20
Março

Se caminhamos na luz, também iluminamos os passos uns dos outros

POSTADO POR ADMIN ÀS 16:18



Jesus é luz que ilumina tanto o interior quanto o exterior. Somente quando nos aproximamos da luz é que podemos, de fato, conhecer quem somos e para onde caminhamos. Afastados da luz, tornamo-nos cegos e nos distanciamos da missão e do propósito de Jesus. Quando iluminados, somos chamados a viver a vida de Jesus de forma pública, ou seja, inseridos na realidade do cotidiano a fim de transformá-lo.

Primeira Leitura (1Sm 16,1b.6-7.10-13a)
Leitura do Primeiro Livro de Samuel:
Naqueles dias, o Senhor disse a Samuel: 1bEnche o chifre de óleo e vem para que eu te envie à casa de Jessé de Belém, pois escolhi um rei para mim entre os seus filhos. 6Assim que chegou, Samuel viu a Eliab e disse consigo ?Certamente é este o ungido do Senhor!? 7Mas o Senhor disse-lhe: Não olhes para a sua aparência nem para a sua grande estatura, porque eu o rejeitei. Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração?.
10Jessé fez vir seus sete filhos à presença de Samuel, mas Samuel disse: ?O Senhor não escolheu a nenhum deles?. 11E acrescentou: ?Estão aqui todos os teus filhos??
Jessé respondeu: Resta ainda o mais novo que está apascentando as ovelhas?. E Samuel ordenou a Jessé: ?Manda buscá-lo, pois não nos sentaremos à mesa enquanto ele não chegar?. 12Jessé mandou buscá-lo. Era Davi, ruivo, de belos olhos e de formosa aparência. E o Senhor disse: ?Levanta-te, unge-o: é este!?
13aSamuel tomou o chifre com óleo e ungiu a Davi na presença de seus irmãos. E a partir daquele dia o espírito do Senhor se apoderou de Davi.


 I leitura: 1Sm 16,1.b.6-7.10-13a
A primeira leitura nos mostra uma reviravolta na história de Saul. Mesmo ele estando vivo, um novo rei é ungido. Certamente o texto da primeira leitura é pró-Davi. O aspecto que se procura mostrar é que Davi é superior a Saul. Todo o texto é construído nessa perspectiva de elevar Davi e rebaixar Saul. Para reforçar essa concepção, é o próprio Deus que envia Samuel. A missão deste é muito específica, não há como errar. Samuel, contudo, erra. Ao ver Eliab, logo pensa ser este o ungido de Javé. O profeta possivelmente ficou impressionado com a aparência e a estatura de Eliab. Parecia, aos seus olhos, que aquele possuía todas as características para ser ungido rei. Todavia, o próprio Deus intervém: ?Não se impressione com a aparência ou estatura dele. O homem vê as aparências, e Javé olha o coração? (v. 7). Samuel precisaria olhar com os olhos de Deus, e não de forma limitada, como até então fazia. Um após o outro, foram apresentados os sete filhos a Samuel, e todos foram desaprovados. Diante desse fato, Samuel pergunta: ?Estão aqui todos os seus filhos?? Jessé, o pai, responde: ?Falta o menor? (v. 11). O menor havia se tornado invisível aos olhos do pai e dos irmãos. O menor representaria o mais fraco e o menos capaz, como aquele em quem falta maturidade. Invisível aos olhos de todos, mas visível aos olhos de Javé. O menor ? Davi ? é chamado e, para surpresa de todos, é ungido, tendo, a partir desse dia, o espírito de Javé se apoderado dele. A ação de Javé quebra os paradigmas instituídos. O relato da unção de Davi traz à memória a vocação de Gedeão para ser juiz. Diante do chamado de Deus, Gedeão responde: ?Por que eu? Eu sou o menor dos meus irmãos, e o clã a que pertenço é o mais pobre? (Jz 6,15). Olhar com os olhos de Deus permite enxergar a história desde seu reverso, ou seja, na perspectiva dos menores.
Segunda Leitura (Ef 5,8-14)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:
Irmãos: 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz. 9E o fruto da luz chama-se: bondade, justiça, verdade. 10Discerni o que agrada ao Senhor. 11Não vos associeis às obras das trevas, que não levam a nada; antes, desmascarai-as. 12O que essa gente faz em segredo, tem vergonha até de dizê-lo. 13Mas tudo que é condenável torna-se manifesto pela luz; e tudo o que é manifesto é luz. 14É por isso que se diz: ?Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá?.


II leitura: Ef 5,8-14
O projeto de Jesus é que se caminhe na luz. Afinal, ele próprio é a luz que ilumina o mundo. Consequentemente, a única possibilidade para aqueles e aquelas que desejam seguir o caminho de Jesus é brilhar como o próprio mestre. Engana-se, porém, quem pensa que o tema da luz seja abstrato e imaterial. Não se trata de metáfora que leva ao isolamento ou à alienação. A luz requerida por Jesus produz frutos, ou seja, é útil não somente para a pessoa que brilha, mas, principalmente, para as demais pessoas. E qual seria o fruto da luz? Surpreendentemente, o texto bíblico nos informa que são três os frutos: bondade, justiça e verdade. A surpresa reside no fato de que, a princípio, o texto bíblico fala no singular (fruto da luz) e apresenta o resultado no plural (três frutos). Possivelmente o texto queira dizer que o fruto da luz se expressa de forma múltipla e simultânea. Aquele e aquela que caminham na luz produzem em seus caminhos, continuamente, gestos de bondade, justiça e verdade. Caminhar é expressão cara nos textos bíblicos. Trata-se de expressão que indica desacomodação e desalojamento. Caminha-se para construir o Reino. Caminha-se não para fugir das trevas, e sim para produzir frutos da luz que denunciem as obras das trevas. Nesse sentido, é possível perceber a responsabilidade pública e cidadã de cada discípulo e discípula de Jesus.

Anúncio do Evangelho (Jo 9,1.6-9.13-17.34-38 ? Forma breve.)
Naquele tempo, 1ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 6E cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7E disse-lhe: ?Vai lavar-te na piscina de Siloé? (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. 8Os vizinhos e os que costumavam ver o cego ? pois ele era mendigo ? diziam: ?Não é aquele que ficava pedindo esmola?? 9Uns diziam: ?Sim, é ele!? Outros afirmavam: ?Não é ele, mas alguém parecido com ele?. Ele, porém, dizia: ?Sou eu mesmo!?
13Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. 15Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: ?Colocou lama sobre os meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!?
16Disseram, então, alguns dos fariseus: ?Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado?. Mas outros diziam: ?Como pode um pecador fazer tais sinais??
17E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: ?E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?? Respondeu: ?É um profeta?.
34Os fariseus disseram-lhe: ?Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?? E expulsaram-no da Comunidade. 35Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: ?Acreditas no Filho do Homem?? 36Respondeu ele: ?Quem é, Senhor, para que eu creia nele?? 37Jesus disse: ?Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo?. Exclamou ele: 38?Eu creio, Senhor!? E prostrou-se diante de Jesus.


Evangelho: Jo 9,1-41
No evangelho de hoje, encontramos Jesus diante de uma pessoa que havia nascido cega. Talvez fosse um encontro rotineiro, mas tomará todo o capítulo 9 para ser narrado. O homem cego se torna o centro das atenções, tanto para os discípulos como para os fariseus. Ambos os grupos, ou seja, discípulos e fariseus, olham para a direção errada. As preocupações externadas por eles não são relativas ao ser humano que sofre por causa de sua condição física ? o cego era mendigo. Era, na verdade, alguém condenado a viver na periferia da vida. Ele não via nada, e as pessoas, arbitrária e artificialmente, não conseguiam enxergá-lo. Diante do sofrimento físico e econômico do homem cego, discípulos e fariseus desejam discutir sistemas teológicos. Preferiam um sistema teológico que não se relacionava com a proteção da vida. De que vale uma teologia que não cuida das pessoas, principalmente das mais fragilizadas? Jesus responde à pergunta dos discípulos e vai além. Ele não é um teórico. Para Jesus, a reconstrução da vida é mais importante do que palavras teológicas vazias. Chama a atenção o fato de que o homem cego e mendigo, presumidamente pecador e incapaz de construir palavras teológicas, é que dá verdadeira aula de catequese. Diante da arrogância dos fariseus, que presumidamente se apresentavam como discípulos de Moisés e questionavam a autoridade de Jesus, o cego mendigo responde, de forma categórica: ?Isso é de admirar! Vocês não sabem de onde ele vem. Justamente ele, que abriu meus olhos! Sabemos que Deus não ouve os pecadores, mas aquele que o respeita e faz sua vontade, a este Deus ouve. Nunca se ouviu falar de ninguém que tenha aberto os olhos de alguém que nasceu cego. Se esse homem não tivesse vindo de Deus, não poderia fazer nada? (v. 30-33). Jesus demonstra que mais cego são aqueles que não desejam ver. Explicitamente, os que se julgam detentores da verdadeira religião e juízes de todos os outros que são diferentes do ?modelo? que construíram. Porque são cegos, não conseguem ser luz para aqueles que vivem na periferia da vida. Jesus, aproximando-se do homem cego e mendigo, mostra, de forma bastante clara, que nos aproximamos de Deus quando nos aproximamos dos sofredores deste mundo.

III. Pistas para reflexão
1) Jesus é luz, mas existem aqueles que preferem viver na escuridão da noite. Negligenciam a luz tanto interior quanto exterior. Quais seriam as possíveis maneiras de, iluminados, iluminarmos os caminhos de tantas pessoas que vivem processos de exclusão existencial, emocional, religiosa e social?
2) Aqueles(as) que vivem na luz produzem frutos enquanto caminham: quais seriam os frutos? Bondade, justiça e verdade. Indiquemos em quais ações e/ou comportamentos podemos encontrar os frutos da luz.

FONTE LEITURAS: CANÇÃO NOVA
FONTE COMENTÁRIOS: VIDA PASTORAL

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07
Janeiro

Caríssimos Amigos

POSTADO POR ADMIN ÀS 15:27

Leitura de Domingo, 06 Janeiro 2019
Laurence Freeman, OSB
Dezembro de 2000 WCCM International Newsletter


A atenção é a essência da contemplação. Estamos todos cientes, ou deveríamos estar, de quão fraca e infiel pode ser, a duração de nossa atenção. Por isso, precisamos de uma prática diária de meditação que esteja inserida na rotina de nossa vida privada. Não será pensando a respeito, ou mesmo desejando-a, que faremos crescer nossa capacidade de atenção, mas sim, pela prática. [...] A atenção purifica nossos corações e muda o mundo. Compreendemos isso, a partir do abençoado alívio que sentimos em nossas afições pessoais, quando alguém nos concede sua genuína atenção, ao dela mais precisarmos. A compaixão é o primeiro fruto da atenção. É a vida que flui a partir da morte do egoísmo. [...]

Ouvir o mantra, com atenção, reduz gradualmente a freqüência e a intensidade dos pensamentos e impulsos que nos distraem. Isso dá nova forma, ao que o ego deforma. Passamos a repetir o mantra, para reverberá-lo e ouví-lo com atenção cada vez mais refinada, mais sutil e, mais dedicada. Isso nos alinha à freqüência do Espírito Santo que atravessa todo instante de tempo e toda célula de vida. Em seu silêncio e imobilidade, está a nossa força.

Fonte: Comunidade Mundial para a Meditação Cristã 
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27
Dezembro

Faíscas de Sabedoria

POSTADO POR ADMIN ÀS 09:58

Agora, porém, graças a Jesus Cristo, vós que antes estáveis longe, vos tornastes presentes, pelo sangue de Cristo.
Porque é ele a nossa paz, ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava, abolindo na própria carne a lei, os preceitos e as prescrições. Desse modo, ele queria fazer em si mesmo dos dois povos uma única humanidade nova pelo restabelecimento da paz, e reconciliá-los ambos com Deus, reunidos num só corpo pela virtude da cruz, aniquilando nela a inimizade.
Veio para anunciar a paz a vós que estáveis longe, e a paz também àqueles que estavam perto; porquanto é por ele que ambos temos acesso junto ao Pai num mesmo espírito.

Fonte : Bíblia 
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