25
Abril

Faíscas de Sabedoria do nosso Ora Et Labora

POSTADO POR ADMIN ÀS 10:11

Da Liturgia da Festa de São Marcos Evangelista


Da Primeira Leitura

"Há um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos." (Ef. 4, 1-16)


Da Segunda Leitura

"As Igrejas fundadas na Germânia, as que se encontram na Ibéria e nas terras celtas, as do Oriente, do Egito e Líbia, ou as do centro do mundo, não creem nem ensinam de modo diferente. Assim como o sol, criatura de Deus, é um só e o mesmo para todo o universo, igualmente a pregação da verdade brilha em toda parte e ilumina todos os homens que querem chegar ao conhecimento da verdade." (Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo (Séc.II).)

A Liturgia nos fornece diariamente profundas aulas de Teologia e, sobretudo, de vida espiritual.
Ser tocados diariamente por uma frase ou palavra da Liturgia e "ruminá-la" ao longo do dia é, certamente, um dos melhores caminhos para o encontro com Deus.
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20
Abril

ATENÇÃO: HORA DE MEDITAR

POSTADO POR ADMIN ÀS 10:38
Com evidências médicas e científicas, a prática da Mindfulness ou Meditação de Plena Atenção exerce influência sobre a saúde, o bem-estar e a felicidade

Especialista em meditação zen, John Kabat-Zinn afirma que Mindfulness significa prestar atenção, de forma particular: de propósito, no momento presente e sem julgamentos. A prática é, na verdade, um estilo de vida e não apenas uma boa ideia, uma técnica inteligente ou uma moda passageira. É um conceito que data de milhares de anos e costuma ser citado como "o coração da meditação budista", embora a essência seja universal e dissociada de religião. A prática de Mindfulness, também conhecida como Meditação de Plena Atenção, exerce influência sobre a saúde, o bem-estar e a felicidade, como atestam evidências médicas e científicas.

O processo da Meditação se desenrola e se aprofunda com o tempo. É mais eficaz se assumida como um compromisso sério pelo indivíduo, o que exige persistência e disciplina e, ao mesmo tempo, certa dose de despreocupação e leveza. Essa leveza, aliada a um envolvimento constante e profundo, é uma característica do treinamento da Plena Atenção em todas as diferentes técnicas: Programa Mindfulness de redução de estresse - MBSR, Programa Mindfulness para dor e doença, MBPI, Programa Mindfulness para prevenção de recaída, MBRP e Mindfulness Baseado na Terapia Cognitiva, MBCT.

O primeiro objetivo do Mindfulness é aquietar a mente, torná-la serena e tranquila. Para fazer isso, é preciso treinar para que a mente fique centrada em um ponto único, num único estímulo, de forma constante e ininterruptamente. O estímulo selecionado normalmente recebe o nome de "objeto" de meditação, que, usado por excelência, é a própria respiração. "A prática da Meditação de Plena Atenção trabalha a consciência corporal, as práticas de auto-observação, sempre enfatizando o foco e atenção no momento presente da experiência vivida. Ao desenvolver o hábito da meditação, o indivíduo pode compreender e controlar melhor as emoções, melhorar os relacionamentos interpessoais, o foco e a atenção", esclarece José Marcelo Botamedi, certificado pela Universidade de Málaga no Treinamento Mindfulness para Regular Emociones (Programa Inteligência Emocional Plena) e pós-graduando em Docência e Práticas da Meditação pela Universidade Estácio de Sá.

José Marcelo conta, também, que a meditação tem sido cada vez mais utilizada nos meios médico e psicológico, notadamente no campo da psicoterapia. Um dos prisioneiros nessa abordagem foi o médico americano Kabat-Zinn, que na década de 1970, nos Estados Unidos, utilizou a meditação como recurso terapêutico no tratamento de diversos transtornos psicossomáticos, incluindo o estresse, a ansiedade, alterações cardíacas, problemas digestivos, dor crônica e hipertensão arterial, com amplos e bem documentados resultados. O especialista reforça que até mesmo pessoas que não tinham condições de cura vieram a aceitar e lidar melhor com suas doenças.

"Estudos mostram que os meditadores regulares são mais felizes e mais satisfeitos do que a média das pessoas. Esses resultados têm uma importante repercussão na saúde, já que as emoções positivas estão associadas a uma vida mais longa e saudável", completa.
Desta forma , Kabat-Zinn é o responsável pela divulgação do termo Mindfulnesss no ocidente. Em 1979, na Universidade de Massachusetts, ele começou a realizar pesquisas científicas sobre a Meditação e, em 1982, criou o programa de redução de estresse. A partir daí, o Mindfulness passou a estar cada vez mais presente na medicina comportamental. Evidências científicas, têm mostrado resultados bastante promissores no que se refere ao uso do programa para os mais variados problemas, incluindo depressão, ansiedade e dor crônica, além de muitos outros, que vão desde a inadequação à vida afetiva até bloqueios de criatividade.

De acordo com José Marcelo, o resultado de estudos científicos estão demonstrando que o excesso de estímulos, atividades, propagandas, uso de celulares, iPads, vídeo games e TV saturam a mente das crianças em níveis jamais vistos. Ele conta que, segundo o psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury, crianças pequenas têm mais informações do que tinha um imperador da Roma Antiga e do que tinham Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, os grandes pensadores da Grécia antiga. Contudo, o autor ensina que pensar excessivamente é uma bomba contra a qualidade de vida e um intelecto criativo e produtivo. Por isso, muitas escolas estão utilizando a meditação Mindfulness junto a seus alunos.

Companhias americanas também passaram a incentivar a prática de Mindfulness como mais uma opção oferecida pelos programas de bem-estar das empresas, assim como aulas de ioga ou descontos em academias de ginástica. No Brasil, algumas empresas e órgãos federais estão incentivando a prática entre seus funcionários. Por aqui, o método conquistou famosos como a apresentadora Fernanda Lima e o atleta Diego Hypólito. A USP e os hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein vem desenvolvendo estudos e grupos voltados para o assunto.

Em Ribeirão preto, é possível conhecer mais sobre meditação Mindfulness através das redes sociais. Além disso, alguns centros de terapias integrativas têm aberto espaço para a prática em grupo, assim, o iniciante pode experimentar a prática da meditação guiada. Aliás , ela pode ser praticada diariamente, de cinco a dez minutos, com resultados muito bons. Com a prática regular e disciplinada, observam-se benefícios já a partir da Quarta semana de exercícios, como a melhora da concentração, a redução de estresse e da ansiedade.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

Praticante de meditação transcendental há mais de quatro anos, José Marcelo conheceu a meditação Mindfulness, há cerca de dois anos e ficou impressionado com as evidências científicas que comprovaram a eficácia do método no tratamento de transtornos de ansiedade, depressão e de estresse, bem como com a facilidade da aplicação e prática. Com o exercício regular, alcançou benefícios para a saúde mental - redução de estresse, da ansiedade, dos estados de tristeza e angústia causadas pela pressão da vida moderna e sua exigências - e física - redução da pressão arterial, enxaqueca, dores musculares causadas pela tensão e normalização dos níveis hormonais. Após um ano de prática, iniciou uma Especialização na área de Docência e Práticas da Meditação para aprimorar conhecimentos também em outras áreas da meditação clínica.

A partir dessa experiência, decidiu desenvolver um trabalho de divulgação e disseminação dos benefícios do Mindfulness para empresas e interessados. Atualmente, mantém uma página nas redes sociais, "Meditação para Mentes Ansiosas" (https://pt-br.facebook.com/meditarcuramentesansiosas/), realiza palestras, práticas e workshops de Mindfulness In Company, atende executivos e gestores e desenvolve também uma ação em clínicas e em casas de repouso para a terceira idade, em escolas - para pais, professores e alunos -, além do atendimento individualizado de esportistas e atletas.

INDICAÇÃO TRANSFORMADORA

Foi durante uma aula no Curso de Administração de Empresas que Kevin Felipe Sampaio Sargento soube do Mindfulness. Ao fim da aula do Professor José Marcelo, o aluno o procurou para conversar a respeito de carreira, comportamento e também sobre estresse, concentração e melhor aproveitamento da energia. Então, o professor indicou os exercícios para atenção plena, o que era novidade para Kevin. "Comecei a prática há cerca de seis meses, com indicação para melhorar e aprimorar a concentração. Hoje, medito pelo menos três vezes por semana, pela manhã, assim que acordo, e também quando chego na universidade. Procuro fazer isso em lugares onde sei que ninguém vai me interromper", conta o estudante.

Depois que começou a praticar o Mindfulness, Kevin percebeu que melhorou a postura, o foco e a concentração, que, por consequência, aumentaram o rendimento no trabalho e a tranquilidade em lidar com situações adversas e inesperadas.Também percebeu que sua maneira de se relacionar com as pessoas mudou, assim como a consciência sobre o que seu corpo precisa e o autoconhecimento. "O conhecimento de mim mesmo me permitiu ter maior controle sobre meus atos", finaliza Kevin.

MEDITAÇÃO DE UM MINUTO

1. Sente-se ereto em uma cadeira com encosto reto. Se possível, afaste um pouco as costas do encosto da cadeira para que a coluna vertebral se sustente sozinha. Seus pés podem repousar no chão. Feche os olhos ou abaixe o olhar.
2. Concentre a atenção em sua respiração, enquanto o ar flui para dentro e para fora do corpo. Perceba as diferentes sensações geradas por cada inspiração e expiração. Observe a respiração sem esperar que algo de especial aconteça. Não há necessidade de alterar o ritmo natural.
3. Após alguns instantes, talvez sua mente comece a divagar. Ao se dar conta disso, traga a atenção de volta à respiração, suavemente. O ato de perceber que a mente se dispersou e trazê-la de volta sem criticar a si mesmo é central para a prática da meditação da atenção plena.
4. A mente poderá ficar tranquila como um lago - ou não. Ainda que obtenha uma sensação de absoluta paz, poderá ser apenas fugaz. Caso se sinta irritado ou entediado, perceba que essa sensação também deve ser fugaz. Seja lá o que aconteça, permita que seja dessa forma.
5. Após um minuto, abra os olhos devagar e observe o aposento novamente.


PRINCIPAIS BENEFÍCIOS

- A ansiedade, a depressão e a irritabilidade diminuem com sessões regulares de meditação.
- A memória melhora, as reações se tornam mais rápidas e os vigores mental e físico aumentam.
- Os meditadores regulares têm relacionamentos melhores e mais gratificantes.
- Reduz os principais indicadores do estresse crônico, incluindo a hipertensão.
- Reduz o impacto de doenças graves, como dor crônica, podendo até auxiliar no combate à dependência de drogas e álcool.
- Fortalece o sistema imunológico, ajudando a combater resfriados, gripe e outras doenças.

Fonte: Revista Revide Saúde (RS) - Março/Abril 2017
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20
Abril

DOMINGO, 23 DE ABRIL DE 2017: DOMINGO DA MISERICÓRDIA DIVINA - ANO A

POSTADO POR ADMIN ÀS 08:25
Meu Senhor e meu Deus! Hoje é o Domingo da Misericórdia Divina e, também, o 2º da Páscoa, assim chamado para marcar que os cinquenta dias da Páscoa até Pentecostes são um só e mesmo tempo: o tempo do Espírito! Na tarde da Páscoa, Jesus veio até aos discípulos e, soprando sobre eles, disse: “Recebei o Espírito Santo” (João 20,22).

TEXTOS DESTE DOMINGO

1ª leitura: «Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum» (Atos 2,42-47)


Leitura dos Atos dos Apóstolos:
Os que se haviam convertido eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações.
E todos estavam cheios de temor por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um.
Diariamente, todos frequentavam o Templo, partiam o pão pelas casas e, unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava ao seu número mais pessoas que seriam salvas.


2ª leitura: «Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva» (1 Pedro 1,3-9)

Leitura da Primeira Carta de São Pedro:

Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus.

Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações.

Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira — mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo — e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo.

Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.


Evangelho: «Oito dias depois, estando fechadas as portas, Jesus entrou» (João 20,19-31)

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.
Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.


NOVO NASCIMENTO 

Seja no cântico de entrada, extraído do capítulo 2 da primeira carta de Pedro, seja na segunda leitura, tirada do capítulo 1 da mesma carta, o tema do nascimento ocupa o primeiro plano. Temos, pois, de levá-lo a sério, tanto mais que o encontramos em muitos outros textos de João e de Paulo (ver, por exemplo, a conversa de Jesus com Nicodemos, em João 3). A Escritura nos sinaliza que a Páscoa de Cristo inaugura uma vida nova, um novo estatuto da condição humana. Toda a Bíblia representa a laboriosa gestação deste Homem Novo e definitivo. Como muitas vezes se tem notado, o Novo Testamento cita o versículo 7 do Salmo 2, «Tu és meu filho, eu hoje te gerei», não a propósito do nascimento de Jesus em Belém, mas a propósito da ressurreição (Hebreus 1,5; 5,5; Atos 13,33). Paulo vai até mesmo escrever aos Romanos (1,2-4) que foi escolhido para anunciar o Evangelho de Deus «que diz respeito ao seu Filho, nascido da estirpe de Davi segundo a carne, estabelecido Filho de Deus com poder por sua ressurreição dos mortos, segundo o Espírito de santidade». Com outras palavras, esta mudança de estatuto, que é fruto da ressurreição, encontra-se em Atos 2,36: «Deus o constituiu Senhor e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes.» A mesma coisa é dita em Atos 5,30-31. A ressurreição opera uma espécie de mudança de identidade e, no entanto, Jesus permanece sendo ele mesmo.

RENASCER COM O CRISTO

Somos chamados a reviver este novo nascimento de Cristo. Nosso destino é o de nos tornarmos, nós também, filhos de Deus. Conforme se diz: n’Ele e por Ele. O batismo significa isto. Em Romanos 6,3-11, Paulo explica longamente que o batismo nos mergulhou na morte de Cristo para nos dar acesso a uma vida nova. Temos, no fundo, a imagem de um retorno ao nada líquido do grande abismo primitivo (Gênesis 1,2), com vistas a uma nova criação. É claro, o batismo permanece como um rito, mas que, atualmente, dá sinais de fadiga. Por uma concepção um tanto mágica e materialista do famoso «caráter» por ele conferido, tendemos a ver neste sacramento somente um gesto, significando uma realidade imperceptível. O batismo, no entanto, é mais do que um rito: 1 Pedro 3,21 fala de um «compromisso solene da boa consciência para com Deus pela ressurreição de Jesus Cristo». É um rito que ganha valor, portanto, por ser um ato de liberdade, até mesmo quando o compromisso é assumido pelos pais, em nome do batizado. É o acesso a uma nova forma de existência, com certeza, mas esta passagem não se produz de uma vez por todas: o batismo é também um programa; temos a possibilidade de nascer para a vida nova ao longo de nossas escolhas. Não pelos esforços da nossa vontade, mas por uma confiança sem defeito naquele que nos liberta da morte seguidamente e que nos faz novos a cada instante.

O GÊMEO

Confiança e fé! Temos aí, justamente, o que faltava a Tomé. Tem-se falado muitas vezes da dúvida deste apóstolo. Ora, não se trata de dúvida, mas da recusa à fé. Aliás, quanto a isto nós somos os seus irmãos «gêmeos», porque, para nós, a fé é muitas vezes difícil. A aventura de Tomé pode nos reconfortar, porque nela podemos ver que o eclipse da fé não é forçosamente uma catástrofe e que o Cristo vem nos socorrer em nossa descrença. Ainda mais: os discípulos que anunciam a ressurreição de Jesus para Tomé contentam-se em chamá-lo de «Senhor». Já Tomé, no final do relato, o chama de «meu Senhor e meu Deus». Os evangelhos não falam em «Deus», a propósito de Jesus. Eles o chamam de Filho do Homem, às vezes de Filho de Deus, mas nunca, a não ser aqui, de «Deus» simplesmente. Pela boca de Tomé, o discípulo que superou a sua descrença, o final do evangelho de João vai juntar as primeiras linhas nas quais, a respeito do Verbo, lemos que «Ele era Deus». Da mesma forma que Zacarias, em Lucas 1,18, e que a «geração perversa e adúltera» que pede por um milagre, em Mateus 12,39, também Tomé exige ver para crer, e, no entanto, conforme diz Paulo, a fé vem pela audição, pelo acolhimento da palavra (Romanos 10,17). É admirável que Cristo tenha se curvado à exigência do discípulo. Aliás, devemos observar, Tomé, o gêmeo universal, juntou-se então aos outros discípulos, que acreditaram porque tinham visto o Senhor (versículo 25). Daí podermos com isso nos tranquilizar e nos consolar, nas horas em que nossa fé se eclipsa.

Marcel Domergue, jesuíta

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