17 de Setembro · 1098–1179
Doutora da Igreja, abadessa, visionária, compositora
Hildegarda nasceu na Renânia alemã, décima filha de família nobre. Aos oito anos foi confiada à eremita Jutta de Sponheim, junto ao mosteiro beneditino de Disibodenberg. Desde a infância recebia visões que chamava de "sombra da Luz viva" — experiências que a acompanharam toda a vida.
Sucedeu Jutta como magistra da comunidade e, por volta de 1150, fundou um mosteiro independente em Rupertsberg. Aos 43 anos, por ordem divina, começou a registrar suas visões, dando origem ao "Scivias" ("Conhece os caminhos"), aprovado pelo Papa Eugênio III a conselho de São Bernardo. Seguiram-se o "Livro dos Méritos da Vida" e o "Livro das Obras Divinas".
Foi também médica, naturalista, compositora e poetisa. Sua obra musical — setenta e sete cantos e a morality play "Ordo Virtutum" — está entre as mais originais da Idade Média. Pregou contra a corrupção do clero, corrigiu bispos e imperadores e correspondeu-se com toda a Europa. Bento XVI a canonizou por equivalência e a proclamou Doutora da Igreja em 2012, quarta mulher a receber o título.