14
Dezembro

3º Domingo do Advento – 16 de dezembro

POSTADO POR ADMIN ÀS 08:31

Introdução geral

"Alegrai-vos, o Senhor está próximo": esta é a mensagem de esperança que ecoa neste terceiro domingo do Advento (II leitura). Alegria que nasce da certeza de que Deus nos perdoa e nos liberta do mal. Alegria porque aquele que esperamos já está conosco. Assim, diante das dificuldades, da angústia, da preocupação, possamos nos deixar contagiar pelo apelo do profeta Sofonias, que nos exorta a não temer e não nos deixarmos levar pelo desânimo (I leitura). Por outro lado, como nos recorda João Batista, não há alegria profunda sem o retorno a Deus de todo o coração, sem nos deixarmos conduzir por Ele (evangelho).

Primeira Leitura (Sf 3,14-18a)

Leitura da Profecia de Sofonias.
Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém!
O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal.
Naquele dia, se dirá a Jerusalém: ?Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores, a como nos dias de festa?.


Comentário dos textos bíblicos

I leitura: Sf 3,14-18a
O texto da primeira leitura de hoje é atribuído a Sofonias, mas, conforme os estudiosos, Sf 3,9-20 foi inserido posteriormente no livro desse profeta, tendo sido escrito provavelmente por um discípulo dele, possivelmente no final do século VI e início do século V a.C. Os verbos utilizados para expressar a alegria (v. 14) são típicos dos anúncios de salvação. De fato, essa salvação será anunciada nos vv. 15.17, que descrevem as razões para tal alegria. O convite a esta é motivado pela ação de Deus de reunificar os israelitas dispersos e restaurar Jerusalém. Sua finalidade é animar um pequeno resto, que sobreviveu à destruição e agora, sustentado por Deus, tem a possibilidade de construir nova sociedade. O primeiro verbo, ?canta de alegria?, no v. 14, é típico do contexto cultual (cf. Lv 9,24; Sl 71,23; 98,4; 95,1). Esse verbo, em hebraico, geralmente expressa a alegria pelo retorno do exílio, tem como contexto a confirmação da soberania divina e, ao mesmo tempo, cria a expectativa pela imediata irrupção do reinado universal de Deus, conforme podemos perceber no v. 15, que afirma que o rei de Israel é o Senhor.
O verbo ?rejubila?, no v. 14b, também pode ser traduzido pelos verbos ?gritar? e ?aclamar? e é utilizado para expressar a alegria pela vitória contra o inimigo, a qual será outro motivo para o júbilo no v. 15. Outras razões são a revogação da sentença que Deus tinha decretado contra alguns moradores de Jerusalém (cf. Sf 3,8) e a reedificação do Templo. Tais motivos são a garantia de que o povo não verá mais a desgraça. O motivo principal, porém, é a presença do Senhor no meio do povo como rei de Israel (v. 15b).
O título de rei atribuído a Deus é típico do período exílico e pós-exílico, como uma crítica à queda da monarquia davídica (cf. Sl 89), à infidelidade dos líderes (reis) e à ruptura da aliança estabelecida com Ele. Assim, Deus assume o papel de rei e é visto como aquele que age contra os adversários internos e externos (rei-guerreiro, v. 17) de seu povo e como aquele que restabelece a ordem social e ética. A realeza do Senhor, nos textos bíblicos, une-se, por conseguinte, às suas manifestações salvíficas (defesa contra os adversários externos e salvação) e ao controle das forças hostis (v. 15). Ao proclamar essa realeza, o texto anuncia a inconsistência do agir dos opressores. Alude também à necessidade do reconhecimento da soberania do Senhor na história, não somente sobre Israel, mas sobre todas as nações e em todos os âmbitos (religioso, político, social).
A exortação a "não temer" visa a animar e encorajar o povo, partindo da confiança na presença, na proteção e na ação salvífica (vv. 16-18), pois os pobres serão governados por Deus, que também será seu defensor (guerreiro). Ele realizará tudo isso por amor, porque deseja estabelecer com o povo nova aliança (vv. 17-18a), por fidelidade às promessas. Desse modo, ele também é o esposo que renova seu amor para com seu povo, e por isso será um amor permanente.

Segunda Leitura (Fl 4,4-7)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:
Irmãos: Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos. Que a vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo!
Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamento em Cristo Jesus.


II leitura: Fl 4,4-7
Na passagem da segunda leitura de hoje, Paulo, inicialmente, renova o convite à alegria, um dos temas principais da carta aos Filipenses (cf. Fl 1,18; 2,17.18.28; 3,1). A alegria no Senhor é aquela vivida e fundamentada na experiência de comunhão com Cristo, não obstante o sofrimento e as dificuldades que a comunidade precisa afrontar. Isso é explicitado quando o apóstolo afirma ser necessário estar alegre em todas as circunstâncias (cf. 1Ts 5,16).
Em seguida, convida os filipenses a ser bondosos (v. 5), no sentido de ser benevolentes, tolerantes, amáveis com todas as pessoas, sem discriminação. A expressão "o Senhor está próximo"pode ser entendida no sentido espacial, indicando que o Senhor está do lado daquele que deposita nele sua esperança, e também como referência àqueles que, no seu agir, expressam os atributos do Senhor benevolente e compassivo (Sl 34,19; 119,151; 145,18; Dt 4,7). Essa frase pode ainda ser interpretada no sentido temporal, aludindo à proximidade do "dia do Senhor"(cf. Sf 1,7.14; Is 13,6; Jl 1,15). Em todos os sentidos, o apóstolo exorta a comunidade a confiar em Deus, presente em seu meio agora da mesma forma que estará no fim dos tempos. Ao carregar essa certeza, a comunidade não deve se preocupar e ter o coração inquieto, mas confiar no Senhor com simplicidade e ter sempre como meta estar em comunhão com Ele por meio da oração.
Àqueles que confiam em Deus é prometido o dom da paz, que não é uma paz externa, mas atinge a profundidade de cada fiel, a sede das decisões de cada pessoa (coração e o entendimento); uma paz que não se reduz aos limites dos esquemas humanos.

Anúncio do Evangelho (Lc 3,10-18)

Naquele tempo, as multidões perguntavam a João: "Que devemos fazer?" João respondia: "Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!"Foram também para o batismo cobradores de impostos, e perguntaram a João: "Mestre, que devemos fazer?"João respondeu: "Não cobreis mais do que foi estabelecido". Havia também soldados que perguntavam: "E nós, que devemos fazer?" João respondia: "Não tomeis à força dinheiro de ninguém, nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!"
O povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. Por isso, João declarou a todos: ?Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga?.
E ainda de muitos outros modos, João anunciava ao povo a Boa-Nova.


Evangelho: Lc 3,10-18
A passagem do Evangelho segundo Lucas dá continuidade à narrativa do domingo passado, quando o autor introduz João Batista e sua missão de preparar a vinda do Messias, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados e anunciando a salvação de Deus.
Nos vv. 10-18, várias categorias de pessoas (a multidão, os cobradores de impostos, os soldados) vão até João Batista e perguntam sobre o que é necessário fazer. João Batista não pede que façam penitência, práticas ascéticas, ritos especiais, e sim que tenham uma vivência autenticamente humana, baseada em valores éticos, como a solidariedade, a justiça, a partilha, a comunhão dos bens, o não abuso de poder. A primeira instrução dirigida à multidão acentua o amor para com o próximo, baseado em Is 58 e Ex 22,25.
Os cobradores de impostos eram vistos como aqueles que contribuíam para manter o poder e a riqueza do império romano, por isso eram discriminados, considerados ladrões e injustos. Assim, João os exorta a não aproveitar do trabalho que realizam para enriquecimento injusto.
Os soldados recebem três recomendações: não tomar à força dinheiro de ninguém, não fazer falsas acusações (não caluniar as pessoas) e se satisfazer com seu salário, ou seja, não abusar do seu poder e estar satisfeitos com a sua porção.
Diante da pregação e da ação de João Batista, o povo se pergunta se ele não seria o Messias, mas João nega e responde, apresentando as características do verdadeiro Messias (vv. 16-17). No v. 16, anuncia a vinda iminente do Messias e o caracteriza como o ?mais forte?, designação que qualifica Deus em Dt 10,17, 2Mc 1,24 e Ap 18,8. Provavelmente, João Batista concebe a vinda do Messias como uma intervenção divina, manifestada pelo envio de um ser celeste ou de um mensageiro (um profeta ou um descendente de Davi).
A expressão ?não sou autorizado (não tenho a capacidade de exercer o direito) a desamarrar a correia de suas sandálias? é jurídica e refere-se à lei do levirato (cf. Dt 25,5-10; Rt 4; Is 54). João Batista está afirmando que ele, por não ser o Messias, não é o esposo detentor do direito de assumir a noiva (comunidade) para estabelecer com ela nova aliança (I leitura). A pessoa autorizada para exercer tal direito, por ser o esposo legítimo, é Jesus. Portanto, para João Batista, o Messias vem como esposo para renovar a aliança com o povo.
A segunda característica do Messias é que ele batizará no Espírito e no fogo. Há duas possibilidades de interpretação dessas palavras de João Batista. A primeira as considera como uma alusão aos juízos de salvação ou de condenação. A salvação seria representada pelo envio do Espírito de Deus ao coração das pessoas para renová-las por dentro. O fogo devastador seria uma referência ao juízo de condenação. Essa compreensão do v. 16 é reafirmada com as imagens da ?pá na mão? para limpar a eira, recolher o trigo e queimar a palha, no v. 17. A segunda interpretação compreende o batismo no Espírito e no fogo como alusão ao batismo cristão, ao considerar a presença dessas imagens em Pentecostes (cf. At 2,3). Desse modo, o v. 17 seria uma advertência ao cristão para produzir frutos (cf. Sl 1,4-5; Ml 3,19; Is 4,4), a fim de sublinhar a seriedade da conversão e a novidade do batismo cristão.

Pistas para reflexão

A liturgia deste terceiro domingo do Advento é marcada pela alegria, porque aquele que esperamos está conosco e é ele que conduz a história.
A alegria é uma das características dos tempos messiânicos e da vida cristã, pois é fruto da certeza de que o Deus da salvação se manifesta em Cristo. Não há, porém, possibilidade de alegria sem profunda conversão, conforme proclama João Batista no evangelho de hoje. Conversão que supõe uma mudança radical do nosso modo de proceder em vista da caridade e da justiça. Que neste domingo, aproximando-nos de João, possamos perguntar: ?O que devemos fazer?? e ter a coragem de ouvir sua resposta, que nos convida a reassumir o nosso batismo e retomar o exercício radical do nosso discipulado (evangelho). 

fechar

Recomende:






fechar

Comentário:






separa
13
Dezembro

MUJICA, SOBRE A PERSEGUIÇÃO A LULA: 'ESTÃO CONSTRUINDO UM MITO'

POSTADO POR ADMIN ÀS 08:10

O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, deu um depoimento de alto impacto sobre Lula durante a visita que Fernando Haddad e parlamentares do PT fizeram a ele em Montevidéu nesta terça; no vídeo, gravado por Ricardo Stuckert, ao lado de Haddad, Mujica diz que "Lula é uma causa, e não um homem"; pouco depois, sobre as perseguições e a prisão de Lula, ele prevê: "O tempo passará. Estão construindo um mito. E contra os mitos não se pode lutar."
247 - O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, deu um depoimento de alto impacto sobre Lula durante a visita que Fernando Haddad e parlamentares do PT fizeram a ele em Montevidéu nesta terça (11). No vídeo, gravado por Ricardo Stuckert, ao lado de Haddad, Mujica diz que "Lula é uma causa, e não um homem"; pouco depois, sobre as perseguições e a prisão de Lula, ele prevê: "O tempo passará. Estão construindo um mito. E contra os mitos não se pode lutar."

Mujica afirma no vídeo que "Lula está no coração dos necessitados, dos carentes, ali onde estão as desigualdades. Isso é o melhor de Lula". 

fechar

Recomende:






fechar

Comentário:






separa
12
Dezembro

50 anos após a morte de Merton, ''finalmente o estamos entendendo''

POSTADO POR ADMIN ÀS 14:09

Um congresso na Catholic Theological Union, em Chicago, vai explorar a vida e o legado do monge trapista estadunidense.

A reportagem é de Heidi Schlumpf, publicada por National Catholic Reporter, 07-12-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No mês passado, dias antes das eleições de meio mandato, Chris Cuomo, âncora da CNN, encerrou um episódio do seu programa noturno ? que se concentrou na recente demonização dos imigrantes ? com uma longa citação sobre o totalitarismo do monge trapista e escritor espiritual Thomas Merton.

Embora a passagem citada do livro de 1960, Disputed Questions, fosse sobre a Europa na Segunda Guerra Mundial, Cuomo disse que as palavras de Merton são "exatamente aquilo que está acontecendo aqui agora ? assustadoramente exatas".

Cuomo não é o único a divulgar a relevância contemporânea de Merton. Apesar do entusiasmo morno de algumas lideranças da Igreja, os escritos de Merton sobre relações inter-religiosas, racismo, justiça social e contemplação continuam inspirando os católicos 50 anos após sua morte.

"Sua mensagem parece durar e ser tão profética hoje, senão até mais, do que quando ele a escreveu", disse Paul Pearson, diretor do Thomas Merton Center, um arquivo dos documentos de Merton, um museu e um centro de pesquisas na Bellarmine University, em Louisville, Kentucky.

Sobre espiritualidade, justiça social e diálogo inter-religioso, ?tudo o que Merton diz ainda é relevante hoje?, observou Pearson, acrescentando que, se ainda estivesse vivo, Merton provavelmente estaria escrevendo "fundamentalmente sobre os mesmos problemas".

Esta segunda-feira, 10 de dezembro, marca o 50º aniversário da trágica morte acidental de Merton ? ele foi eletrocutado por um ventilador perto de Bangkok, onde ele participava de um congresso monástico inter-religioso. O aniversário está sendo marcado por eventos em todo o mundo, da Rússia à Argentina, de Cleveland à Abadia de Gethsemani, no Kentucky, onde Merton viveu e está enterrado.

Pearson faz parte das dezenas de estudiosos de Merton ? muitos dos quais não haviam nascido quando Merton morreu ? que se apresentarão em um congresso na Catholic Theological Union, em Chicago, neste fim de semana.

Intitulado "Desaparecer de vista? Thomas Merton, 50 anos depois e além", o encontro começou nessa sexta-feira à noite com uma conferência do padre franciscano Richard Rohr ? que alguns veem como um sucessor espiritual de Merton ? e continuará com um cronograma de palestras, painéis e missa neste sábado (as inscrições estão esgotadas).
O congresso é copromovido pelo Bernardin Center da Catholic Theological Union, pelo Hank Center for the Catholic Intellectual Heritage da Loyola University Chicago, e pelo Capítulo de Chicago da Sociedade Internacional Thomas Merton.

Pearson vê o interesse em Merton ?crescer em vez de diminuir?, não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo, com mais dissertações sobre a sua obra, provenientes da Europa Oriental e da Ásia, e um número crescente de cursos sendo ministrados sobre ele.

Em Bellarmine, uma aula sobre Merton é oferecida a cada semestre e geralmente tem uma lista de espera, apesar de muitos jovens católicos não conhecerem Merton ou a sua obra. Os estudantes gostam de aprender sobre contemplação, oração e silêncio, mas Merton é frequentemente a primeira exposição deles ao catolicismo como algo diferente de dogmas e leis morais, disse Gregory Hillis, professor associado de teologia, que leciona o curso.

"Há um desejo por uma vida espiritual mais profunda, que vem de um profundo sentimento de ansiedade que as pessoas têm", disse Hillis, observando que ?a maioria desses estudantes nunca viveu em uma situação em que não estivéssemos em guerra?.

Guia espiritual
Assim como muitos de uma geração anterior, Hillis leu a autobiografia best-seller de Merton de 1948,"A montanha dos sete patamares", quando era jovem, e ela influenciou profundamente a sua vida. Ele se candidatou ao emprego em Bellarmine, em parte, para estudar Merton e está escrevendo um livro sobre o catolicismo de Merton. Em um impulso de ?exuberância juvenil?, ele até fez uma tatuagem de um desenho de Merton.

A jornalista e escritora espiritual Judith Valente também leu a autobiografia de Merton enquanto estava na faculdade e ficou inicialmente impressionada com a sua magistral escrita de poesia e prosa."Ele era alguém que podia fazer com que a preparação de uma tigela de aveia soasse como o evento mais fascinante do mundo", disse ela ao NCR em uma entrevista por e-mail.

Ela releu"A montanha dos sete patamares" nos seus 30 anos, quando precisava ouvir a mensagem dele para desacelerar, estar mais atenta ao sofrimento dos outros e "olhar para dentro de mim, para encontrar aquela centelha que me faz ser quem eu sou".

A famosa oração de Merton, que começa com ?Meu Senhor Deus, eu não tenho nem ideia de para onde estou indo...?, apresentou Michael Brennan a Merton nos anos 1970, quando ele enfrentava uma possível convocação para a Guerra do Vietnã.

Atual coordenador do Capítulo de Chicago da Sociedade Internacional Thomas Merton, Brennan vê o escritor espiritual como um "herói contemporâneo", que fala às questões sociais e eclesiais de hoje.

"Ele tem muito a dizer nos dias de hoje, particularmente sobre compaixão, paz, justiça e empatia", disse Brennan. "Eu acho que ele é tão relevante hoje quanto foi na sua época."

Brennan chama Merton de "diretor espiritual de longe", com uma "abordagem do senso comum à vida". Ele atende ao pedido de contemplação de Merton reservando tempo para o silêncio na capela do aeroporto O?Hare, onde trabalha como encarregado de bagagens.

Mas é a escrita de Merton sobre justiça ? e particularmente sobre raça ? que muitos dizem que precisa ser mais lida hoje. Desde cedo, Merton viu o racismo como um problema do privilégio branco e como um pecado estrutural.

A autora e cineasta Cassidy Hall acredita que a obra de Merton é estranhamente relevante. " É uma lembrança constante do trabalho ainda em andamento pela paz, a justiça social, a igualdade, os direitos humanos e muito mais", disse ela em um e-mail ao NCR.

Depois de ler Merton pela primeira vez há sete anos, Hall ficou inspirada a fazer uma peregrinação a todos os 17 mosteiros cistercienses/trapistas nos Estados Unidos, o que resultou no documentário In Pursuit of Silence [Em busca de silêncio, em tradução livre] . Ela está trabalhando agora em um pequeno documentário sobre os últimos anos de Merton no eremitério.

Fonte : IHU 
fechar

Recomende:






fechar

Comentário:






separa