Antigo Testamento
Salmos
Ver todosÓ Deus das vinganças, ó Senhor, ó Deus das vinganças, mostra o teu esplendor.
Levanta-te (ó Deus), que julgas a terra; dá aos soberbos o que merecem.
Até quando é que os ímpios, Senhor, até quando é que os ímpios se hão-de gloriar?
(Até quando) proferirão necedades, falarão com arrogância, se jactarão os que praticam, a iniquidade?
Calçam, Senhor, o teu povo, e oprimem a tua herança;
trucidam a viúva e o peregrino, tiram a vida aos órfãos.
E dizem; "Não o vê o Senhor, nem o nota o Deus de Jacob."
Reflecti, insensatos do povo, e vós, néscios, quando sereis atilados?
Porventura aquele (Senhor) que plantou o ouvido, não ouvirá? Ou o que formou os olhos, não verá?
O que educa as gentes, não castigará? — ele que ensina ao homem a ciência...
O Senhor conhece os pensamentos dos homens, (ele sabe) que são vãos.
Bem-aventurado o homem a quem tu educas, Senhor, e instruis na tua lei,
para lhe dar descanso a seguir aos dias infaustos, até que se abra a cova para o ímpio.
Com efeito o Senhor não rejeitará o seu povo, nem abandonará a sua herança;
antes o julgamento voltará à justiça, e segui-la-ão todos os rectos de coração.
Quem se levantará por mim contra os malfeitores? Quem estará por mim contra os que praticam a iniquidade?
Se o Senhor me não socoresse, em breve a minha alma habitaria na região do silêncio.
Quando penso: "O meu pé está vacilante", a tua graça, Senhor, me sustenta.
Quando se multiplicam as angústias no meu coração, as tuas consolações deleitam a minha alma.
Porventura tem alguma coisa de comum contigo o tribunal iníquo, que forja vexames sob pretextos legais?
Atentem, muito embora, contra a vida do justo, e condenem o sangue do inocente:
o Senhor há-de ser a minha defesa, e o meu Deus a rocha do meu refúgio.
Devolver-lhes-á em paga a sua própria iniquidade, com a sua maldade os exterminará, destruí-los-á o Senhor nosso Deus.