Antigo Testamento
Levítico
Ver todosO Senhor falou a Moisés, dizendo:
Esta é a lei do leproso, quando houver de ser purificado: Será levado ao sacerdote,
e este, saindo fora dos acampamentos, e vendo que a lepra está curada,
ordenará ao que deve ser purificado, que ofereça por si duas aves vivas, das que é permitido comer, e pau de cedro, escarlate e hissopo.
Mandará que uma das aves seja imolada sobre um vaso de barro, cheio de água viva;
molhará a outra ave viva, o pau de cedro, o escarlate e o hissopo, no sangue da ave imolada,
e com ele aspergirá sete vezes aquele que está para se purificar, a fim de que seja legitimamente purificado; (depois disto) soltará a ave viva no campo.
Depois que este homem tiver lavado as suas vestes, rapará todos os pelos do corpo e lavar-se-á em água; purificado, entrará de novo nos acampamentos, sob a condição, porém, de que há-de estar durante sete dias fora da sua tenda.
Ao sétimo dia, rapará todos os cabelos da cabeça, a barba, as sobrancelhas e todos os pêlos do corpo. Lavados novamente os vestidos e o corpo,
no oitavo dia tomará dois cordeiros sem defeito, uma ovelha dum ano sem defeito, e três dízimos de flor de farinha borrifada com azeite, para o sacrifício, e separadamente um sextário de azeite.
Depois que o sacerdote, que deve purificar aquele homem, o tiver apresentado juntamente com todas estas coisas diante do Senhor à porta do tabernáculo da reunião,
tomará um cordeiro, e o oferecerá pelo delito com o sextário de azeite; oferecidas todas estas coisas diante do Senhor,
imolará o cordeiro, onde se costuma imolar a vítima do sacrifício expiatório, pelo pecado, e o holocausto, isto é, no lugar santo, pois tanto a vítima do sacrifício expiatório, como a que (se oferece) pelo delito, pertence ao sacerdote, é uma coisa santíssima.
O sacerdote, tomando do sangue da vítima que foi imolada pelo delito, o porá sobre a extremidade da orelha direita daquele que se purifica, bem como sobre os dedos polegares da mão e do pé direito,
derramará do sextário de azeite sobre a sua mão esquerda,
molhará deste azeite o dedo direito e fará sete aspersões diante do Senhor.
O que, porém, ficar do azeite na mão esquerda, derramá-lo-á sobre a extremidade da orelha direita daquele que se purifica, sobre os dedos polegares da mão e do pé direito, em cima do sangue que foi derramado pelo delito.
O que restar do azeite, derramá-lo-á sobre a cabeça daquele que se purifica,
orará por ele diante do Senhor e fará o sacrifício pelo pecado; então imolará o holocausto,
e pô-lo-á sobre o altar com as suas libações, e o homem ficará legitimamente purificado.
Porém, se é pobre e as suas posses não podem alcançar o que está indicado, tomará um cordeiro para oferecer em sacrifício expiatório, a fim de que o sacerdote ore por ele, e uma dízima de flor de farinha borrifada com azeite para o sacrifício, um sextário de azeite
e duas rolas ou dois pombinhos, um dos quais seja pelo pecado, e o outro para o holocausto:
ao oitavo dia da sua purificação, apresentá-los-á ao sacerdote à porta do tabernáculo da reunião, diante do Senhor.
O sacerdote, recebendo o cordeiro pelo delito, e o sextário de azeite, levá-los-á juntamente:
imolado o cordeiro, porá do seu sangue sobre a extremidade da orelha direita daquele que se purifica, e sobre os dedos polegares da sua mão e do seu pé direito.
Derramará também uma parte do azeite na sua mão esquerda,
e, molhando nele um dedo da mão direita, fará sete aspersões diante do Senhor:
tocará a extremidade da orelha direita daquele que se purifica, e os dedos polegares da mão e do pé direito, no lugar onde foi posto o sangue que se derramou pelo delito.
O resto do azeite, que está na mão esquerda, derramá-lo-á sobre a cabeça do homem que se purifica para lhe tomar propício o Senhor.
Depois oferecerá as duas rolas ou os dois pombinhos,
um pelo delito, outro em holocausto, com as suas libações.
Este é o sacrifício do leproso, que não pode ter tudo o que (há mister) para a sua purificação.
O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo:
Quando tiverdes entrado na terra de Canaan, que entregarei ao vosso domínio, se houver nas casas chaga de lepra,
o dono da casa irá dar parte disso ao sacerdote, e dirá: Parece-me que na minha casa há como uma chaga de lepra.
O sacerdote mandará que tirem para fora tudo o que há na casa, antes que entre nela e veja se está leprosa, para que não fique impuro tudo o que há na casa. Depois entrará para examinar a mancha da casa.
Se vir nas paredes umas como cavidades com nódoas amarelas Ou vermelhas, e mais fundas do que o resto da superfície,
sairá para fona da porta da casa, e imediatamente a fechará por sete dias.
Voltando no sétimo dia, examiná-la-á; se achar que a mancha se estendeu,
mandará que se arranquem as pedras manchadas e se lancem fora da cidade num lugar imundo,
que depois se raspe todo o interior da casa ao redor, que se lance todo o pó das raspaduras fora da cidade num lugar imundo,
que se ponham outras pedras no lugar das que foram tiradas e que e reboque a casa de novo.
Se, depois que foram tiradas as pedras, raspado o pó e rebocada de novo a Casa,
entrando nela o sacerdote, vir que a mancha voltou, que as paredes estão salpicadas de manchas, é uma lepra pertinaz, e a casa está impura:
sem demora a destruirão, e se lançarão fora da cidade num lugar imundo as suas pedras, as madeiras e todo o pó.
Aquele que entrar na casa durante o tempo em que está fechada, ficará impuro até à tarde;
o que nela dormir ou comer alguma coisa, lavará as suas vestes.
Porém, se o sacerdote, entrando, vir que a mancha não lavrou na casa, depois de a ter feito rebocar de novo, a purificará declarando-a sadia.
Para a sua purificação tomará duas avezinhas, pau de cedro, e escarlate, e hissopo;
imolada uma avezinha sobre um vaso de barro cheio de água viva,
tomará o pau de cedro, o hissopo, o escarlate e a avezinha viva, e molhará tudo no sangue da ave imolada e na água viva, e aspergirá sete vezes a casa,
e a purificará tanto com o sangue da avezinha como com a água viva, com a avezinha viva, com o pau de cedro, com o hissopo e com o escarlate.
Depois que tiver soltado a avezinha para que voe para o campo, fará oração pela casa, e ela ficará legitimamente purificada.
Esta é a lei acerca de toda a espécie de lepra e de tinha,
acerca da lepra das roupas e das casas,
das cicatrizes, da erupção das pústulas e das manchas luzentes,
para que se possa saber quando qualquer coisa é pura ou impura.