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Julho

Vídeo: 5 fatos incríveis sobre São Bento

POSTADO POR ADMIN ÀS 08:51
Você sabia que ele foi vítima de tentativas de envenenamento?

Assista ao vídeo aqui.

Fonte: Aleteia
13/07/2018
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13
Julho

15º Domingo do Tempo Comum – 15 de julho

POSTADO POR ADMIN ÀS 08:38
Por Johan Konings

Introdução geral

No domingo anterior, foi-nos mostrado o exemplo de Jesus, profeta rejeitado em sua cidade paterna. Hoje, o evangelista mostra Jesus levando sua mensagem a outras cidades; e, para preparar seu anúncio do reinado de Deus, ele manda seus discípulos pregarem ali a conversão. Essa participação ativa dos primeiros discípulos de Jesus, com muita simplicidade e total empenho, é um exemplo para nós. Também aos discípulos de Jesus de nossos dias cabe participar ativamente de sua missão, seja onde for e a qualquer momento, do mesmo modo simples e direto dos primeiros discípulos-missionários. Mas, num primeiro momento, devemos pensar na preparação da Boa-nova de Jesus, por meio da conversão.

Primeira Leitura (Am 7,12-15)


Leitura da Profecia de Amós:

Naqueles dias, disse Amasias, sacerdote de Betel, a Amós: "Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino".
Respondeu Amós a Amasias, dizendo: "Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: 'Vai profetizar para Israel, meu povo'".


Comentário da I leitura: Am 7,12-15

A simplicidade e autenticidade da missão que Deus confia aos profetas têm um modelo na vocação do profeta Amós, na primeira leitura. Ele não era "profeta nem filho de profeta", ou seja, membro de uma confraria de profetas. Não fazia parte daquelas pessoas que, quase profissionalmente, diziam receber inspirações de Deus - o que decerto devia ser verificado numa perspectiva crítica, pois havia também falsos profetas. Amós não era um desses profetas organizados. Não profetizava para ganhar o pão, como os profetas ligados à corte do rei ou aos templos de Betel, no Norte, e de Jerusalém, no Sul. Era pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros, figueiras. Contudo, sem ser especialista em questões de culto e apesar de ser de Judá (reino do Sul), ele recebeu de Deus uma inspiração para pregar contra o formalismo do culto oficial na Samaria (reino do Norte). O que ele criticava, em sua missão, não era o culto a falsos deuses, mas, sim, o fato de o culto ser ministrado por pessoas falsas, cúmplices da injustiça dominante. Por isso, o sacerdote Amasias queria mandá-lo de volta para a sua terra de origem, mas Amós alegava ser enviado por Deus mesmo, e era isso que importava.
Essa sólida simplicidade, que está acima da pertença a uma organização ou região, caracterizava também os discípulos de Jesus, pescadores ou agricultores da Galileia (o antigo reino do Norte). Não tinham outra coisa para se legitimarem senão a palavra de Jesus.

Segunda Leitura (Ef 1,3-10)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:

Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, para o louvor da sua glória e da graça com que nos cumulou no seu Bem-amado.
Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência. Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular, em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra.


Comentário da II leitura: Ef 1,3-14 ou 1,3-10

A segunda leitura de hoje é tomada da carta de Paulo aos Efésios, carta de pensamento elevado, místico até, que descreve o mistério da salvação universal realizada por Jesus Cristo, acima de todas as categorias humanas e celestiais. Salvação pelo amor de Deus, amor que se manifesta no sangue de Jesus, ou seja, no fato de o Filho de Deus, em união total com o amor do Pai, mostrar esse amor na doação da própria vida. Em seu amor até o fim, Jesus deu a conhecer o amor do Pai. É esse o "mistério" que deve ser revelado, especialmente aos que se tornam ouvintes e discípulos de Jesus. Nesse mistério são unidos todos os povos, judeus e gentios, e é superado o pecado que nos separa de Cristo e de nossos irmãos e irmãs. Por isso, Jesus Cristo é a cabeça que mantém unido todo o universo.

Anúncio do Evangelho (Mc 6,7-13)

Naquele tempo, Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros.
Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas.
E Jesus disse ainda: "Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles! " Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.


Comentário do Evangelho: Mc 6,7-13

No fim do evangelho de domingo passado, Jesus saiu da sua cidade, onde foi acolhido de modo cético. Deixou à sua terra o testemunho profético, voz de Deus que continuou ecoando, como sinal de contradição, enquanto Jesus deu seguimento à sua missão, dirigindo-se às outras cidades da Galileia e mesmo além da fronteira.
Neste domingo vemos que Jesus, ao ampliar seu raio de ação, convoca os doze discípulos, cuja vocação tinha sido mencionada anteriormente (cf. Mc 3,13-19). Faz parte do discipulado preparar o anúncio da Boa-nova pela pregação da conversão, como havia feito João Batista (cf. Mc 6,12; 1,4). Assim, os discípulos se tornam precursores da pregação do reinado de Deus por Jesus. Jesus é quem proclama o Reino, os discípulos pregam a conversão. O Evangelho de Lucas aponta para isso quando fala da missão dos setenta e dois discípulos: "Enviou-os de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir" (Lc 10,1).
Depois da preparação por João Batista, Jesus anuncia a Boa-nova (cf. Mc 1,14-15). Seu estilo é simples e direto. Assim deve ser o empenho dos seus discípulos. Nada os deve impedir: nem parentesco, nem posses materiais, nem mesmo roupas de reserva. Só devem levar aquilo que lhes pode servir no caminho: boas sandálias e um cajado (cf. Mc 6,8-9). Segundo Mateus e Lucas, reproduzindo uma tradição mais rigorista, Jesus teria proibido até isso (cf. Mt 10,10; Lc 9,3), mas Marcos é realista e sabe o que é indispensável para percorrer as estradas da Galileia.
Podem e até devem aceitar a hospitalidade de uma casa, de uma família que os acolha. Devem permanecer ali até a partida. Aceitando a hospitalidade de modo estável, eles mostram ser confiáveis, à diferença de pregadores oportunistas que correm de casa em casa. E essa estabilidade parece antecipar a criação de comunidades caseiras, como as que encontramos nos primeiros dias da Igreja, por exemplo, na casa de João Marcos em Jerusalém (cf. At 12,12). Se, porém, não são bem-vindos, não devem perder tempo, mas sair da cidade, deixando somente o pó das sandálias como testemunho contra aquele lugar - assim como Jesus fizera em sua cidade paterna (cf. Mc 6,6: domingo passado). "Saberão que houve um profeta no meio deles" (Ez 2,5).
É notável que Jesus os ensina a iniciar pela expulsão dos demônios (cf. Mc 6,7.13), como ele mesmo fez na sua primeira pregação em Cafarnaum (cf. Mc 1,21-27). Expulsar os demônios, essas forças misteriosas do mal, é o sinal por excelência do poder de Deus, que age pela ação de Jesus. Os seus discípulos devem ser os instrumentos desse mesmo poder. O Reino de Deus deve afastar as forças opostas ao Reino, o antirreino. O modo simples e direto de Marcos citar as expulsões dos demônios - forças negativas, espírito impuros - contradiz toda a histeria que, no decorrer dos séculos, se criou em torno das assim chamadas possessões demoníacas. Não que essas doenças não sejam graves, mas não devem ser vistas como algo que possa impedir o poder de Deus. É exatamente para que façam a experiência do poder de Deus que os discípulos recebem o poder de expulsar demônios.

Pistas para reflexão

Amós e os discípulos-missionários de Jesus nos fazem refletir sobre nossa missão e comprometimento hoje.
Amós não era profeta nem "filho de profeta": profetizar não era seu ganha-pão. Vivia do trabalho de suas mãos como pastor de rebanhos e cultivador de figueiras. Não era cidadão da Samaria, onde proferiu sua crítica profética; era de Judá, região que vivia em conflito com os samaritanos. Mesmo assim, Deus o escolheu para dar sério aviso ao sacerdote de Betel, santuário da Samaria.
Tampouco eram missionários profissionais os doze que Jesus enviou a preparar sua chegada. Estavam entregues à sua missão e à hospitalidade que encontrassem. Recebiam, sim, de Deus o poder de fazer sinais, curas e, sobretudo, exorcismos, que significavam a vitória do reinado de Deus sobre o antirreino. Nada deviam ter de si mesmos: nem dinheiro, nem roupa de reserva; só sandálias e um bom cajado para caminhar. Deviam avançar com pressa, pois o tempo havia se cumprido!
O discípulo-missionário não precisa ser um orador capaz de discutir nas ruas e nas praças nem deve enganar pessoas ingênuas ou tirar um "dízimo" ou "aposta" dos que nem têm dinheiro para criar os filhos... Jesus deu aos doze galileus poder de curar e de expulsar demônios para pregarem a conversão em vista do reinado de Deus. Deu-lhes poder para fazer o bem ao povo, enquanto anunciavam a proximidade do Reino que ele vinha inaugurar. Os gestos dos discípulos eram um aperitivo do Reino. O bem que muitas pessoas fazem, em sua generosa simplicidade, é um aperitivo do Reino de Deus. Já tem o gosto daquilo que chamamos de Reino, que é a realização da vontade do Pai, como rezamos no Pai-nosso.
O texto de Marcos apresenta os enviados não como os que proclamam o Reino pessoalmente, mas como os que recebem o poder de pregar a conversão e fazer os sinais que apontam para o Reino. Quem, de fato, proclama e inaugura o Reino é Jesus. Isso também hoje tem significado para os cooperadores de Cristo em sua missão. O Reino é de Cristo, e Cristo de Deus (cf. 1Cor 3,23).
No presente, nós estamos um passo além dos primeiros discípulos. O Reino já mostrou seu rosto em Jesus. Já sabemos qual é a prática do Reino, e essa prática é o anúncio mais eficaz do Reino. Vendo a prática do Reino, as pessoas vão perguntar pelo porquê: as "razões de nossa esperança" (1Pd 3,15). Se nos comportarmos com simplicidade, entregues àquilo em que acreditamos, ajudando onde pudermos, sem apoiarmos causas erradas e estruturas injustas, o mundo perguntará que esperança está por trás disso, que fé nos move, que amor nos envolve. Então responderemos: o amor que aprendemos de Jesus, que deu sua vida por nós. A palavra do pregador será fidedigna, se acompanhada de uma prática que mostre concretamente o Reino.
Se acreditamos que a prática de Jesus garante a salvação do mundo e mostra o caminho a todas as gerações, não podemos guardar isso para nós. O mundo tem de ouvi-lo. "Como poderão crer, se não ouvirem?" (Rm 10,14). Quem crê verdadeiramente tem de evangelizar. O papa atual, Francisco, é um mestre em proclamar pela palavra e mostrar pelo gesto como é o reinado de Deus.
E qual conversão é preciso pregar para que o anúncio do Reino caia em terra boa e fértil? Como preparar o terreno para que o Reino, inaugurado por Jesus e animado por seu Espírito, possa brotar e crescer? Os discípulos receberam o poder de expulsar demônios antes que Jesus chegasse com sua proclamação. Não seria essa fase importante também hoje? Preparar o chão do mundo para a semente do evangelho, a preparatio evangelii. Fazer o mundo melhor, incentivando a mudança de vida, a ética, a justiça e a fraternidade, em vista do que Cristo realiza. Por isso os cristãos devem colaborar com tudo o que é valioso aos olhos de Deus neste mundo, também fora do âmbito da Igreja confessional. O empenho do papa Francisco pela justiça e pela fraternidade em regiões onde a presença cristã formal é mínima é um exemplo nesse sentido. Ora, essa "presença cristã mínima" se constata cada dia mais também nos assim chamados países cristãos ou até católicos. Por exemplo, que porcentagem dos estudantes universitários no Brasil pratica a fé de modo confessional? Entretanto, muito maior é a porcentagem que pode ser alcançada pela ação por mais justiça e fraternidade. Assim há muitos terrenos em que podemos exercer a preparatio evangelii com simplicidade e humildade, sabendo que Cristo e seu Espírito darão o crescimento.

Johan Konings
Pe. Johan Konings, sj, nascido na Bélgica, reside há muitos anos no Brasil, onde leciona desde 1972. É doutor em Teologia e mestre em Filosofia e em Filologia Bíblica pela Universidade Católica de Lovaina (Bélgica). Atualmente é professor de Exegese Bíblica na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), em Belo Horizonte. Dedica-se principalmente aos seguintes assuntos: Bíblia - Antigo e Novo Testamento (tradução), evangelhos (especialmente o de João) e hermenêutica bíblica. Entre outras obras, publicou: Descobrir a Bíblia a partir da liturgia; A Palavra se fez livro; Liturgia dominical: mistério de Cristo e formação dos fiéis - anos A-B-C; Ser cristão; Evangelho segundo João: amor e fidelidade; A Bíblia nas suas origens e hoje; Sinopse dos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas e da "Fonte Q". E-mail: konings@faculdadejesuita.edu.br.

Fonte: Liturgia Diária e Vida Pastoral
13/07/2018
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11
Julho

11 frases inspiradoras de Malala Yousafzai em sua passagem pelo Brasil

POSTADO POR ADMIN ÀS 08:46
Por Carol Castro

"Tenho recebido tantas mensagens pedindo 'Malala, please come to Brazil', que era meu sonho vir para cá", contou a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, vencedora do prêmio Nobel da Paz de 2014. A campanha tão popular nas redes sociais funcionou: Malala participou nesta segunda-feira 9 de um evento promovido pelo Itaú Unibanco, em São Paulo. Além dela, Conceição Evaristo, escritora, Tia Dag, fundadora da Casa do Zezinho, Tabata Amaral, ativista por educação de qualidade, e Ana Lúcia Villela, do Instituto Alana, também participaram do debate.

Não foi o único motivo. Malala roda o mundo para promover a importância do acesso à educação - principalmente para a emancipação e empoderamento das mulheres. "1,5 milhão de pessoas são privadas estudar no Brasil. E eu acredito na educação. A minha esperança é encontrarmos maneiras para que essas pessoas possam estudar", disse. No mundo, 130 milhões de meninas estão fora das escolas.

Malala sofreu um atentado em seu país, em 2012, cometido pelo Talibã. Levou um tiro na cabeça por insistir em estudar - no Paquistão, as meninas são proibidas de ir à escola. Recuperada, não tinha mais qualquer dúvida: a educação transforma vidas. Levantou ainda mais forte. "Entendi que educação era mais do que ler e escrever. Era sobre empoderamento e emancipação", contou. Fundou a Rede Gulmakai para apoiar iniciativas ligadas à educação e virou referência mundial na luta por educação e igualdade de gênero.

No Brasil, a paquistanesa escolheu três ativistas da área para investir: Denise Carreira (São Paulo), da Ação Educativa, Sylvia Siqueira Campos (Pernambuco), do Movimento Infanto-juvenil de Reivindicação (Mirim), e Ana Paula Ferreira (Bahia), da Associação Nacional de Ação Indigenista (Anaí).

Veja frases trechos da fala de Malala Yousafzai que mostram por que a paquistanesa levou o Nobel da Paz e inspira plateias por onde passa.

Educação

1. "Educação não melhora apenas a vida individual dessas meninas, mas também o país todo - a democracia, economia, estabilidade".

2. "Um dia vamos acordar e ver todas as meninas, no Brasil e no mundo, na escola. Sem medo de estudar, com educação de qualidade, sem sofrer discriminação, sem ser obrigada a casar ou enfrentar trabalho infantil. E podendo sonhar com o que quiser - ser médica, policial ou qualquer outra coisa".

3. "Precisamos de melhorias para promover educação de qualidade. Eu estou aqui e quero trabalhar com todos vocês. Trazer mudanças ao Brasil. Mas ninguém de fora vem e traz as soluções prontas. Vamos trabalhar com organizações locais e com essas meninas e meninos incríveis que já sabem quais são os problemas e como resolvê-los. Vamos juntos pensar em soluções".

Diversidade

4. "A [promoção da] diversidade garante que crianças possam sonhar, sem colocar fronteiras ou barreiras para o futuro e os sonhos delas".

5. "Muitas meninas como eu queriam erguer suas vozes e lutar pela educação. Eu não tinha nada especial, não era mais inteligente, nem nada. A diferença é que meus pais não me impediram de falar, como aconteceu com muitos dos meus amigos".

6. "A diversidade promove a tolerância. Quando você não encontra pessoas diferentes, não percebe coisas, não percebe o quanto tem em comum com elas. Meu pai sempre dizia: se você quiser saber sobre muçulmanos, desligue a tv e bata na porta de um vizinho para conversar com eles".

Persistência

7. "Vocês têm o voto. O poder está em suas mãos. Usem esse poder e elejam pessoas que te representem bem. Precisamos sempre lembrar nossos políticas que a responsabilidade é deles, que eles precisam ouvir as pessoas para saber o que pode ser feito no país".

8. "Sonhos grandes trazem grandes desafios. Escutei a história de uma mulher que foi obrigada a se casar. No dia do casamento, ela tirou o salto e correu por nove quilômetros para escapar. Se essas pessoas não perderam a esperança, por que nós vamos perder? É dessas histórias que tiro a minha esperança".

9. "Primeiro temos os desafios externos: violência, pobreza, extremismo. Mas temos que superar desafios internos também. Nós subestimamos o nosso poder - e é a primeira coisa que precisamos combater. Meu pai, quando decidiu ser feminista, precisou lutar contra a ideologia que o guiou a vida toda. Acreditem na força que vocês têm. Não hesitem em falar".

Raiva

10. "Me perguntam se eu não tenho vontade de dar o troco em quem me atacou. E sempre digo: a melhor revanche é ter educação para todo mundo, inclusive para os filhos dos que me atacaram".

11. "Eu só senti raiva quando meus irmãos mais novos se sentiam no direito de me perturbar [risos]. A raiva tira nossa energia, a mensagem se perde. Quando você entrega sua palavra de um jeito pacífico, você ganha poder. E as pessoas não podem te ignorar, precisam te ouvir. Precisamos transformar a energia da raiva em positividade".

Fonte: Carta Capital
11/07/2018
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