Antigo Testamento
Livro dos Provérbios
Ver todosAssim como a neve é imprópria no estio, e as chuvas no tempo da ceifa, assim a glória está mal a um insensato. Como um pássaro que foge, como a andorinha que voa, assim a maldição proferida sem motivo fica sem efeito.
O açoute é para o cavalo, o freio para o asno, e a vara para as costas dos insensatos.
Não respondas ao louco segundo a sua loucura, para não seres semelhante a ele.
Responde ao louco segundo a sua loucura, para que ele não imagine que é sábio.
Corta os (seus) pés e bebe aflições aquele que envia mensagens por intermédio dum insensato. As pernas dum entrevado não têm força; da mesma forma, as sentenças na boca do insensato.
Ligar uma pedra à funda, é como dar honra ao insensato.
Como um galho de espinheiro na mão do embriagado, assim é uma sentença na boca dos insensatos.
A sentença do juiz decide as causas; aquele que impõe silêncio a um insensato, apazigua as contendas.
Como o cão que volta ao que vomitou, assim o insensato que recai na sua loucura.
Tens visto um homem que se julga sábio? Há mais a esperar do estulto do que dele.
O preguiçoso diz: Está um leão no caminho, um leão nas estradas.
Como a porta rola sobre a sua couceira, assim o preguiçoso no seu leito.
O preguiçoso mete a mão no prato, e custa-lhe muito levá-la à boca.
O preguiçoso julga-se mais sábio do que sete homens que dizem coisas acertadas.
Assim como (corre perigo) aquele que toma um cão pelas orelhas, do mesmo modo o que, passando, se mete com impaciência numa bulha que é com outrém.
Assim como é culpado o que (para se divertir) atira setas e dardos que matam (alguém),
assim o é aquele homem que, usando de fraude, prejudica o seu amigo, e, depois (de ter sido apanhado), diz: Eu fazia isto por brincadeira.
Quando não houver mais lenha, apagar-se-á o fogo; assim, desterrado que seja o mexeriqueiro, apaziguar-se-ão as contendas.
Assim como o carvão produz um braseiro, e a lenha o fogo, assim o homem iracundo excita disputas.
As palavras do mexeriqueiro são como iguarias apetitosas, que penetram até ao íntimo das entranhas.
Escórias de prata aplicadas a um vaso de barro, tais são os lábios enganosamente suaves juntos a um coração péssimo.
Pelos seus lábios, se esconde (dissimulando) o homem que odeia, mas no coração está maquinando enganos.
Quando ele te falar num tom amável não te fies nele, porque tem sete abominações no seu coração.
Aquele que oculta o seu ódio debaixo duma aparência fingida, verá a sua malícia descoberta na assembleia pública.
Quem abre a cova cairá nela; e a pedra cairá sobre aquele que a rolou.
A língua enganadora causa muitos males, e a boca aduladora é causa de ruína.