5 apoftegmas
Abade Benjamim
Dizia o Abade Benjamim: “Quando, depois da messe, descemos para a Cétia, trouxeram-nos de Alexandria um presente, ou seja, para cada qual um vaso fechado de óleo puro. Ora, quando voltava o tempo da messe, os irmãos costumavam levar para a igreja o que lhes era supérfluo. Não abri o meu vaso, mas, tendo-o furado com uma ponta de ferro, derramei um pouco de óleo, e logo o coração se me tornou como se tivesse feito algo de grave. Quando, pois, os irmãos trouxeram os seus vasos fechados como os tinham recebido, ao passo que o meu estava furado, de vergonha julguei-me como que um fornicador”.
Contou o Abade Benjamim, o presbítero das Célias: “Fomos ter com certo ancião na Cétia, e quisemos oferecer-lhe um pouco de óleo. Disse-nos então: ‘Eis onde está o pequeno vaso que me trouxestes há três anos atrás; como o colocastes, assim ficou’. Ao ouvir isto, admiramos a virtude do ancião”.
O mesmo narrou: “Fomos ter com outro ancião, o qual nos reteve para que comêssemos; ofereceu-nos óleo de rábano. Dissemos-lhe: ‘Pai, serve-nos, de preferência, um pouco de óleo bom’. O mesmo, ao ouvir isto, se persignou e disse: ‘Se existe outro óleo afora este, não o sei’”.
O Abade Benjamim, ao morrer, disse a seus filhos: “Fazei isto, e podereis ser salvos: ‘Alegrai-vos sempre, rezai sem cessar, em tudo dai graças a Deus’” (1).
O mesmo disse: “Caminhai pela via régia, medi as milhas e não sejais negligentes”.