Antigo Testamento
Salmos
Ver todosAo mestre do coro. Segundo a melodia do cântico "Mút labben". Salmo. De Davide.
Eu te louvarei. Senhor, com todo o meu coração contarei todas as tuas maravilhas.
Alegrar-me-ei e regozijar-me-ei em ti, cantarei salmos ao teu nome, ó (Deus) Altíssimo,
porque os meus inimigos retrocederam, à tua vista caíram e pereceram.
Com efeito, defendeste o meu direito e a minha causa, sentaste-te sobre o trono, como justo juiz.
Repreendeste as nações, exterminaste o ímpio, apagaste o seu nome para sempre.
Os inimigos desfaleceram, arruinados para sempre, e destruíste as suas cidades: a memória deles pereceu.
Porém o Senhor permanece eternamente, preparou o seu trono para exercer o juízo.
Ele mesmo julgará o mundo com justiça, julgará os povos com equidade.
E o Senhor será refúgio do oprimido, refúgio oportuno nas horas de angústia.
E em ti esperarão os que conhecem o teu nome, porque tu, Senhor, não desamparas os que te buscam.
Cantai ao Senhor, que habita em Sião, divulgai entre os povos as suas obras,
porque, vingando o sangue (dos seus servos, mostrou que) se lembrou deles, não se esqueceu do clamor dos pobres.
Tem compaixão de mim, Senhor: vê a aflição que sofro da parte dos meus inimigos, arranca-me das portas da morte,
para que publique todos os teus louvores às portas da filha de Sião, e exulte com o teu auxilio.
As gentes (que me perseguiam) caíram na fossa que cavaram, no mesmo laço, que esconderam (para me prenderem), ficou preso a seu pé.
(Deste modo) o Senhor manifestou-se, fez justiça; nas obras das suas (próprias) mãos ficou enredado o pecador.
Retirem-se para o túmulo os pecadores, todas as gentes que se esqueceram de Deus.
Com efeito, não estará para sempre esquecido o pobre, nem a confiança dos infelizes será para sempre frustrada.
Levanta-te, Senhor, não prevaleça o homem (malvado), sejam julgadas as gentes em tua presença.
Ó Senhor, incute-lhes terror, para que as gentes saibam que são homens.
Por que te conservas afastado ó Senhor, te escondes nas horas de angústia, (10,1)
enquanto o ímpio se ensoberbece e o mísero é maltratado, é colhido nos embustes que aquele lhe armou? (10,2)
Porque o pecador gloria-se da sua cobiça, e, salteador, blasfema, despreza o Senhor. (10,3)
Diz o ímpio na arrogância do seu espírito: "Não castigará; Deus não existe": eis todos os pensamentos. (10,4)
Prósperos são os seus caminhos a toda a hora; muito afastados estão os teus juízos do seu pensamento; escarnece de todos os seus contrários. (10,5)
Diz no seu coração: "Não serei abalado: de geração em geração não serei infeliz." (10,6)
A sua boca está cheia de maldição, de fraude e de dolo; debaixo da sua língua estão a opressão e o vexame (para o próximo). (10,7)
Põe-se de emboscada, junto dos povoados, e, às escondidas, mata o inocente; os seus olhos espiam o pobre. (10,9)
Arma ciladas nos esconderijos, como o leão na sua cova; arma ciladas para arrebatar o mísero: arrebata o mísero e o arrasta para a sua rede. (10,9)
Inclina-se, debruça-se por terra, e com a sua violência caem os infelizes. (10,10)
Diz no seu coração: "Deus esqueceu-se, apartou o seu rosto, não vê jamais." (10,11)
Levanta-te, Senhor Deus, ergue a tua mão! não te esqueças dos pobres! (10,12)
Por que razão despreza o ímpio a Deus, e diz no seu coração: "Não castigará?" (10,13)
Porém tu vês: consideras o trabalho e a dor (do oprimido), para os tomar nas tuas mãos. A ti se abandona o infeliz, tu és o amparo do órfão. (10,14)
Quebra o braço do pecador e do mau; castiga a sua malícia, e não subsistirá. (10,15)
O Senhor é rei pelos séculos dos séculos, as gentes foram exterminadas da sua terra. (10,16)
Ouviste, Senhor, o desejo dos infelizes, confortaste o seu coração, deste-lhes ouvidos, (10,17)
para protegeres o direito do órfão e do oprimido, e para que o homem terreno não volte a incutir terror. (10,18)