13
Dezembro

Faíscas de Sabedoria

POSTADO POR ADMIN ÀS 07:39


Nós sempre temos que verificar nossos pensamentos e idéias - como eles estão certos? quão verdade eles são? Podemos pensar que temos uma idéia brilhante, e então, quando falamos sobre isso com alguém, eles apontam todas as falhas nele, e nós revalorizamos. É por isso que o hemisfério esquerdo do cérebro tem dificuldade em ouvir outros pontos de vista. Defende modelos de realidade e os pensamentos que criou. Se vivemos em um mundo cerebral esquerdo, achamos muito difícil dizer desculpe - "Oh, sinto muito, cometi um erro. Obrigado por apontar isso'. Nós temos que verificar nossos pensamentos e idéias, porque passaram por vários estágios de desenvolvimento antes de se tornarem conscientes e podem ter absorvido muitas impurezas, muitas imprecisões que fluíram da pura primavera escondida da verdade.

Fonte: Livro Madre Teresa de Calcutá - Uma mística entre o Oriente e o Ocidente. Glória Germani. Editora Paulinas.
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30
Novembro

MEDITAÇÃO

POSTADO POR ADMIN ÀS 12:03

Por Drica Ferraz

Você já experimentou silenciar a mente? A natureza da mente é pensar. Ela é como um cavalo selvagem que precisamos domar. Quando vier um pensamento, perceba se é bom ou não, se é útil ou inútil, se está no presente, no passado ou no futuro, pergunte-se o que ele está fazendo ali. Comece a observar os seus pensamentos e assim, você vai começar a deixa-los ir embora.

Meditar é isso. É você silenciar e perceber. É se arriscar a uma viagem fantástica para dentro de si. É estar no presente. É estar conectado consigo mesmo, se importando somente com o agora.

Para meditar não é preciso um ritual, mas pode ter, se ajudar. O seu corpo está no presente. Quando você começa a se observar e perceber os seus sentimentos e como o seu corpo reage, você está em estado de meditação.

Nesses meus 26 anos de experiência com meditação, conheci muitas técnicas, mas o que importa é estar confortável e feliz com a sua meditação. Percebi que é como uma ginástica que a cada dia, observamos os seus resultados, que são muitos. Basta começar.

Imagine um jardim maravilhoso que está lotado de ervas daninhas e quando você começa a percebê-lo, vai limpando, tirando as ervas daninhas, começa a regar as plantas, a adubar, vai descobrindo pouco a pouco mudinhas novas e se admira com a beleza, com a exuberância deste jardim florido, com flores exóticas que você jamais imaginou ter. A meditação é o caminho que te conduz a esse jardim.

Experimente fazer coisas novas no seu dia-a-dia. Quando você faz coisas novas, está presente ali. Experimente as coisas que você faz todos os dias de uma forma diferente. Se você é destro, coma com a mão esquerda. Tome banho com as luzes apagadas e ouça o som da água sobre você, mude o seu caminho. Fale diferente, experimente ver o mundo de outra forma. Dê um tempo para você ser feliz. Cuide-se mais!

A meditação faz você experimentar o hoje, o agora, estar presente. Sentir o gosto, os sabores, despertar os sentidos. Apagar as luzes e se ver lá dentro. Buscar quem realmente você é. Experimente e persista! Você vai gostar!
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27
Novembro

Aspectos do Amor

POSTADO POR ADMIN ÀS 10:48

Por Laurence Freeman*

Podemos aprender a enxergar a realidade. Apenas enxergá-la e viver com ela tem efeito de cura. Nos conduz a uma nova espécie de espontaneidade, como a de uma criança que aprecia o frescor da vida, o caráter direto da experiência. . Trata-se da espontaneidade dos verdadeiros princípios morais, de se fazer a coisa certa naturalmente, não vivendo a própria vida de acordo com livros de regras, mas vivendo-a por meio do único princípio moral, o princípio moral do amor. A experiência de amor ao ser nos confere uma capacidade renovada de viver a própria vida com menos esforço. Diminui a luta pela vida, que se torna menos competitiva, menos aquisitiva, na medida em que abre para nós aquilo que todos nós alguma vez vislumbramos de alguma maneira através do amor, de que nossa natureza essencial é repleta de alegria. Lá no fundo, somos seres alegres. Se pudermos aprender a saborear os dons da vida e a enxergar o que a vida realmente é, estaremos melhor equipados para aceitar as atribulações e o sofrimento dela. Isso é o que aprendemos suavemente, paulatinamente, no dia-a-dia, à medida que meditamos.
A meditação nos leva a entender a maravilha daquilo que é comum. Tornamo-nos menos dependentes da busca por tipos extraordinários de estímulo, de excitação, de divertimento ou de distração. Começamos a perceber, nas próprias coisas comuns da vida cotidiana, que essa radiação de fundo do amor, o onipresente poder de Deus, está em toda parte, a todo momento.
Todavia, esse pode ser um trabalho difícil. Há uma estória de um discípulo do Buddha, que era um discípulo meio lento, que se esforçava muito, mas jamais chegava a entender nada do que o Buddha procurava ensinar-lhe acerca da verdadeira natureza da realidade. O Buddha se exasperou tanto com esse discípulo, que um dia lhe ordenou uma tarefa. Deu-lhe um pesado saco de cevada e disse: "suba essa colina correndo com este saco de cevada." Tratava-se de uma colina muito íngreme. O discípulo, que era muito obediente e tinha um sincero desejo de se iluminar, levou o pesado saco às costas e subiu correndo o íngreme aclive, sem parar, da maneira como havia sido instruído a fazê-lo. Chegou ao topo completamente exausto. Então, deixou cair o saco de cevada e, naquele momento, iluminou-se; abriu-se a sua mente. Ele retornou e o Buddha pôde ver à distância, que ele se havia iluminado. Assim, é um difícil trabalho esse aprendizado de se manter imóvel, de depor os fardos do ego, esse aprendizado do autoconhecimento e do amar a si mesmo. Cada um de nós tem seu próprio saco de cevada. É trabalho difícil, mas é um trabalho que realizamos por obediência, e não por vontade própria. Trata-se da obediência a Jesus. Trata-se da obediência ao mais profundo chamado de nosso ser, que é o chamado a sermos nós mesmos.

*Dom Laurence Freeman OSB é monge beneditino da congregação olivetana de Monte Oliveto Maggiore. Ele nasceu em Londres em 1951 e estudou na Universidade de Oxford, onde ele alcançou o Grau de Mestrado em Literatura Inglesa. Trabalhou em jornalismo, adquirindo também experiência no Merchant Banking, antes de se tornar monge Beneditino na Abadia de Ealing em Londres.


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