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Agosto

Faíscas de Sabedoria

POSTADO POR ADMIN ÀS 11:15
A vida contemplativa foi deturpada ao longo dos séculos. Foi apresentada como uma opção egoísta, uma paz privada, uma fuga do mundo e seus problemas.
Muitas pessoas, evitando o trabalho de silêncio viram centros de contemplação como refúgio de sonhos. Mas, se vemos a contemplação como um modo de viver, com mentes e corações abertos em razão e compaixão, a verdade é muito diferente. A vida contemplativa é natural, tanto quanto nossas falhas frequentes, como nosso compromisso com a esperança e com um mundo mais pacífico e mais justo.

Tradução livre do Ora et Labora

Extraído do livro Meditação de Dom Laurence Freeman*

*Dom Laurence Freeman OSB é monge beneditino da congregação olivetana de Monte Oliveto Maggiore. Ele nasceu em Londres em 1951 e estudou na Universidade de Oxford, onde alcançou o Grau de Mestrado em Literatura Inglesa. Trabalhou em jornalismo, adquirindo também experiencia no Merchant Banking, antes de se tornar monge Beneditino na Abadia de Ealing em Londres.
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15
Agosto

DOMINGO, 20 DE AGOSTO DE 2017: ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA.

POSTADO POR ADMIN ÀS 10:55
Marcel Domergue, jesuíta

Bendita és tu entre as mulheres! A mulher que traz o sol por manto e a lua sob os pés é uma das nossas, que acreditou, esperou e amou, até que Deus a tivesse assumido para sempre. 'Bendita és tu, Virgem Maria, na glória do teu Filho!'

TEXTOS DESTE DOMINGO


1ª leitura: 'Uma Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés' (Apocalipse 11,19;12,1.3-6.10)

Abriu-se o Templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a Arca da Aliança. Então apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.

Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar.

Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: 'Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo'

2ª leitura: 'Em primeiro lugar, Cristo; depois, os que pertencem a Cristo' (1 Coríntios 15,20-27)


Irmãos: Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Com efeito, 'Deus pôs tudo debaixo de seus pés'.

Evangelho: 'O Todo poderoso fez grandes coisas em meu favor: elevou os humildes' (Lucas 1,39-56)

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu'.
Então Maria disse: 'A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre'. Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.


POR QUE ESTA FESTA?


Muitos cristãos se perguntam: por que razão a Igreja nos impõe este dogma, à primeira vista tão estranho, sem raiz nas Escrituras, e que tem o condão de irritar os irmãos da Reforma? Vou procurar responder. Podemos divisar na «proclamação» deste dogma ao menos três níveis. O primeiro é um nível racional, dedutivo: sobre quais razões apoia-se a sua formulação. O segundo, é o do «imaginário» : querendo, podemos explicitá-lo da seguinte forma: que imagens faz este dogma brotar em nós? O terceiro nível, vamos chamá-lo de «simbólico»: em que sentido ou por qual convicção, poderia este dogma propiciar o encontro, um «consenso», entre os crentes?

1. AS RAZÕES

Podemos dizer que a grande razão é uma razão de simetria: Deus fez da carne de Maria a sua morada, logo, a morada da carne de Maria deve ser Deus. É a consciência de um liame indissolúvel entre a humanidade de Cristo e a humanidade de Maria. Onde está o Filho, aí também deve estar a sua mãe. Nas representações clássicas, inspiradas aliás nas Escrituras, somos destinados à ressurreição «no último dia» (cf. João 6). Deixemos em suspenso por ora o sentido deste tempo de espera, como também o conteúdo da palavra «ressurreição». Cristo, retomando a vida, antecipa de alguma forma o final dos tempos.
  A sua ressurreição é a presença entre nós do «último dia», no coração mesmo da nossa história. Falar da Assunção de Maria é dizer que, também para ela, em razão da sua solidariedade com Jesus, «os tempos se cumpriram». Para ela, o último dia do mundo coincide com o momento da sua morte. E por que isto é necessário? Por uma razão de fé, sem dúvida. Já expliquei muitas vezes que a fé nos faz antecipar, atravessar o tempo, transportando-nos para o «final»: «Crede que já o recebestes e assim será para vós» (Mc 11,22). Ora, o que caracteriza Maria, conforme as Escrituras, é a perfeição da fé. A Assunção nos diz que a aventura corporal de Maria ajusta-se intimamente à sua atitude espiritual. Tomaz de Aquino (em sequência a Santo Agostinho) já dizia a seu respeito, tendo em vista a concepção de Jesus: «Ela concebeu no espírito, antes de conceber em sua carne». Seu acolhimento da Palavra, pela fé, foi que resultou em seu acolhimento do Verbo em seu corpo. A «natureza» segue o espírito e as montanhas são movidas.

2. AS IMAGENS

A imagem que se impõe pela Assunção é a de Maria glorificada, unida a Jesus à direita do Pai. A partir daí, as sensibilidades individuais podem tomar diferentes direções. Podem afundar-se em «mariolatria», fazendo de Maria uma espécie de deusa. Podem dirigir-se a ela, pedindo para nos «conceder graças», o que é uma aberração, pois a única fonte da graça é Deus. Podem considerá-la uma espécie de intermediária ; o que, em certo sentido, é aceitável, mas pode nos fazer esquecer que um só é o «mediador»: o Cristo. Maria nos remete sempre para o Cristo, tal como em Caná. Podemos ver também, na  Assunção, uma glorificação da mulher ou, mais particularmente, da maternidade. O liame «carnal» está implicado nesta exaltação.

3. O "SIMBOLO"

Parece-me que todos os cristãos poderiam ver no dogma da Assunção a afirmação de que o combate milenar do nascimento do homem novo, que é o Cristo, e que também somos nós, combate que o Apocalipse nos apresenta de modo figurado, termina resultando na glória, na vitória de homens e mulheres sobre todo o mal. Vitória que é dada por Deus, mas que se torna nossa. Ora, não basta o Cristo, para significar isto? Sim, por certo, mas Cristo é o Salvador; Maria é a primeira a ser salva, porque foi a primeira que acreditou. Foi por ela que Deus se inscreveu em nossas genealogias; e, a partir dela, esta inscrição diz respeito a todas as genealogias. Através dela, ficamos sabendo que a vitória de Cristo transborda do indivíduo Jesus. E este transbordamento atinge todos os homens, do primeiro ao último. Assim, pois, Maria, sendo assumida por Deus, é a imagem de nosso próprio futuro.


Marcel Domergue, jesuíta

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Agosto

Papa reza o Angelus na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

POSTADO POR ADMIN ÀS 10:49
Da Redação, com Rádio Vaticano

Na reflexão antes da oração mariana, Santo Padre destacou exemplo de virtude e fé de Maria

Nesta terça-feira, 15, Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Aqui no Brasil, a solenidade é celebrada no domingo seguinte, neste ano dia 20.

A reflexão do Pontífice antes da oração foi a partir do Evangelho do dia, que narra a visita de Maria à sua prima Isabel para ajudá-la em seus últimos meses de gestação. Segundo o Papa, o maior presente que Maria leva à sua prima, e ao mundo inteiro, é Jesus, que já vive nela.

?Na casa de Isabel e de seu Marido Zacarias, onde primeiro reinava a tristeza pela falta dos filhos, agora há a alegria de uma criança a caminho: uma criança que se tornará o grande João Batista, precursor do Messias. E quando Maria chega, a alegria transborda e explode dos corações, porque a presença invisível mas real de Jesus preenche tudo de sentido: a vida, a família, a salvação dos povos?.Tudo!?.

Esta alegria plena, explicou o Papa, se exprime com a voz de Maria na oração do Magnificat, um canto de louvor a Deus que faz grandes coisas através de pessoas humildes, porque a humildade é como um vazio que deixa espaço a Deus.

?O Magnificat canta o Deus misericordioso e fiel, que cumpre o seu desígnio de salvação com os pequenos e pobres, com aqueles que têm fé Nele, que confiam na sua Palavra, como Maria. Eis a exclamação de Isabel: ?Bem aventurada és tu que creste? (Lc 1, 45). Naquela casa, a vinda de Jesus através de Maria criou não só um clima de alegria e de comunhão fraterna, mas também um clima de fé que leva à esperança, à oração, ao louvor?.

Celebrando, portanto, a Assunção de Maria ao Céu, o Papa destacou o desejo de que tudo isso aconteça hoje nas casas das pessoas: que Maria traga às famílias, às comunidades a graça que é Jesus Cristo. Francisco acrescentou que, levando Jesus, Maria leva também uma alegria nova, uma nova capacidade de atravessar com fé os momentos mais dolorosos e difíceis, a capacidade da misericórdia.

?Maria é modelo de virtude e de fé. Ao contemplá-la hoje assunta ao Céu, o cumprimento final do seu itinerário terreno, agradecemos a ela porque sempre nos precede na peregrinação da vida e da fé. É a primeira discípula. E lhe pedimos que nos proteja e nos sustente; que possamos ter uma fé forte, alegre e misericordiosa?, concluiu o Papa.

Fonte: Canção Nova
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