Na verdade, antes mesmo de nascer, exultou de alegria no ventre materno, à chegada de Maria. Antes de nascer, já é designado; revela-se de quem seria o precursor, antes de ser visto por ele. Tudo isto são coisas divinas, que ultrapassam a limitação humana. Por fim, nasce. Recebe o nome e solta-se a língua do pai. Relacionemos o acontecido com o simbolismo de todos estes fatos.
Zacarias emudece e perde a voz até o nascimento de João, o precursor do Senhor; só então recupera a voz. Que significa o silêncio de Zacarias? Não seria o sentido da profecia que, antes da pregação de Cristo, estava, de certo modo, velado, oculto, fechado? Mas com a vinda daquele a quem elas se referiam, tudo se abre e torna-se claro. O fato de Zacarias recuperar a voz no nascimento de João tem o mesmo significado que o rasgar-se o véu do templo, quando Cristo morreu na cruz. Se João se anunciasse a si mesmo, Zacarias não abriria a boca. Solta-se a língua, porque nasce aquele que é a voz. Com efeito, quando João já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe: Quem és tu? (Jo 1,19). E ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto (Jo 1,23). João é a voz; o Senhor, porém,no princípio era a Palavra (Jo 1,1). João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna.

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21
Junho

A Igreja da França lança um “trabalho conjunto” com os filhos dos padres

POSTADO POR ADMIN ÀS 14:15




Três filhos e filhas de padres foram recebidos na quinta-feira pelos bispos em Paris. Cinco objetivos foram estabelecidos no final desta reunião sem precedentes e altamente simbólica
Faustine Vincent " 13 de junho de 2019 " Tradução: Orlando Almeida

Foto: O Irlandês Vincent Doyle, fundador da Associação Internacional COPING. Menino ao colo de seu pai-padre / COLEÇÃO PESSOAL.

"Hoje é um ótimo dia". Três filhos e filhas de sacerdotes, membros da associação Os filhos do Silêncio (EDS), foram recebidos, quinta-feira 13 de junho, por bispos em Paris. Este encontro sem precedentes e altamente simbólico, realizado a portas fechadas, marca o reconhecimento destes homens e destas mulheres pela Igreja da França após séculos de negação.

"A instituição religiosa finalmente nos abre as portas. Ainda não somos recebidos no Vaticano, mas este é um grande avanço", regozija-se Anne-Marie Jarzac, de 68 anos, filha de um padre e de uma freira e presidente da EDS, que tem cerca de sessenta membros.
O arcebispo de Bourges, mons. Jérôme Beau, e a sua comissão, encarregada das questões de formação e de vida dos sacerdotes (Comissão Episcopal para os ministros ordenados e os leigos na missão eclesial, Cémoleme) acolheram a delegação na sede da Conferência dos Bispos da França (CEF).

O intercâmbio, com duração de duas horas, permitiu que estes filhos de padres, rejeitados, humilhados, criados na vergonha e no segredo, contassem as suas histórias e os seus sofrimentos.

"O encontro decorreu num clima de confiança, com uma escuta benevolente. Nós sentimos uma vontade de trabalhar juntos para que não se repitam", confidencia a senhora Jarzac.

"É a primeira vez que conheço filhos de padres, diz mons. Beau. Descobri o que o inconsciente social tinha feito pesar sobre eles. Este encontro é importante porque isto permite que se lhes devolva confiança e que eles se sintam orgulhosos da sua história".

Aos seus olhos, o encontro marca não só o seu reconhecimento pelo episcopado francês, mas também o lançamento de um "trabalho conjunto" entre as autoridades religiosas e os filhos de padres.

Acesso aos Arquivos

Cinco objetivos foram estabelecidos, anunciou mons. Beau ao jornal Le Monde:

uma vigília da associação para explicar aos dignitários religiosos as dificuldades enfrentadas por esses filhos;
o estabelecimento de um interlocutor em cada diocese para se encontrar com eles e ajudá-los;
o acesso aos arquivos da Igreja para que eles possam conhecer suas origens;
o acompanhamento "social, humano e psicológico", para eles mas também para a mãe e o pai de cada um "a fim de permitir a cada um assumir humana, espiritual e psicologicamente esta etapa de sua existência" ;
e o objetivo de "continuar a trabalhar juntos" .
"É uma decisão de parceria muito importante?, prossegue mons. Beau. Isso vai nos ajudar a avançar com pessoas que conhecem o problema por dentro".



Foto por: Divulgação/Eglise catholique en France ? Olivier Ribadeau-Dumas, secretário-geral da Conferência dos Bispos da França
Como Le Monde tinha revelado, este encontro foi proposto pelas autoridades religiosas quando do primeiro intercâmbio, em 4 de fevereiro, entre um alto dignitário da Igreja de França, mons. Olivier Ribadeau-Dumas, secretário-geral do CEF [Conferência Episcopal Francesa] e representantes da EDS.

Outras reuniões com os bispos estão previstas para desenvolver este trabalho de longo prazo. A próxima terá lugar em 1o de outubro, com uma ordem do dia, neste caso o acesso às origens.

"Este é um tema extremamente importante", salienta a senhora Jarzac, "porque até agora os filhos dos padres não tinham acesso a esta informação, devolvendo-nos à nossa condição de filhos da transgressão". Muitos ainda desconhecem quem era o seu pai.

Rumo à elaboração de uma carta

O trabalho desenvolvido com a associação também deve permitir, a seu tempo, a elaboração de uma "carta" na França para saber que atitude adotar quando um padre tiver um filho durante seu sacerdócio, esclareceu mons. Beau.

O Vaticano já tem um documento interno, nunca publicado, que define as regras sobre esta questão delicada, mas o prelado acredita que esta

"cartilha de comportamento " francesa é necessária, "mesmo que seja uma duplicata, porque ela terá sido elaborada junto com os principais interessados ".

De acordo com o documento interno de Roma, redigido em 2009, a regra consiste em privilegiar "o bem da criança", com os padres abandonando o sacerdócio e assumindo-a.

O fruto da colaboração entre os filhos de clérigos e as autoridades religiosas também terá um impacto sobre a formação dos padres. A questão será abordada durante seminários a fim de os

"pôr de sobreaviso quando um comportamento não estiver em conformidade com a castidade" . "Isso permitirá melhorar a formação no plano humano e afetivo", diz mons. Beau.

Durante a entrevista,

a associação tentou levantar a questão do celibato dos padres,
mas o assunto "não foi aprofundado", desconversou o prelado.
A senhora Jarzac também manifestou a sua "surpresa" face ao tempo que foi necessário para que a Igreja finalmente concordasse em ouvir os filhos dos padres. "Disseram-nos que a instituição era como um grande transatlântico e que ela iria avançar devagar, mas com segurança".

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