17
Setembro

MEDITAÇÃO EM MOVIMENTO - MINDFULNESS

POSTADO POR ADMIN ÀS 11:17

Sábado, 15 de setembro de 2018, no Parque Dr. Luiz Carlos Raya de Ribeirão Preto, realizamos caminhada meditativa.
Tudo bem preparado pelo entusiasmo da Marina, nossa professora de Yoga.
Marina, Pedro, Giuliana e Mario explicaram o significado da prática.
Giuliana conduziu a caminhada. Depois meditamos na imobilidade de lótus ou sentados na relva, sob a orientação da Marina.
No final, Dario, teólogo presbiteriano, frisou a importância da meditação como pratica saudável e proveitosa em as ações humanas, desde as mais corriqueiras como lavar os pratos ou também das mais importantes.
Finalizou-se com a reza do Pai Nosso de mãos dadas e um caloroso abraço.
O grupo viveu momento de intensa espiritualidade, prescindindo das diversas religiões dos participantes.

Segue fotos:



A seguir palavras do Mario Palumbo:

Costumamos meditar nas igrejas, capelas, em nossas casas. Meditamos sentados, em posição de lótus em plena imobilidade.
Realizamos assim através do mantra uma caminhada ao nosso centro, onde ficamos morando conosco mesmo.
Através da quietude exterior e interior, silenciamos a mente, chegamos ao íntimo do nosso ser onde encontramos a paz.
Para os que acreditam em Deus, esta paz é o próprio Deus.
Para nós cristãos é o mestre interior - Jesus Cristo - que nos habita e que nos leve ao Pai através do Espírito Santo.
Estamos aqui neste bonito parque que leva o nome do saudoso e benemérito Dr. Raya. Este parque agora mais ainda é templo de Deus, na exuberante natureza que canta seus louvores.
Aqui, agora meditaremos não mais na imobilidade, mas caminhando devagar experimentando o nosso caminhar, o nosso ser.
A cada passo beijamos com os nossos pés a madre terra e lhe agradecemos por ela tudo nos doar, somos parte dela.
Muitas vezes a maltratamos, pensamos que somos donos dela, e de termos poderes absolutos sobre ela.
A cada passo tomamos consciência do amor e respeito que lhe devemos prestar como a mãe carinhosa.

A cada passo tomamos consciência dos nossos pés, sentimos as nossas pernas, joelhos, coxas, prestamos atenção a todo o nosso corpo, dádiva divina e da madre terra que o alimenta.
Nossa atenção plena e exclusiva vai para o nosso caminhar, para cada nosso passo.
Fixamos nosso olhar para a terra olhando para um metro ou pouco mais na nossa frente.
Assim estaremos peregrinando para o nosso interior, para nosso eu mais profundo, aquele sonhado por Deus desde toda a eternidade para cada um de nós. Abraçando e beijando a madre terra com nossos calcanhares, abraçamos também todo o nosso corpo e cada membro dele, não como nossa propriedade, mas como sublime dádiva divina, que nos chega através da natureza que nos envolve e dá vida.
Aí no centro mais profundo do nosso ser, encontramos a nós mesmos, na sua plenitude, e na pureza imaculada do primeiro palpitar do nosso coração.

Pensamentos, preocupações e distrações vão assaltar nosso caminhar contemplativo, gentilmente deixaremos passar estes pensamentos e voltaremos ao nosso centro, à nossa atenção plena, à nossa caminhada, passo lento após passo.
Na nossa caminhada para o coração do nosso ser, estamos mergulhados no ar, no oxigênio como peixes dentro do oceano.
O ar que nos dá vida é oxigênio, o ar, o vento que nos acaricia.
E a vida de Deus, é o oceano do amor dEle que nos acaricia e no qual "vivemos, respiramos, existimos e somos".
Ele, Deus, passeia conosco nesta caminhada rumo à plenitude do ser, como no jardim do Éden, como amigo, irmão e pai.
Em volta de nós temos árvores, flores, passarinhos, borboletas e insetos, todas criaturas que Ele nos apresenta para delas cuidarmos e lhes conferir um nome como bichos de estimação.
Como caminhantes em direção à unidade nossa e universal, em nosso redor temos nossos irmãos, ossos dos nossos ossos e carne da nossa carne, todos imergidos no turbilhão do amor e da paz.
Todos nos pertencem e nós pertencemos a cada um deles com a missão de cuidar de cada qual como irmãos. Assim formarmos um só corpo e um só espírito.
Tudo isso aqui e agora e ao longo de todos os nossos dias.
Caminhamos silenciosamente porque no silêncio dissemos a palavra mais amorosa e nela nos sentimos mais irmãos.
Aliás é a única PALAVRA DO PAI, O VERBO DE DEUS, FEITO HOMEM, QUE SURGE NO MAIS PROFUNDO SILÊNCIO QUE SUPERA QUALQUER IMAGINAÇÃO, SENTIMENTO, OU INTENDIMENTO, PORQUE SEU AMOR É PARA SEMPRE!

"Enquanto todas as coisas estavam mergulhadas em profundo silêncio e a noite no seu curso ia a meio do cominho, a vossa Palavra onipotente, Senhor, baixou dos Céus, do seu trono real." (Sb XVIII,14-15)

17/09/2018
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separa
17
Julho

De reike à meditação: médica Catalina leva fé e terapias alternativas para hospitais

POSTADO POR ADMIN ÀS 11:21
Vale a pena ler de novo! História publicada pela primeira vez em 6 de fevereiro de 2018!

- Eu era totalmente descrente. Não acreditava nem que eu iria viver.
Catalina tinha entre 25 e 26 anos e recém começara a atuar como médica.
Caminhava pela praça XV, no Centro de Ribeirão Preto, quando teve um sangramento.
A gravidez nas tubas uterinas culminou com uma ruptura e foi preciso que um guarda a levasse no colo por 1,5 quilômetros, até a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas, instituição onde Catalina já atuava.
- Foi um impacto muito forte saber que eu poderia morrer. E, como médica, eu sabia o que estava acontecendo. Sabia dos riscos de um sangramento abdominal.
Um colega de trabalho passou pelo corredor do hospital e, vendo o pranto dela, decidiu ficar.
- Ele pegou minha mão e disse que iria ficar do meu lado. Foi tão importante. Era a única coisa que poderia me ajudar. Foi um anjo...
Catalina, depois de alguns dias de tratamento, voltou bem para casa.
Não era a mesma, porém. No susto de quase-morte, com a perda do bebê, mudou tudo dentro de si.
- Ver o quanto Deus é importante na vida da gente me transformou. Eu aprendi, no medo de morrer, que eu quero muito viver.
Quase três décadas depois, a psiquiatra Catalina Camas Cabrera se tornaria coordenadora da Rede de Apoio Espiritual de Ribeirão Preto e Região, que hoje envolve cinco hospitais e mais de 150 mensageiros voluntários, representantes de religiões diversas.
O objetivo não é doutrinar, mas levar conforto através da espiritualidade, respeitando as crenças de cada um. A rede tem foco em pacientes do setor de cuidados paliativos, mas se estende para todos os outros que precisam de apoio, além de familiares e equipe médica.
Catalina ainda promove a inserção de terapias complementares no tratamento de pacientes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
- Acredito que o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto é o único hospital do Brasil com projeto de terapias complementares definido.
O hospital Beneficência Portuguesa também está começando a implantar as terapias.
Reiki, meditação, acupuntura, musicoterapia, massoterapia, Johrei somam forças com o tratamento protocolar.
- Tudo isso só traz bons frutos. Traz bem estar do início até o final. Eu posso dizer porque já experimentei todas essas terapias e sei como elas são importantes.
Catalina, 60 anos, que não acreditava nem que iria viver, hoje é uma médica de fé.


Entre um flerte e outro, a Medicina surgiu para Catalina.
Ela diz que nunca teve notas muito altas, mas só foi descobrir anos depois que o déficit de atenção poderia ser uma causa. No colegial, conheceu um moço e começou uma paquera.
Ele queria ser médico e Catalina ficava encantado ao vê-lo falar sobre o que queria fazer.
- Ele apareceu na minha vida para me mostrar o quanto sou apaixonada pela Medicina.
Passou na Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto em 1977, aos 19 anos e, quando veio conhecer as instalações, soube que não iria mais embora.
- Essa coisa de entrar pelo lago e enxergar o hospital lá em cima impressiona! Eu senti que vinha para ficar!
O suspiro de encantamento é o mesmo do primeiro dia.
Decidiu pela Psiquiatria quando começou a fazer terapia com um psiquiatra.
- Eu tinha medo. E ele me dizia: ?Da loucura todo mundo tem medo?. Descobri que tinha a ver comigo: ouvir as pessoas, entender a natureza delas.
Em 1987, entrou no concurso para médica. E, de fato, não deixou mais o Hospital das Clínicas de Ribeirão.
- O HC está dentro de mim.



Conta que, desde o início, sua atuação médica priorizava a humanização.
Atuou no setor de interconsultas (que cuida do hospital como um todo, focando na saúde mental); participou do lançamento do projeto Brincar, que leva alegria para as crianças internadas; ajudou a implantar o Seavidas (Serviço de Atenção à Violência Doméstica e Agressão Sexual); passou a atuar no setor de cuidados paliativos.
- Eu passei a ver o hospital como um todo. O sofrimento dos pacientes, da equipe? as coisas que tocam o paciente tocam a gente. Comecei a perceber a importância de humanizar mais o hospital.
A Rede de Apoio Espiritual foi criada em 2010, vinculada ao setor de cuidados paliativos, que atende pacientes que não têm mais a possibilidade de cura.
Catalina conta que havia muitas reticências na implantação de algo tão profundo.
- Aconteceram abusos, com o uso de religião e até de rituais dentro do hospital. Muitos hospitais haviam fechado as portas.
Começaram organizando uma equipe que pudesse pensar junto.
- Nós queríamos preparar pessoas para prestar apoio espiritual digno. Não são religiosos. São mensageiros. Vão até o paciente com disposição de escutar, conversar ou apenas estar junto. É preciso um perfil de abertura.
Hoje, todos os pacientes que têm interesse recebem apoio espiritual, sejam do setor paliativo ou não. Além de toda a equipe médica.
Só no Hospital das Clínicas, em 2017, eram 165 voluntários cadastrados. A médica enfatiza que todos são treinados, para que possam entender a questão central do apoio que levam.
- Não é religião. É apoio espiritual.
Apoio que vem em diversas formas. Os mensageiros visitam os hospitais diariamente, atendendo demandas de pacientes internados ou apenas oferecendo apoio a quem se mostra aberto a receber.
Muitos pacientes, que não têm mais a possibilidade de cura, encontram no apoio espiritual o conforto para a ansiedade, a possibilidade de realizar últimos desejos, a última oração.
Os pacientes que estão em tratamento são fortalecidos pela fé a continuar lutando.
- O paciente sente que pode conduzir aquele momento. Busca assuntos que interessam a ele. Sabe que tem alguém ali, disposto a ouvir.
Hoje, Catalina acredita em Deus. Um Deus que integra tudo e dá livre arbítrio.
- Eu não acredito em um Deus intervencionista. Nós podemos fazer o que for para evoluir. Nós temos que fazer nosso caminho.
Defende que o médico é, como todos, um ser humano.
- Essa ideia do médico frio é uma barreira. Na formação médica não há preparo para a espiritualidade. Isso está sendo feito agora, aos poucos.
A psiquiatra entende que a cultura do brasileiro pede mais que o tratamento convencional.
- Eu não conheço uma pessoa que tenha se tratado do câncer só com a medicina alopática. As pessoas buscam mudar a energia, a alimentação, as terapias.
Há 15 anos, todos os dias, pela manhã e à noite, ela tira 10 minutos para meditação. Acredita que a prática ajudou no déficit de atenção.
Quer continuar compartilhando o que tanto faz bem.
- Eu tenho muita energia para realizar!
Para Catalina, a vida é assim: feita de pedaços determinantes, como aquele de quando tinha 25, 26 anos e sentiu medo de morrer.
- A vida da gente é feita de histórias lindas. Há muita delicadeza. As coisas estão no sutil.
É uma médica de fé.
Acredita, acima de tudo, na profundidade de cada um. E na sua própria.

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17/07/2018
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separa
13
Junho

Troca de correspondência entre Mario Palumbo e Paulo Jorge Lucio, ambos padres casados.

POSTADO POR ADMIN ÀS 10:11
Mario:

Caro Paulo, seu artigo a respeito do ecumenismo e o "Extra Eclésia nulla salus" é muito bom e apropriado especialmente para eclesiásticos ou teólogos. A grande maioria do povo está anos luzes longe disso. O bom senso está com a tradicional teologia que admite a salvação para todos que mesmo não conhecendo Cristo seguem a sua consciência

Paulo:

Meu irmão, me lembro sim de quando estudei o Tratado De Ecllesia ter aprendido que o conceito de Igreja é abrangente e envolve não apenas os batizados, mas também os não batizados (por exemplo, índios e outros) que vivem retamente segundo a Lei Natural. Todos podem se salvar, e é isto que é a vontade do Pai, que todos se salvem.
Quanto ao axioma de São Cipriano ( 258), Bispo de Cartago, "Extra Ecclesiam Nulla Salus", que ele escreveu quando se deparou com a Questão Donatista. Cipriano foi contra a readmissão aos sacramentos dos cristãos "caídos", isto é, dos que haviam renegado a Fé para escaparem do martírio. O argumento de Cipriano era este: "extra ecclesiam nulla salus". Isto foi no terceiro século que a situação ocorreu concretamente e suscitou em Cipriano esta reação, mas no IV Concílio de Latrâo, em 1215, este axioma se tornou Dogma da Fé Católica. Depois, mais tarde, com a Reforma, no século XVI, alguns reformadores, como por exemplo, João Calvino, encamparam esta verdade católica e a inseriram no seu catecismo. Portanto, o axioma "fora da Igreja não há salvação" tanto é aceito por católicos como por protestantes, pelo menos por parte deles, já que o protestantismo está tão dividido que não se pode falar deles como um bloco homogêneo.
Eu, particularmente, também penso assim. Até porque na Teologia aprendi que uma das imagens da Igreja no Antigo Testamento é a Arca de Noé. Fora dela ninguém se salvou. Isto é bíblico e eu aceito isto tranquilamente.
Penso que a salvação é obra de Cristo (Cabeça), mas ele a realiza através do ministério de sua Igreja (seu Corpo). Isto também é bíblico. Está muito claro nos Evangelhos e em todo o Novo Testamento. É a Igreja quem prega e batiza. A pregação e os sacramentos são o ministério próprio da Igreja. Cristo mandou batizar (Marcos 16, 16) e o apóstolo Paulo diz que "a fé vem por ouvir a pregação" (Romanos 10, 17). Isto quem faz é a Igreja no seu ministério. Logo, conclui-se que é Cristo que salva usando a mediação ou o ministério da Igreja.
Penso que isto ficou muito claro na exposição que fiz no meu artigo "A Exclusividade de Cristo para a Salvação e o Diálogo Inter Religioso" que você publicou ontem no seu site. Portanto, assim como você, eu também aceito perfeitamente o axioma de São Cirpiano "extra Ecclesiam nulla salus?, porque entendo que a salvação, que é obra de Cristo, se realiza dentro do seu corpo que é a Igreja, desde que se entenda Igreja num sentido mais amplo, como aprendemos no De Ecclesia, significando não somente a reunião dos batizados, mas de todos os povos que vivem retamente segundo os ditames da Lei Natural dada por Deus a cada indivíduo.
Um grande abraço para você. Paulo J. Lúcio.




13/06/2018
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