de: Dr. Vitório Henrique Cestaro
para: Mario Palumbo

Resposta a OPINIÃO DO LEITOR


 

CARÍSSIMOS "FRATELLO" MÁRIO E CUNHADA MARGARIDA:

 

Bom dia com as bênção de Nossa Senhora de Toledo Palumbo, e a certeza que tudo lhes vá correndo bem, sobretudo na preparação, ainda remota, do nosso próximo Encontro, com a certeza que será de palpitante interesse e de total satisfação para os participantes, para cujo sucesso quero colaborar, desde já, com o prazer de juntos  realizarmos o melhor de todos os eventos, já tidos, neste País.   A MAMMA admirou a disposição e coragem da Margarida em predispor-se para essa difícil missão, no entanto, conhecendo bem as qualidades dela, já prevê o elevado padrão social e participativo que ela prestará do futuro ENCONTRO; e se dispõe a ajudar no que lhe for possível fazer.

 

Quanto ao Encontro de Recife, li todas as mensagens e pareceres por email e editadas no nosso “ORAETLABORA”, sendo o seu o primeiro entre todos os que me chegaram, recebido em 19.01, com seu comentário sereno, sobretudo, quanto à “virada”, tão esperada, que valeu pelo abraço confraternizador, como traço marcante do evento; também, levada a efeito com a oração contemplativa ao estilo de John Main, inclusive, realçando a bela cerimônia do encerramento, sem nenhuma saudade de uma igreja triunfalista, tampouco do sacerdócio levítico, senão com a convicção de que o REINO convive com uma Igreja de Jesus Pobre, servidora e vivendo a saudade de Deus presente.  

Outros comentários foram mais ostensivos, sobretudo, quanto á organização do Encontro e sobre a sua importância e força motriz a dinamizar o nosso movimento, mesmo nas áreas de ação social dos padres casados, no que abundam idéias, das que devem surtir ações diversas a serem realizadas, fazendo presente o REINO, de que há tanta ausência no mundo em que vivemos.  Sobre a matéria, entre as já de público, sobreelevam-se os Comentários da nobre cunhada Sophia S. Tavares; do distinto casal José Lino e Beatriz; As Lições do Encontro de Recife, de Almir Simões, (de quem guardo gratas lembranças, desde o V Encontro, em Brasília), e a oportuna Reflexão do casal Bernardo Eyre e Marta para  Missa do encerramento, que será o tema de reflexão na reunião de padres casados, hoje, à tarde em minha residência, sem desmerecer tudo o que já foi matéria expedidas por outros colegas, sobre o tema.

Nosso Jornal eletrônico, “ORAETLABORA”, deu larga publicidade a todos os comentários feitos sobre o ENCONTRO, adiantando-se à publicação que o nosso Jornal “RUMOS”, do qual sou sócio, também, há de fazer, agora sob a direção do confrade Gilberto e Esposa Aglésia, no que terão o maior sucesso pela qualidade que os distingue, entre elas, o seu elevado dinamismo e dedicação à causa do MPC, com que sempre se fizeram notar, e por isso deles sou admirador com selo especial de fraternidade.

 

Obrigado pela referência à minha ausência, que fez no seu email, sentida com a de outros colegas, de renome cultural e de cunho participativo, qualidades que me faltam, tendo sido, no entanto, um dos primeiros a me inscrever, com bilhete e vôo TAM, previamente marcado, mas, ao tempo não me sendo possível viajar, de cujo motivo dei satisfação plena ao Felix e Equipe, que me entenderam e certamente supriram a minha inscrição, cujo emolumento deixei como cooperação no passivo do evento, no que dei como valido pela minha presença.

 

Dentre os resultados positivos, valeu, entre outras, a escolha do Felix e Esposa, como casal presidente do MPC, cujo mandato certamente exercerão dentro da sua linha de ação, confessa e atuante, como padre casado, com esposa e filhos, também, confessos e atuantes, aliás, do que já deram notícia em sua MENSAGEM, completa no sentido e finalidade de sua manifestação, inclusive, fazendo menção ao trabalho e mérito do ORAETLABORA, como sustentáculo do MPC, sem cujo auxílio nossa Entidade não existiria.

 

Bem, com esse longo email, veja que não pulei o carnaval, no que posso consentir ainda, nos dias vindouros, fortalecendo o espírito no corpo sadio, que procuro cultivar contra o Parkinson, que o desestrutura.   Assim, pude ler a oportuna e profunda reflexão do Francisco Rezende contra a revista “ISTO É”, que publica mentiras, sujando a mente dos seus leitores, como a matéria em comento sobre D. Tomaz Balduíno, no que estou de pleno acordo com ele.  Sou admirador desse combativo Bispo, desde anos passados, quando Vereador à Câmara Municipal de Manaus, fui seu defensor e de D. Pedro Casaldáliga, ambos da mesma linha de luta heróica, “pela promoção de maior igualdade econômica, pela igualdade na distribuição dos bens, na participação na vida social na mesma condição para todos”, pelo que sempre senti, como Francisco Rezende, que “isso somente é possível com uma revolução social advinda de um processo de mudança cultural, que se inicia com educação de qualidade para todos, o que neste País, tem sido cantada e decantada sem que até hoje se realiza, pelo que, na verdade, somente, se dará depois do longo caminho de Servo Sofredor, previsto pelo Profeta Isaias, numa duração de tempo, que não se sabe quando há de chegar  !!!

 

Bem, por hoje basta.  Você e Margarida bem sabem, o quanto eu e MAMMA os queremos bem no vínculo na mais sólida amizade e identidade de idéias e ações, embora, nesta distância amazônica em que vivemos, em nada lhe podemos ter sido úteis aos seus projetos de atividade pró REINO, senão com a força de nossa indefectível solidariedade, pedindo pela saúde de ambos com a conservação de suas vidas, que estimamos seja longevas, pelo que, me subscrevo, afetissimamente,

                    “EX CORDE, IN XPTO”,

            VICTÓRIO HENRIQUE CESTARO,

                     Padre Casado e Advogado.

----- Original Message -----
From: Mario Palumbo
To: Dr. Vitório Henrique Cestaro ; Dr. Vitório Henrique Cestaro ; Victorio Henrique Cestaro
Sent: Saturday, February 02, 2008 2:37 PM
Subject: Fw: OPINIÃO DO LEITOR

 
Victório ñ pule muito neste Carnaval! Abraços dos Palumbo 
 
----- Original Message -----
From: Francisco
To: Mário Palumbo
Sent: Saturday, February 02, 2008 12:27 PM
Subject: OPINIÃO DO LEITOR

 
Caro Mário:
 
Quando se bebe água que vem de uma fonte suja acaba-se bebendo água suja.
 
Já ví muita gente dizente que o nome correto da "Revista Isto é" deveria ser: "Isto é Mentira".
 
A mídia brasileira é dominada por interesses. A revista em questão pertence a um grupo de direita e defende o capital financeiro.
 
D. Tomás,certamente, continua sendo o bispo que nós sempre admiramos.
Ele tem razão quando defende seus ideais, que são também os meus.
 
Nós, também, gostaríamos de ver uma transformação no país, para promover maior igualdade econômica, a fraternidade realizada na distribuição  dos bens, a participação na vida social, com igualdade de condições para todos.
Sonhamos com uma sociedade incluisiva.
 
Isto só é possível com uma  uma revolução social e esta é um processo de mudança cultural, que se inicia com educação de qualidade para todos.
Certamente é um longo caminho, que vai ser feito na perspectiva do "Servo Sofredor", tão bem explicada por Carlos Mesters no livro "A Missão do Povo que Sofre", que é um comentário sobre o Segundo Isaias .
( Is 42-55).
 
Certamente um governo pode dar alguns passos nesta trajetória. O processo,porém, se faz com o povo.
Noso papel de Igreja é mais importante do que o papel do governo. Quando assumirmos que a Igreja é o Povo de Deus e erstabelecermos estruturas eclesiais que sirvam à este povo, estaremos fazendo a política do Reino de Deus.
Muita gente, acha que Igreja não deve tomar o partido do povo e prega o retiro nas alturas dos rituais. Acha que estar ao lado do povo é fazer militância potitico-partidária.
Quando jogarmos nossas baterias para criticar o governo de plantão ou para defendê-lo estaremos retardando o processo da caminhada.
 
 
 
Com um abraço,
 
F. Resende
 
 
 
Sent: Saturday, February 02, 2008 9:46 AM
Subject: Fw: OS BISPOS ELEITORES DE LULA TENTAM ENFRAQUECÊ-LO NO EXTERIOR... A HISTÓRIA SE REPETE!!! JVA

 
 Colegas, ñ é fácil governar, quebrar estruturas seculares. É bem mais fácil criticar, ou se abster da política, mas ñ seria comodismo? Ñ gostaria que o site oraetlabora assumisse uma postura partidária, tb é verdade que ficar no muro ñ é construtivo, que tal criar o painel do leitor no site, mas para isso preciso do apoio dos colegas irmãos, espero a manifestação dos amigos. Posso contar?  Vamos começar dando uma opinião a respeito da entrevista do Dom Balduino?Um grande abraço e bom carnaval. Um dos segredos da saúde é sair do si mesmo. mario
----- Original Message -----
Sent: Saturday, February 02, 2008 2:17 AM
Subject: OS BISPOS ELEITORES DE LULA TENTAM ENFRAQUECÊ-LO NO EXTERIOR... A HISTÓRIA SE REPETE!!! JVA

 

- N. 10 - 2-02-2008
 
 
 

C'ERA UNA VOLTA LULA

“LULA È FINITO”, AFFERMA IL VESCOVO DOM TOMÁS BALDUINO,
DANDO VOCE ALLA DELUSIONE DELLE ORGANIZZAZIONI POPOLARI.

QUESTA INTERVISTA AL VESCOVO EMERITO DI GOIÁS,  DOM TOMÁS BALDUINO, È STATA RACCOLTA DAL SETTIMANALE BRASILIANO “ISTOÈ” (16/1/2008). TITOLO ORGINALE: 'LULA ESGOTOU-SE'
Il vescovo emerito di Goiás, dom Tomás Balduino, resta, ad 85 anni, una delle voci più significative della sinistra della Chiesa cattolica. Fondatore del Consiglio Indigenista Missionario (Cimi), cofondatore ed ex presidente della Commissione Pastorale della Terra (Cpt), il vecchio “compagno di viaggio” del Pt critica la moderazione di Lula al potere, difende con le unghie e con i denti la riforma agraria e giustifica le azioni violente del Movimento dei Senza Terra con un detto popolare che può suonare polemico: “La violenza è legittima quando la mansuetudine è vana”. In un’intervista rilasciata ad Istoé, dom Tomás lancia l’allarme per la tensione in Pará, elogia Hugo Chávez e afferma che il presidente Lula non genera più alcuna aspettativa di cambiamento nel Paese. “Lula è finito”, dice. Il religioso usa la bussola ideologica nell’analizzare la successione del 2010 e cita nomi che vorrebbe vedere al Planalto. Per il Pt, il senatore Eduardo Suplicy. Per il Pmdb, il senatore Pedro Simon. Per il Psdb, spera che José Serra, per le sue “tendenze di sinistra”, vinca la disputa con Aécio Neves. Istoé: La fine del Cpmf (Contributo provvisorio sulle transazioni finanziarie: una tassa con scadenza nel 2007 che si applicava ad ogni movimento bancario, la cui proroga, richiesta dal governo, è stata respinta, ndt) è stata un bene per il Brasile?Dom Tomás Balduino: È stata una perdita deplorevole, perché il Paese ha perso il suo miglior strumento per riscuotere il denaro dei ricchi. Questa sconfitta c’è stata perché il governo non ha aperto gli occhi della società riguardo a questo fatto. Anche perché stava togliendo denaro ai ricchi per darlo ad altri ricchi, toglieva dalle banche per dare alle banche, pagando il debito. Per questo, è rimasto senza forza morale per mostrare al popolo l’efficacia di questa tassazione.   Istoé: Tassare operazioni finanziarie è una buona soluzione?Dom Tomás: È una misura positiva, ma continua a mancare al governo un dialogo che abbia la sua base nel popolo. Il governo ha perso questa pratica. Ogni governo con base popolare ha le condizioni per coscientizzare la popolazione quando entra in conflitto con la classe sfruttatrice. Lula ha mostrato di non avere più questa condizione. Egli gode di una forte accettazione popolare, ma non dialoga con il popolo. Istoé: Il governo Lula ha combattuto il latifondo più dei predecessori?Dom Tomás: Nella lotta contro il latifondo, Lula non ha mostrato alcuna differenza. È vero che egli non ha represso i movimenti sociali, come Fernando Henrique Cardoso, e ha dialogato, non ha chiuso la porta. Ma ciò che realmente avanza nel Paese non è il sociale. È il mercato, il capitale. Lula non sta avanzando negli espropri. Al contrario. Il corso dato all’agrobusiness sta riducendo lo spazio della riforma agraria. Gli espropri sono molto al di qua delle mete da lui stesso tracciate. Oggi, la riforma agraria è un tema uscito dall’ordine del giorno. Istoé: Non sarà per il fatto che la meccanizzazione rurale è obbligatoria per l’integrazione del Paese al commercio mondiale?Dom Tomás: Se programmiamo il nostro sviluppo con gli occhi europei, può essere, ma è necessario vedere la nostra realtà, ottenere risposte a partire dalle aspirazioni delle masse brasiliane. Il neoliberismo è predatore, devastatore. Può essere che favorisca le minoranze ricche e il mondo europeo, ma qui ha aumentato la disparità, la disuguaglianza. Il governo Lula, che è alleato con il capitale, si sente spinto dalle forze che hanno le leve del comando nella società. Segue una linea che non è quella di rispondere agli appelli delle masse popolari. Il nostro universo è un altro, è quello del contadino, dell’indigeno, del latinoamericano, che conserva la sua mistica, la sua grandezza. Istoé: Le invasioni della Vale do Rio Doce e delle centrali idroelettriche non pongono l’opinione pubblica contro il movimento contadino?Dom Tomás: Non condanno queste azioni. Sono violente, sì, ma l’obiettivo è avere un impatto, come nel caso delle sementi di eucalipto dell’Aracruz Cellulosa. Essi protestano, mandano lettere, rivendicano, fanno causa, e non sono visti, non avviene nulla. Quando rompono un vetro, diventano visibili. Ho il massimo rispetto e ammirazione per quanti rischiano la pelle in azioni di questo tipo. Istoé: Ma non è un cammino simile a quello del terrorismo? Atti violenti per richiamare l’attenzione?Dom Tomas: No. È un’altra cosa. “La violenza è legittima quando la mansuetudine è vana”, recita un detto popolare, una di queste grandi opere dell’umanità senza autore noto. Di fronte a governi sordi, solo una scossa violenta. Istoé: Quali sono i candidati per cui voterebbe nel 2010?Dom Tomas: Voglio votare un candidato che riunisca diverse condizioni. Molti guardano alla figura di Eduardo Suplicy, non perché sia del Pt, ma perché è lui, anche perché diverge dai vertici del partito. È difficile trovare un altro uomo con una tale statura. Ma per essere candidati è necessario avere altre qualità oltre a quella morale e dell’amor di patria, è necessario avere possibilità di comunicazione, di dialogo. Difficilmente Suplicy potrebbe essere il candidato del Pt, ma egli riunirebbe molta gente, anche di altri raggruppamenti. Istoé: Potrebbe votare per il Psdb?Dom Tomás: Non ne vedo la possibilità per una questione ideologica. È un partito elitario, di destra. Se José Serra riuscisse a liberarsi dalle pastoie della struttura, potrebbe rispondere meglio alle esigenze di liberazione, un ideale di sinistra. Aécio Neves non credo possa liberarsi della destra, per un’opzione personale e di partito.     Istoé: Nel caso l’idea di un terzo mandato di Lula tornasse nell’agenda politica, lei l’appoggerebbe?Dom Tomás: Lula è finito. Non parlo per me, ma per le organizzazioni popolari che conosco. Non si pensa di mantenere Lula per cambiare, migliorare il Paese. Vivremo il post-Lula in breve. Come sarà, non lo so, ma non c’è l’aspettativa di una nuova elezione di Lula. Forse questo può essere negoziato dai vertici, ma non come una forza popolare. Il movimento popolare non vede una prosecuzione del governo di Lula, non vuole un terzo mandato. Ciò non vuol dire che si vogliano questi altri candidati che stanno apparendo. C’è una generale perplessità in relazione al futuro.  Istoé: Perché è tanto deluso dal governo?Dom Tomás: C’era l’attesa di quegli anni di cammino delle organizzazioni popolari, che si erano riunite, avevano creato un partito, avevano sognato la conquista del governo. Oggi il clima è di disillusione, scoraggiamento, persino di paralisi. Io mi aspettavo molto di più da Lula e non solo io. Tutte le organizzazioni contadine aspettavano l’attualizzazione dei criteri e degli indici di produttività e del limite della proprietà a fini di esproprio. Tutto ciò avrebbe favorito la riforma agraria, che invece è stata affrontata come una misura compensatoria, ossia, dove c’è un conflitto, il governo va ed espropria. Questa non è riforma agraria.  Istoé: Ha la speranza di un cambiamento di direzione del Paese?Dom Tomás: La speranza non muore mai. Guardando alla base del popolo, della società, che conserva il vigore del popolo latinoamericano, vedo che c’è un potenziale, un capitale di vita, di trasformazione, che indica un futuro diverso. Questo è già presente nei diversi forum sociali e negli incontri ed assemblee delle organizzazioni contadine. Abbiamo avuto le insurrezioni in Ecuador, in Bolivia, in Venezuela. Il popolo è vivo, malgrado secoli e secoli di dominazione dell’élite, di formazione dello Stato a servizio dell’élite, che è quanto abbiamo. Istoé: L’unica alternativa dell’America Latina al capitalismo sarebbe il populismo o il personalismo, come quello di Hugo Chávez in Venezuela?Dom Tomás: Non lo chiamo populismo, ma leadership carismatica, che è anche quella di Lula. In termini di organizzazione popolare, abbiamo più capitale di qualunque altro Paese latinoamericano. Ritengo che tale mobilitazione sia buona, valida, necessaria, ma che arrivi un momento in cui è necessario avere una leadership di consenso della maggioranza. Si può chiamare populismo o non so che, ma deve essere così. Nel caso del Venezuela, è Chávez. Ha i suoi difetti, ma risponde in gran parte alle richieste di queste basi popolari, contrariando gli interessi delle élite, che vorrebbero vederlo morto, e dello stesso impero americano. Nel caso della Bolivia, questa leadership è quella di Evo Morales.Istoé: Perché è contrario alla trasposizione  del São Francisco?Dom Tomás: Per le stesse ragioni di dom Luiz Flávio Cappio (vescovo di Barra, in Bahia) e di un centinaio di vescovi. La trasposizione è per l’élite ricca e non spegnerà la sete della popolazione nordestina del semi-arido. La faranno per i progetti di esportazione di frutta in Europa, di allevamento di gamberetti e di irrigazione delle piantagioni di canna, oltre che per i grandi centri urbani. Esiste un’alternativa elaborata dall’Agenzia Nazionale delle Acque, molto meno dispendiosa e basata su risorse locali. È tre volte più economica di questo progetto faraonico che non beneficia la popolazione. Non è vero che è destinato a 12 milioni di persone. È per l’élite. L’altro, più semplice, potrebbe beneficiare 44 milioni di persone. Istoé: Perché il governo non opterebbe per questo progetto alternativo?Dom Tomás: È stato soffocato dal governo. Nel semi-arido brasiliano piove molto più che in altri ecosistemi affini. In Spagna, c’è un’area simile in cui la gente vive bene perché la gestione dell’acqua è stata razionalizzata, con un sistema di distribuzione adeguato alla popolazione. Qui la cultura è quella dello spreco d’acqua, anche nel Nordest. Quando si parla di recupero del servizio dell’acqua, è nella stessa linea dell’industria della siccità, che canalizza il denaro per l’élite. Istoé: Esportazione e agrobusiness non generano posti di lavoro per i nordestini?Dom Tomás: Ogni progetto genera posti di lavoro, ma stiamo parlando di acqua. L’acqua della  trasposizione sarebbe eccessivamente cara, pompata a 300 metri di altezza per alimentare tre Stati. Sarebbe l’acqua più cara del mondo. Istoé: Il governo Lula ha ridotto i conflitti rurali?Dom Tomás: Il conflitto resta intenso, soprattutto al Nord. In Pará, il risultato del progetto Pace nei Campi, della governatrice Ana Júlia Carepa (Pt) è stato l’arresto di 200 contadini nel 2007, con una violenza poliziesca molto forte. È stato il disarmo dei contadini richiesto dai fazendeiros, che volevano vaccinare il bestiame ed erano ostacolati dalle occupazioni. Il governo ha messo a disposizione la polizia in appoggio ai fazendeiros. Il contadino è visto come un bandito. Per caso, in una di queste battute, la polizia ha trovato un arsenale di bellico di un fazendeiro. Questo finisce per sfociare in una guerra. Istoé: Il governo non ha abbassato l’indice di morti nei conflitti?Dom Tomás: Si è abbassato un poco, ma c’è una tensione crescente, soprattutto nel Pará, per il fatto che l’Incra sta creando insediamenti in terre pubbliche lontane, insalubri, esposte alla malaria, situate in foreste primarie. Non è questo il futuro della riforma agraria, perché finisce per beneficiare imprese del legname e per danneggiare la vita degli abitanti dei fiumi. È interessante che, invece di espropriare aree vicine ai centri di consumo, alle scuole, agli ospedali, il governo fa la riforma agraria nel senso di deportare  in luoghi lontani. È la riforma agraria come deportazione. Questo genera tensione e perpetua il lavoro schiavo. Istoé: L’agrobusiness meccanizzato, in tutto il mondo, è un importante generatore di ricchezza. In Brasile è diverso?Dom Tomás: Prende la terra che potrebbe essere destinata alla riforma agraria per produrre etanolo per l’esportazione. È retrocesso, un ritorno al sistema coloniale di esportazione. Istoé: Per quanto l’etanolo riduca l’inquinamento, il saldo della cultura della canna è negativo?Dom Tomás: Dal punto di vista della terra, la cosiddetta “energia pulita” è negativa. Via Campesina dice che è pulita dal tubo di scarico in fuori. Prima di arrivare là, è talmente sporca da includere il lavoro schiavo. Sottrae la terra a chi ha bisogno di essa per vivere. E aggredisce l’ambiente trasformando la foresta in monocoltura. Il cerrado, che è una fonte di equilibrio per il pianeta e un recipiente dei nostri bacini idrografici, viene trasformato in monocoltura di eucalipto, canna, soia o cotone. L’etanolo risponde al mercato del Primo Mondo, che ha bisogno di energia per i propri motori, ma ci ruba la possibilità di risolvere i nostri problemi. L’agrobusiness ha un valore importante, ma non può essere una priorità della politica pubblica per l’ambito rurale.



 

 

Mesmo que você tenha que caminhar na lama, não suje seus pés; esforce-se para salvaguardar os direitos humanos, as normas e leis que propiciam a justiça e a misericórdia nas relações sociais.

Cordialmente. José Vicente de Andrade