Proêmio
Proêmio
2 min de leitura
Enviada por Deus às gentes para ser «o sacramento universal da salvação», a Igreja, obedecendo ao mandato do seu Fundador (cfr. Mc 16, 16) e às exigências mais profundas da sua catolicidade, esforça-se por anunciar o Evangelho a todos os homens. Os próprios Apóstolos, sobre os quais a Igreja foi fundada, seguindo as pegadas de Cristo, «pregaram a palavra de verdade e geraram Igrejas». É dever dos seus sucessores dar continuidade a esta obra, para que «a palavra de Deus se difunda e seja glorificada» (2 Tes 3, 1) e o Reino de Deus seja anunciado e estabelecido em toda a terra. Na situação actual das coisas, porém, em que surgem novas condições para a humanidade, a Igreja, sal da terra e luz do mundo (cfr. Mt 5, 13-14), é chamada com mais urgência a salvar e a renovar toda a criatura, para que tudo se restaure em Cristo e os homens constituam nEle uma só família e um só povo de Deus.
Por isso, o sagrado Concílio, ao mesmo tempo que dá graças a Deus pelas obras magníficas realizadas pela generosa dedicação de toda a Igreja, quer traçar os princípios da actividade missionária e reunir as forças de todos os fiéis para que o Povo de Deus, caminhando pela via estreita da Cruz, por toda a parte difunda o reino de Cristo, Senhor e inspector dos séculos, e prepare os caminhos para a sua vinda. Este sagrado Sínodo, tendo presente a imensa multidão de homens que anseiam pelo Cristo, expõe os princípios da actividade missionária e as normas segundo as quais deve ser ordenada, na esperança de que todos os fiéis, feitos participantes da missão da Igreja, realizem aquilo que Cristo deseja para a salvação do mundo.
Deslize para navegar entre capítulos