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Antigo Testamento

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1

Quanto melhor é repreender do que irritar-se, e não impedir de falar aquele que confessa a sua falta! Como o eunuco que, concupiscentemente, procura desonrar a donzela,

3

assim é o que, por violência, faz um julgamento injusto.

4

Como é bom que o corrigido manifeste o seu arrependimento! Assim evitarás o pecado voluntário.

5

Há quem, estando calado, seja tido por sábio, e quem se torne odioso por ser descomedido no falar.

6

Há tal que se cala por não saber falar; e há tal que se cala, porque sabe qual é a ocasião oportuna.

7

O homem sábio está em silêncio até um certo tempo, mas o leviano e o imprudente não esperam a ocasião.

8

Aquele que fala muito prejudica a sua alma, e aquele que injustamente se excede será detestado.

9

O homem sem disciplina pode ser bem sucedido no mal, porém aquilo que ele inventa pode converter-se em sua própria ruína.

10

Há dom que não é útil, e há dom que é duplamente recompensado.

11

Há glória que leva à ruína, e há humilhação seguida de exaltação.

12

Há quem compre muitas coisas por baixo prego, mas que (de facto) as paga pelo séptuplo do seu valor.

13

O sábio torna-se amável pelas suas palavras; porém as graças dos insensatos perder-se-ão.

14

O donativo do insensato não te será útil, porque ele tem sete olhos para te considerar.

15

Ele dará pouco, e lançá-lo-á muitas vezes em rosto; quando a sua boca se abre, é como um incêndio.

16

Um empresta hoje, e torna-o a pedir amanhã: homem assim torna-se odioso.

17

O insensato não terá amigo, e o bem que ele faz não será agradecido,

18

porque os que comem o seu pão têm língua falsa. Quantas vezes e quantos homens escarnecerão dele?

19

De facto dá, sem discernimento, o que devia reservar, e também aquilo que não devia guardar.

20

A falta duma língua enganadora é como uma queda sobre o pavimento; assim a ruína dos maus virá de súbito.

21

O homem desagradável é como um conto vão, que anda sempre na boca de gente mal educada.

22

Será mal recebida a máxima procedente da boca do insensato, porque não a diz a seu tempo.

23

Há quem se abstenha de pecar por falta de meios, e sofra por ter de estar na inacção.

24

Há quem perca a sua alma por causa do respeito humano; perde-a, cedendo a uma pessoa imprudente, a si mesmo se perde, por atender demasiadamente a uma pessoa.

25

Tal há que, por falsa vergonha, promete ao seu amigo, e arranja gratuitamente nele um inimigo.

26

A mentira é no homem uma vergonhosa mancha, e ela encontra-se habitualmente na boca da gente sem educação.

27

Melhor é um ladrão do que um homem que mente de contínuo, mas ambos terão por herança a perdição.

28

Os costumes dos homens mentirosos são sem honra, e a sua confusão acompanha-os sempre.

29

O sábio atrai a si a estima com as suas palavras, e o homem prudente agradará aos grandes.

30

Aquele que cultiva a sua terra, tornará mais alto o monte dos seus frutos, o que pratica obras de justiça será exaltado, e o que agrada aos grandes fugirá da iniquidade.

31

Os presentes e as dádivas cegam os olhos dos juízes, são como uma mordaça na sua boca, que os torna mudos e os impede de castigar.

32

Sabedoria escondida é tesouro invisível; que utilidade haverá em ambas estas coisas?

33

Melhor é o homem que encobre a sua insipiência do que aquele que esconde a sua sabedoria.