O projeto de Deus:

Fazer – se pessoas humana

 

 Natal!

 

            A esta palavra está ligado todo um universo de símbolos: a vela, as estrelas, as bolas resplendentes, o pinheirinho, o presépio, o boi e o asno, os pastores, o bom José e a Virgem, o menino repousando sobre palhas. Eles constituem o eco do maior evento da história: a encarnação de Deus. Nasceram da fé e falaram ao coração. Hoje, entretanto, estes símbolos foram capturados pelo comércio e apelam para o nosso bolso. Apesar de toda a profanização, o Natal guarda ainda sua sacralidade inviolável, sacralidade que é aquela da própria vida. Toda vida é sagrada e remete para um mistério sacrossanto. Por isso todo atentado contra a vida é uma agressão ao próprio Deus. Na Vida do Menino a fé celebra a manifestação da própria Vida e a comunicação do próprio Mistério. A intuição desta profundidade não foi perdida na nossa sociedade secularizada. Em razão disso o Natal é mais do que todos os seus símbolos manipuláveis; é mais rico do que todos os mecanismos do consumo.

Extraído do livro A humanidade e a jovialidade de nosso Deus. Por Leonardo Boff