26
Abril

Faísca de Sabedoria

POSTADO POR ADMIN ÀS 09:32


Além do relacionamento - no coração silencioso de todo relacionamento, onde os muros que nos separam - é união. No relacionamento, estamos sempre olhando para um outro separado. O olhar, a distância implicada nessa objetivação do outro, cria o sofrimento inerente a todo relacionamento. 
É o sofrimento do conflito que surge do desejo do ego de possuir e controlar. É o sofrimento também da perda eventual e inevitável da pessoa que amamos. Em união, no entanto, não pode haver possessividade porque o próprio desejo foi transcendido. Fronteiras egoístas são dissolvidas. A singularidade abraça a singularidade e encontra a individualidade na alteridade, a mesmice na diferença. Medo e desejo, dominação e submissão terminam. O que se ganha é mais do que o desejo jamais fantasiado. 
Quando as relações humanas, raramente e geralmente brevemente, tocam esse grau de plenitude, elas podem verdadeiramente ser chamadas de amizade espiritual. Eles percebem seu destino e potencial como formas de compartilhar através do Espírito na comunidade divina do amor. Na união, a alteridade é compartilhada, inserida, absorvida e não externalizada. Nós estamos dentro do outro e eles estão dentro de nós.
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18
Abril

Faísca de Sabedoria

POSTADO POR ADMIN ÀS 13:19


Faíscas da Sabedoria

A meditação torna possível para nós viver os dois aspectos, o misterioso e o mundano e continuar a mudar para o mistério. Jesus se chamou o portão, e o caminho, é claro, mas o portão para o redemoinho. Uma imagem interessante de um portão, uma porta - você pode entrar em uma porta e você pode sair de uma porta. E é exatamente o que ele diz: eles irão sair e sair do bosque e encontrar pastagens. E "quem entrar por mim será salvo" (Jn 10, 9). Você pode entender isso em uma espécie de maneira fundamentalista - a menos que você se junte à minha igreja, você é condenado - ou o que isso significa então? Eu acho que isso significa que temos que encontrar, aceitar e reconhecer esse ponto misterioso no centro do paradoxo da vida humana.

Fonte: Livro Madre Teresa de Calcutá - Uma mística entre o Oriente e o Ocidente. Glória Germani. Editora Paulinas.
 


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16
Abril

YOGA E MEDITAÇÃO CRISTÃ NO SHOPPING SANTA ÚRSULA RIBEIRÃO-PRETO SP

POSTADO POR ADMIN ÀS 14:03

(COM MARINA, PASTOR OCIMAR E MARIO PALUMBO)

Estamos preparando a páscoa festa hebraica e cristã.
Antes de mais nada gostaria que nos fizéssemos algumas perguntas:
Quem é Deus para mim? Uma nuvem? Alguém que racionaliza a existência do mundo? Causa e principio do universo alguém ao qual recorro quando necessito de algo?
E jesus o que representa para mim? Um mestre de moral que confronta minha vida?
A maior parte de nós se diz cristão. Sabemos que Deus é pai e que Cristo é o salvador que morreu e ressuscitou, mas estas ideias muitas vezes ficam no nível racional ou inteletual e pouco influenciam nossa vida. Qual é o significado da páscoa? Para muitos, como crianças esperam a páscoa como uma festa de reunião familiar aonde podemos comer chocolate a vontade
Cada um feche os olhos e dê uma resposta a si mesmo. Tenho certeza que se ouvíssemos todas as respostas sairiam coisas maravilhosas.
Páscoa é a vitória do amor sobre o ódio. Da vida sobre a morte. Jesus realmente ressuscitou para mim? O Fato histórico da ressurreição acontece depois de três dias da crucificação e morte de Jesus. A páscoa para cada um de nós é sobretudo a experiência que ele está vivo em nós. Essa experiência acontece em momentos diferentes para cada pessoa.
Jesus apareceu em primeiro para as mulheres. Apareceu a Maria Mágdala. Esta, no entusiasmo de rever o mestre vivo e presente nela, correu para Pedro e aos demais apóstolos para anunciar a grande novidade, a boa nova: não havia mais morte, Jesus ressuscitou. Mas os discípulos não acreditaram e só fizeram a experiência da ressurreição ao constatar o túmulo vazio.
Enquanto Maria de Mágdala já vivia a páscoa e a alegria da ressurreição, Tomé ainda estava nas trevas da sexta-feira santa, como também os discípulos de EMAUS.
Freqüentemente as trevas de Deus demoram e para muitos Jesus parece nunca sair do sepulcro e vivem lamentando, chorando e procurando o Vivo entre os mortos.
Muitos de nós que somos cristãos vamos a missa, participando da eucaristia, trabalhamos e fazemos até obras de caridade. Mas a páscoa, o Cristo vivo em nós aconteceu? Cantamos dentro de nós e exultamos de alegria porque passamos da morte para a vida, vivemos felizes porque nossa vida não é mais nossa e sim de Deus, conseguimos ter felicidade mesmo nas aflições e agruras da vida e podemos exclamar que ?nem a morte e nem a vida poderá nos separar de Cristo??
Fazemos a experiência de Cristo em nós a ponto de dizer com Paulo: ?Sou eu que vivo? Não é Cristo que vive em mim?
Cristo disse que quem vive dele, nele jorrará uma fonte de água viva. Não precisamos de atingir de outrem motivos para viver, motivos para dizer que a vida é bela em qualquer situação, como a judia Etty Hillesum que voluntariamente não quis fugir do holocausto e foi levada para o inferno de Auschwitz. Naquele inferno encontrava motivo de alegria e se recusou de responder ao ódio com ódio, mas amou seus compatriotas e amou até seus algozes. Como chegou a esse ponto de plenitude de vida? Não repentinamente, mas através do silêncio íntimo da meditação diária. Ao amanhecer ficava em silêncio por meia hora para chegar ao amago do seu ser aonde encontra o Ser maior, Aquele que se definiu: ?EU SOU AQUELE QUE SOU?.

Na meditação cotidiana tirava do seu poço as palhas, sujeiras como rancor, ódio e inveja para haurir da fonte cristalina da vida o amor e assim pude vencer o ódio com amor. Talvez, sem saber, realizou aquilo que o Apóstolo diz: ?Vencemos a morte porque amamos os irmãos?. Tinha chance de se salvar, e fugir da perseguição nazista mas preferiu se apresentar livremente ao campo de concentração para não abandonar seus irmãos judeus. Lá em Auschwitz, encontra a páscoa,: o Cristo vivo e ressuscitado nela. Com apenas vinte e nove anos foi executada pelos nazistas, que ela se recusou de odiar, mas como o Divino Mestre os amou.
Hoje fiquei comovido e surpreso pelo gesto do Papa Francisco ao beijar os pés dos lideres do Sudão do Sul pedindo encarecidamente que respeitassem o cessar fogo e que formassem um governo de união.
Tudo isto só pode ser explicado com a presença do Ressuscitado, vivo nos corações daqueles que nele acreditam e que continua nos salvando da morte através do amor.





 

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