4 apoftegmas
Abade Megétio
A propósito do Abade Megétio contavam que, quando saía da cela e lhe vinha o pensamento de abandonar tal lugar (1). não voltava para a cela. Com efeito, nada possuía deste mundo a não ser uma ponta de metal com a qual cortava as palmas. Fazia por dia três cestinhos, preço do seu alimento.
Contavam do Abade Megétio, o segundo, que era profundamente humilde, tendo sido ensinado pelos Egípcios e tendo frequentado muitos anciãos, entre os quais o Abade Sisoé e o Abade Poimém. Morou junto ao rio no Sinai. Ora aconteceu, como ele mesmo contou, que um dos anciãos foi procurar e lhe perguntou: “Como vives, irmão, neste deserto?” Respondeu: “Como de dois em dois dias, e somente um pão”. O outro acrescentou: “Se me queres ouvir, come diariamente a metade do pão”. Ele fez assim e encontrou sossego.
Alguns dos Padres perguntaram ao Abade Megétio: “Quando sobra mingau para o dia seguintes, queres que os irmãos o comam nesse outro dia?” O ancião respondeu: “Se estiver deteriorado, não convém que os irmãos sejam obrigado a comê-lo, pois adoeceriam; antes seja jogado fora. Se, porém, estiver bom e o jogarem fora por luxo, fazendo outro mingau, cometerão um mal”.
Disse também: “Outrora, quando nos reuníamos e falávamos de assunto de edificação, estimulando-nos uns aos outros, formávamos coros e subíamos para os céus. Agora, porém, quando nos reunimos, um é levado com o outro à detração, e descemos ao inferno”.