08
Novembro

Faíscas de Sabedoria

POSTADO POR ADMIN ÀS 08:41
 
Então eles chamaram apatheia, a saúde da alma. É quando você está trabalhando de uma maneira bonita e sincronizada. Seu corpo, sua mente, seu espírito, seu trabalho, sua vida interior estão juntos e tudo está indo bem, e você sente energia. O estado de apatheia é uma energia saudável centrada no outro. Você não está mais colapsado em si mesmo na solidão, depressão e egoísmo. Mas você está energizado para se afastar de si mesmo para outras pessoas, você ama o serviço que pode dar a outras pessoas. Então apatheia é um resultado natural que virá assim como o sol acabará brilhando depois de um dia de chuva. É um estágio natural no ciclo.
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01
Novembro

Solenidade de todos os Santos

POSTADO POR ADMIN ÀS 10:27


Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação

"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito'" (Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles".

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7,9).

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus" (Ef 2,19).

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!


Fonte: Canção Nova
01/11/2018
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01
Novembro

Domingo, Solenidade de Todos os Santos e Santas - Ano B 04/11/2018

POSTADO POR ADMIN ÀS 08:12


«Deus quer que todos os homens sejam salvos» (1 Timóteo 2,3-4). A dupla visão de João, no Apocalipse, ilustra perfeitamente a extensão deste projeto divino da Salvação. As Bem-aventuranças de Jesus aplicam-se também elas a uma grande multidão anônima e fiel aos valores do Evangelho. A Solenidade de Todos os Santos e Santas não é uma festa para pessoas que estão mortas; é a festa dos vivos, vivos do passado, do presente e do futuro! É a festa da alegria de estarmos todos reunidos, em comunhão com Deus.

Textos deste Domingo

1ª leitura: «Vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, que ninguém podia contar» (Apocalipse 7,2-4.9-14).

Leitura do Livro do Apocalipse de São João

Eu, João, vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: "Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus".

Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel.

Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. Todos proclamavam com voz forte: "A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro".

Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos Anciãos, e dos quatro Seres vivos, e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: "Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém". E um dos Anciãos falou comigo e perguntou: "Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram?"

Eu respondi: "Tu é que sabes, meu senhor".

E então ele me disse: "Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro".


2ª leitura: «Seremos semelhantes a Ele, porque o veremos tal como Ele é» (1 João 3,1-3).

Leitura da Primeira Carta de São João

Caríssimos: Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai.

Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.

Evangelho: «Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus» (Mateus 5,1-12).

Anúncio do Evangelho (Mt 5,1-12a)

Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los:

"Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.

Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.

Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus".


Dia de festa

Trazemos hoje à nossa memória todos aqueles nos quais o povo cristão reconheceu a semelhança com Cristo. Não só estes que já estão «salvos». A estes, dos quais não excluímos ninguém, voltamos os nossos pensamentos no dia 2, dia dos «Fiéis Defuntos», principalmente aos que conhecemos e que foram importantes em nossas vidas. Nestas duas festas celebramos a vitória de Deus, em Cristo e por Cristo: vitória de Deus que se revela como vitória nossa. Nesta Solenidade de Todos os Santos, em tempos que não forçosamente nos convidam à alegria, mas nos quais a luz parece recuar diante das trevas, celebramos a nossa esperança na vitória do dia sobre a noite, da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio e o desprezo pelo outro. Santos e Santas são, com efeito, seres humanos que deixaram suas vidas serem governadas por este amor que é o próprio Deus e que está sempre ativo em nós e por nós. É Deus sempre presente em nossos dias e em nossas noites. Não esqueçamos que todos estes a quem chamamos de santos são uma só peça conosco: com eles formamos um só corpo. Mesmo que, para nós, ainda sejam uma figura apenas do nosso futuro, a sua vida e sua força já nos habitam desde agora. É isto o que queremos dizer, ainda que desajeitadamente, quando falamos em sua «intercessão». Compartilhemos, pois, da sua alegria: estes não são dias de luto, mas de festa. Nossa fé e nossa esperança não estarão à altura se não chegarmos até aí. Não cedamos à tristeza por causa de nossos dias difíceis: não esqueçamos que a luz do Cristo ressuscitado vem iluminar os nossos infernos.

Declarados "bem-aventurados"

O evangelho de hoje, trazendo as primeiras linhas do Sermão da Montanha segundo Mateus, é a uma só vez introdução e substância de toda a «Nova Aliança». Assim como Moisés havia subido o Sinai, para receber da boca de Deus a primeira Lei, assim também Jesus «subiu à montanha». Se o evangelista escreveu que ele «pôs-se a falar», este é um detalhe que fala por si só: é para nos fazer compreender que estamos assistindo a um verdadeiro começo, e que este Jesus que se pôs a falar veio substituir ao que outrora havia falado a Moisés. A primeira coisa que Jesus nos anuncia é a felicidade; uma felicidade que não é objeto de uma conquista, mas é um dom, como veremos. É um dom que se faz um só com a santidade que hoje festejamos. Contrariamente a outros textos, as Bem-aventuranças não estão no imperativo. Jesus não disse: «Sejais pobres? Buscai a justiça etc.» Não se trata de nenhuma espécie de tratado de moral, mas de uma constatação, de uma revelação. Uma revelação necessária, pois não é evidente que felicidade e pobreza de espírito ou perseguição por causa de nossa ligação com o Cristo façam imediatamente um bom casamento; mesmo se os Apóstolos, flagelados sob a ordem do Sinédrio, «regozijavam-se, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo Nome» de Jesus (Atos 5,41). Felizes imediatamente, portanto, e não somente mais tarde, na «vida eterna», porque nossa fé, hoje, é antecipação de nosso futuro «bem-aventurado».

Quem é bem-aventurado?

As Bem-aventuranças, mesmo que resumindo toda a mensagem evangélica, não prescrevem nenhum dever para com Deus ou para com o Cristo. No texto, em nenhum lugar está dito: «Bem-aventurados os que amam a Deus acima de todas as coisas» ou «Bem-aventurados os que seguem o Cristo». Mas encontramos aqui algo que lembra Mateus 25,31-46, quando Jesus revela que quem tiver alimentado o seu próximo, é a si mesmo que teria alimentado. Ainda que disto sequer tenha consciência. Assim, os destinatários das Bem-aventuranças, os declarados bem-aventurados, podem ser muçulmanos, budistas, ateus etc. A Igreja não tem o monopólio da santidade. Mas o povo que crê em Cristo sabe e proclama que todos os que não adoram a riqueza, todos os que sofrem, os que buscam a justiça, que perdoam? são animados por este Verbo, que é o fundamento de toda a existência e de toda a verdade e que, em Cristo, assumiu uma face humana. Ao festejar a «Solenidade de Todos os Santos e Santas», não estamos celebrando uma festa da família. Pois o Espírito sopra onde quer e nos lugares os mais inesperados. Com certeza, temos o encargo de anunciar o Evangelho e apresentar o Cristo como portador de toda a verdade humana, e que é ao mesmo tempo verdade divina. Mas temos antes de tudo de identificar o Cristo em todo lugar em que ele se manifeste, sendo que ele só é perceptível aos olhos da fé. E então veremos que ele preenche todo o universo. Mesmo sendo muitas vezes ignorado, está sempre em ação, para distribuir a felicidade.

Marcel Domergue, jesuíta (tradução livre de www.croire.com pelos irmãos Lara)

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01/11/2018
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