Capítulo 3
A Fraternidade Universal
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Não podemos invocar Deus como Pai comum de todos, se nos recusamos a tratar como irmãos alguns homens, criados à imagem de Deus. A relação do homem para com Deus Pai e a relação do homem com os outros homens seus irmãos estão de tal modo ligadas que a Escritura afirma: «Quem não ama, não conhece a Deus» (1 Jo 4, 8). Fica assim privado de todo o fundamento qualquer teoria ou prática que introduza, entre homem e homem, entre povo e povo, discriminação quanto à dignidade humana e aos direitos que dela derivam. A Igreja reprova, portanto, como contrária ao espírito de Cristo, toda e qualquer discriminação ou vexação contra os homens por causa da raça, cor, condição de vida ou religião. E consequentemente o sagrado Concílio, seguindo os passos dos santos Apóstolos Pedro e Paulo, roga ardentemente aos fiéis de Cristo que «tenham bom comportamento entre os gentios» (1 Ped 2, 12) e, se possível, isto é, quanto deles depende, tenham paz com todos os homens, de maneira que sejam verdadeiramente filhos do Pai que está nos Céus.
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