16
Abril

YOGA E MEDITAÇÃO CRISTÃ NO SHOPPING SANTA ÚRSULA RIBEIRÃO-PRETO SP

POSTADO POR ADMIN ÀS 14:03

(COM MARINA, PASTOR OCIMAR E MARIO PALUMBO)

Estamos preparando a páscoa festa hebraica e cristã.
Antes de mais nada gostaria que nos fizéssemos algumas perguntas:
Quem é Deus para mim? Uma nuvem? Alguém que racionaliza a existência do mundo? Causa e principio do universo alguém ao qual recorro quando necessito de algo?
E jesus o que representa para mim? Um mestre de moral que confronta minha vida?
A maior parte de nós se diz cristão. Sabemos que Deus é pai e que Cristo é o salvador que morreu e ressuscitou, mas estas ideias muitas vezes ficam no nível racional ou inteletual e pouco influenciam nossa vida. Qual é o significado da páscoa? Para muitos, como crianças esperam a páscoa como uma festa de reunião familiar aonde podemos comer chocolate a vontade
Cada um feche os olhos e dê uma resposta a si mesmo. Tenho certeza que se ouvíssemos todas as respostas sairiam coisas maravilhosas.
Páscoa é a vitória do amor sobre o ódio. Da vida sobre a morte. Jesus realmente ressuscitou para mim? O Fato histórico da ressurreição acontece depois de três dias da crucificação e morte de Jesus. A páscoa para cada um de nós é sobretudo a experiência que ele está vivo em nós. Essa experiência acontece em momentos diferentes para cada pessoa.
Jesus apareceu em primeiro para as mulheres. Apareceu a Maria Mágdala. Esta, no entusiasmo de rever o mestre vivo e presente nela, correu para Pedro e aos demais apóstolos para anunciar a grande novidade, a boa nova: não havia mais morte, Jesus ressuscitou. Mas os discípulos não acreditaram e só fizeram a experiência da ressurreição ao constatar o túmulo vazio.
Enquanto Maria de Mágdala já vivia a páscoa e a alegria da ressurreição, Tomé ainda estava nas trevas da sexta-feira santa, como também os discípulos de EMAUS.
Freqüentemente as trevas de Deus demoram e para muitos Jesus parece nunca sair do sepulcro e vivem lamentando, chorando e procurando o Vivo entre os mortos.
Muitos de nós que somos cristãos vamos a missa, participando da eucaristia, trabalhamos e fazemos até obras de caridade. Mas a páscoa, o Cristo vivo em nós aconteceu? Cantamos dentro de nós e exultamos de alegria porque passamos da morte para a vida, vivemos felizes porque nossa vida não é mais nossa e sim de Deus, conseguimos ter felicidade mesmo nas aflições e agruras da vida e podemos exclamar que ?nem a morte e nem a vida poderá nos separar de Cristo??
Fazemos a experiência de Cristo em nós a ponto de dizer com Paulo: ?Sou eu que vivo? Não é Cristo que vive em mim?
Cristo disse que quem vive dele, nele jorrará uma fonte de água viva. Não precisamos de atingir de outrem motivos para viver, motivos para dizer que a vida é bela em qualquer situação, como a judia Etty Hillesum que voluntariamente não quis fugir do holocausto e foi levada para o inferno de Auschwitz. Naquele inferno encontrava motivo de alegria e se recusou de responder ao ódio com ódio, mas amou seus compatriotas e amou até seus algozes. Como chegou a esse ponto de plenitude de vida? Não repentinamente, mas através do silêncio íntimo da meditação diária. Ao amanhecer ficava em silêncio por meia hora para chegar ao amago do seu ser aonde encontra o Ser maior, Aquele que se definiu: ?EU SOU AQUELE QUE SOU?.

Na meditação cotidiana tirava do seu poço as palhas, sujeiras como rancor, ódio e inveja para haurir da fonte cristalina da vida o amor e assim pude vencer o ódio com amor. Talvez, sem saber, realizou aquilo que o Apóstolo diz: ?Vencemos a morte porque amamos os irmãos?. Tinha chance de se salvar, e fugir da perseguição nazista mas preferiu se apresentar livremente ao campo de concentração para não abandonar seus irmãos judeus. Lá em Auschwitz, encontra a páscoa,: o Cristo vivo e ressuscitado nela. Com apenas vinte e nove anos foi executada pelos nazistas, que ela se recusou de odiar, mas como o Divino Mestre os amou.
Hoje fiquei comovido e surpreso pelo gesto do Papa Francisco ao beijar os pés dos lideres do Sudão do Sul pedindo encarecidamente que respeitassem o cessar fogo e que formassem um governo de união.
Tudo isto só pode ser explicado com a presença do Ressuscitado, vivo nos corações daqueles que nele acreditam e que continua nos salvando da morte através do amor.





 

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23
Outubro

Meditação em Movimento - "Mindfulness"

POSTADO POR ADMIN ÀS 08:37


Agradecemos aos colaboradores e participantes, evento ocorrido em 21/10/2018

No evento os participantes oraram para o Brasil e para os dois candidatos à presidência.

"A cada passo beijamos com os nossos pés a madre terra e lhe agradecemos por ela tudo nos doar.
Somos parte dela. Muitas vezes maltratamos a terra! Pensamos que somos donos dela, e de termos poder absoluto sobre ela. A cada passo da nossa caminhada meditativa tomamos consciência do amor e respeito que devemos prestar à terra, como a mãe carinhosa.
A cada passo tomamos consciência dos nossos pés, sentimos as nossas pernas, joelhos, coxas, prestamos atenção a todo nosso corpo, dádiva divina e da madre terra que o alimenta.
Nossa atenção plena e exclusiva vai para o nosso caminhar, para cada nosso passo.
Fixamos nosso olhar para a terra olhando para um metro e pouco mais na nossa frente.
Assim estaremos peregrinando para o nosso interior,
para nosso eu mais profundo, aquele sonhado por Deus desde toda eternidade para cada um de nós.
Abraçando e beijando a madre terra com nossos calcanhares, abraçamos também todo o nosso corpo e cada membro dele, não como nossa propriedade,
mas como sublime dadiva divina, que nos chega através da natureza que nos envolve e dá vida.
Ai no centro mais profundo do nosso ser, encontramos a nós mesmos, na sua plenitude, e na pureza imaculada do primeiro palpitar do nosso coração.

Nosso mantra é
M A-R A-N A-T A

A MEDITAÇÃO ATRAVÉS DA REPETIÇÃO DO MANTRA, PURIFICA O CORAÇÃO E NOS LIVRAS DAS TEMPESTADES DE PENSAMENTOS, PREOCUPAÇÕES E ANGUSTIAS QUE ASSALTAM CONSTANTEMENTE O NOSSO SER E NOS COBREM DE ESTRES E DE TREVAS.

COM A MEDITAÇÃO O DEUS QUE NOS HABITA BRILHA E ROMPE AS TREVAS E ASSIM CHEGAMOS A PUREZA DE CORAÇÃO QUE NOS PERMITE VER A DEUS.
COMO DISSE JESUS:

"BEM AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO POIS ELES VERÃO A DEUS"
Nosso mantra é 
MARANATA
M A-R A-N A-T A

Segue fotos do evento:




23/10/2018
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16
Outubro

Meditação e Espiritualidade – Como emerge a espiritualidade a partir da meditação?

POSTADO POR ADMIN ÀS 07:48

Qual a diferença entre espiritualidade e religiosidade? Será possível comparar a prática da meditação entre o Oriente e o Ocidente? Como emerge a espiritualidade a partir da meditação?

Importa, desde já, desfazer um equívoco muito frequente: a identificação de religiosidade com espiritualidade.

Enquanto as religiões fazem depender de um conjunto de regras dogmáticas a ligação do homem a Deus, ligação que não se estabelece sem a intermediação dos "representantes de Deus na Terra", a espiritualidade convida a pessoa a ouvir a sua voz interior (seja qual for a designação que lhe atribua - Intuição, Eu Interior ou outra), a questionar, a refletir, a optar, a decidir por si.

Todos os seres humanos são potencialmente espirituais mas nem todos são religiosos.

Por outro lado, há crentes que não desenvolveram a espiritualidade que, supostamente, a sua religião preconiza. Mas porque, ao longo da história dos homens, a espiritualidade, a religião e a meditação se têm cruzado e, muitas vezes, entrelaçado, diluindo-se as fronteiras entre elas, interessa fazer uma brevíssima incursão neste domínio.

Ao longo dos tempos, muitas religiões adotaram práticas meditativas como instrumento de ligação a Deus.

A grande diferença entre o Oriente e o Ocidente reside no fato de que nas religiões orientais a prática foi sempre aberta e recomendada a todos os crentes tendo-se, desse modo, mantido viva e atuante ao longo dos séculos; já no ocidente ficou confinada aos mosteiros e conventos ou a grupos esotéricos seculares fechados e, não raro, clandestinos (o caso dos Cátaros).

Foi só nos anos 60 do século XX que o monge inglês beneditino John Main, entusiasmado com a experiência contemplativa que teve numa viagem ao Oriente, decidiu procurar um fundamento que justificasse a prática da meditação na Igreja Católica atual e encontrou-o na rotina dos padres do deserto, ascetas do século IV, que usavam a repetição de fórmulas curtas para se concentrarem em Deus.

Fundou, então, a Comunidade Mundial para a Meditação Cristã tendo afirmado que "A Igreja precisava de um método contemplativo que pudesse ser praticado por todos. Durante muito tempo, foi dito aos cristãos que a meditação estava reservada à vida monástica, mas hoje todos sentem necessidade de meditar."

A presença de uma Igreja fortemente controladora durante a Idade Média e do seu braço punitivo - a Inquisição - desencorajou a prática da meditação no Ocidente.

No século XVII, o ressurgimento do Racionalismo desferia o golpe de morte nas ideias e práticas que contrariassem os fundamentos da filosofia dominante - a certeza, a demonstração, o raciocínio sem falha, a causa inteligível. Não me admira, pois, que a meditação tenha desaparecido do Ocidente durante tantos séculos.

No século XIX, os Teosofistas adotaram o termo Meditação para designar as diversas práticas espirituais inspiradas nas religiões orientais.
Foi também no Oriente, concretamente na meditação budista, que o Ocidente não religioso se inspirou em meados do século XX tendo-a "importado" para ficar. De fato, a meditação expandiu-se de tal modo que os grupos de meditação, os cursos e as aulas de meditação se multiplicam por todo o mundo ocidental.

Quer seja para aquietar a mente e assim diminuir o stress, os níveis de ansiedade, para melhorar a concentração ou para coadjuvar a Medicina em vertentes tão diversas como a Psicoterapia, a Cardiologia ou a Oncologia, quer se procure o desenvolvimento espiritual, a meditação está em enorme expansão integrando o cotidiano de um número crescente de pessoas.

Considerando a acepção da espiritualidade como o conjunto das virtudes do espírito - amor, compaixão, solidariedade, generosidade, perdão e justiça, entre outros valores, conclui-se que todos podemos desenvolvê-la, porquanto dotados de espírito.

Espírito não significa divindade, mas antes autoconsciência, capacidade de reflexão sobre si mesmo.

O ser humano é, assim, um ser intrinsecamente espiritual, pois demonstra capacidade para refletir e para se transcender. Contudo, nem sempre a espiritualidade se expressa ou, quando se manifesta, pode fazê-lo de modo multiforme.

Enquanto meditamos, induzimos um estado de apaziguamento interior, de equilíbrio e de serenidade e conseguimos reunir os aspetos fragmentados do nosso ser. Rompemos com as estruturas habituais de pensamento, e acedemos à simplicidade original.

A prática diária da meditação resulta numa intensa abertura de consciência, no desabrochar da compaixão, de uma maior aceitação de nós mesmos e dos outros, numa aproximação à plenitude do nosso ser.

As palavras de grandes mestres de meditação e os testemunhos de quem medita regularmente dizem-nos que a meditação conduz ao despertar para o autoconhecimento e para a transformação interior que, por sua vez, levam à manifestação dos grandes valores humanos e espirituais e, por inerência, à conquista da realização espiritual.

Ao meditar, crescemos e adquirimos sabedoria.

Para concluir, transcrevemos as palavras cheias de significado de José Maria Alves:

"Meditar é, antes do mais, consciente abertura do espírito a si mesmo, ao mundo da natureza, aos outros e ao Universo. É uma presença atenta de cada momento, que não se identifica nem com um exame interior nem com a reflexão, em que com o tempo, a zona de silêncio do nosso cérebro - os 80 a 90% não utilizáveis - passa a cooperar no milagre da descoberta do nosso interior e do que nos envolve."


Fonte: Arcturianos

REGINA FARIA
PROFESSORA DE MEDITAÇÃO
reginamoreirafaria@gmail.com
Revista Progredir

16/10/2018
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