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Caminho leigo da Regra

O que é a Oblação?

Oblação é o ato de oferecer-se a Deus. Na tradição beneditina, é a promessa pela qual um leigo, o oblato ou a oblata, se vincula a um mosteiro para viver a Regra de São Bento no mundo: seculares, casados ou solteiros, vivendo com cadência o ora et labora.

Oblação, na Igreja Católica, é o ato de oferecer-se a Deus. Na tradição beneditina, designa o vínculo pelo qual um leigo, o oblato ou a oblata, se associa a um mosteiro concreto para viver, no próprio estado de vida, o espírito da Regra de São Bento.

A palavra oblato vem do latim oblatus, “oferecido”. Os oblatos seculares são leigos ligados a uma comunidade monástica concreta por uma promessa formal de viver, segundo seu estado de vida, o espírito da Regra: estabilidade do coração, escuta, oração com a Igreja e trabalho como serviço.

Oblação não é “monge a meio tempo” nem clube espiritual: é um vínculo permanente, uma conversatio morum vivida na cidade, no trabalho, na família.

Quem é chamado a esse caminho percebe, com o tempo, que a Regra de São Bento é menos um regulamento e mais uma escola do serviço do Senhor (Prólogo), uma pedagogia de toda a vida.

Os sentidos da palavra oblação

Todos vêm do latim oblatio, de offerre, “oferecer”. A Igreja usa a palavra em três registros que convém não confundir.

1. A oblação de Cristo
No sentido primeiro e maior, oblação é o oferecimento que o próprio Cristo faz de si ao Pai na cruz, único sacrifício de que todos os outros participam. É desse ato que a palavra recebe toda a sua densidade.
2. As oblatas da Missa
No vocabulário litúrgico, oblatas são as oferendas levadas ao altar no Ofertório: o pão e o vinho que serão consagrados. Quando se fala em “oblação” dentro da Missa, é deste gesto que se trata, e não da vocação leiga. Este sentido é anterior e independente do beneditino.
3. A oblação beneditina
É a promessa formal pela qual um leigo se liga a um mosteiro concreto para viver o espírito da Regra no próprio estado de vida. Quem a faz é chamado oblato, se homem, e oblata, se mulher. É o sentido de que trata o restante desta página.

Os três se tocam num mesmo ponto. O oblato promete fazer da própria vida aquilo que o pão e o vinho são sobre o altar: matéria comum, entregue, que Deus recebe e transforma.

Leituras para começar

Mosteiros do Brasil que recebem oblatos

18 comunidades beneditinas brasileiras com programa de oblação aberto a leigos. Aproxime-se da que está geograficamente mais próxima e participe das visitas, retiros e ofícios.

Perguntas frequentes

O que é oblação na Igreja Católica?

Oblação é o ato de se oferecer a Deus. Na tradição beneditina, designa o vínculo formal de um leigo, o oblato ou a oblata, com um mosteiro concreto, pela promessa de viver o espírito da Regra de São Bento segundo o próprio estado de vida: no trabalho, na família e na oração com a Igreja.

O que são as oblatas na Missa?

No vocabulário litúrgico, oblatas são as oferendas levadas ao altar no Ofertório: o pão e o vinho que serão consagrados. A palavra vem do mesmo latim oblatus, “oferecido”. É um sentido distinto do de oblata beneditina, que designa a mulher leiga ligada a um mosteiro pela oblação.

Qual a diferença entre oblato e oblata?

Apenas o gênero: oblato é o homem, oblata a mulher que faz a oblação e se vincula a um mosteiro. Ambos são leigos, vivem no mundo e assumem a mesma promessa. “Oblata” também nomeia, em outro sentido, as oferendas do pão e do vinho na Missa.

O que faz um oblato beneditino?

O oblato vive no mundo, não no mosteiro. Cultiva a oração litúrgica (ao menos parte da Liturgia das Horas), a lectio divina, o trabalho como serviço e a estabilidade do coração, mantendo contato regular com sua comunidade monástica: visitas, retiros e formação.

Quem pode se tornar oblato ou oblata?

Qualquer católico leigo (homem ou mulher, casado ou solteiro) e também clérigos seculares. Não é exigida formação especial: o caminho começa com uma visita ao mosteiro e passa por um tempo de noviciado de oblato antes da oblação definitiva.

Oblatos fazem votos como os monges?

Não. O oblato não faz votos religiosos nem se torna membro da ordem: faz uma promessa, a oblação, que o vincula espiritualmente ao mosteiro. Permanece leigo, com os deveres do seu estado de vida.