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quarta-feira, 17 de março de 2027

4ª-feira da 5ª Semana da Quaresma

Féria · RoxoQuaresma

As leituras da Missa

Primeira leitura

Leitura da Profecia de Daniel 3, 14-95

14E o rei Nabucodonosor, tomando a palavra disse-lhes: É verdade, Sidrac, Misac e Abdenago, que não honrais os meus deuses e não adorais a estátua de ouro que erigi? 15Agora estais prontos (a obedecer-me) no momento em que ouvirdes o som da trombeta, da flauta, da citara, da harpa, do saltério, da cornamusa e de todo o gênero de instrumentos músicos, a prostrar-vos em terra e adorar a estátua que fiz? Se a não adorardes, no mesmo instante sereis lançados numa fornalha incandescente. E qual é o Deus que vos poderá livrar da minha mão? 16Respondendo, Sidrac, Misac e Abdenago disseram ao rei Nabucodonosor: Não há necessidade alguma de que te respondamos sobre isto, 17porque o nosso Deus, a quem adoramos, pode tirar-nos da fornalha de fogo ardente e livrar-nos ó rei, das tuas mãos. 18Porém, se ele o não quiser fazer assim, fica sabendo, ó rei, que nós não honraremos os teus deuses, nem adoraremos a estátua de ouro que erigiste. 19A estas palavras, encheu-se Nabucodonosor de furor, e mudou-se o seu semblante contra Sidrac, Misac e Abdenago. Mandou que se acendesse a fornalha com um fogo sete vezes mais ardente do que se costumava acender. 20Ordenou (então) a valentes soldados do seu exército que, ligados os pés a Sidrac, Misac, e Abdenago, os lançassem na fornalha incandescente. 21Imediatamente foram aqueles (três) homens ligados e lançados no meio da fornalha de fogo ardente, com as suas roupas, tiaras, sapatos e vestidos. 22Porque o mandado do rei era urgente e a fornalha estava extraordinariamente aquecida, as chamas do fogo mataram aqueles homens que tinham lançado nelas a Sidrac, Misac e Abdenago. 23Entretanto estes três homens, Sidrac. Misac e Abdenago caíram ligados no meio da fornalha de fogo ardente. 24Ora eles passeavam pelo meio das chamas, louvando a Deus e bem-dizendo ao Senhor. 25Azarias de pé, abrindo a sua boca no meio do fogo, orou, dizendo assim: 26Bem-dito sejas Senhor Deus de nossos pais! Seja o teu nome louvado e glorificado por todos os séculos 27Porque tu és justo em todas as coisas que fizeste, e todas as tuas obras são verdadeiras, e os teus caminhos rectos, e todos os teus juízos a verdade. 28Porque exerceste justos juízos em todas as coisas (más) que fizeste vir sobre nós e sobre Jerusalém, cidade santa de nossos pais; mandaste-nos todos estes castigos em verdade e justiça, por causa dos nossos pecados. 29Pecámos e procedemos iniquamente, retirando-nos de ti, em todas as coisas temos delinquido; 30não atendemos aos teus preceitos, não os observámos, não os praticámos, como nos tinhas ordenado, para que fôssemos, felizes. 31Todos os castigos pois, que fizeste vir sobre nos, todos os males que nos tens feito padecer, tudo com verdadeira justiça o tens feito. 32Entregaste-nos nas mãos de nossos inimigos iníquos, de ímpios odiosos, e a um rei injusto, o pior que há em toda a terra. 33Agora nem sequer ousamos abrir a boca; a confusão e o opróbrio acabrunham teus servos e todos os que te adoram. 34Não nos abandones para sempre, por amor do teu nome, não destruas a tua aliança (com Israel); 35não retires de nós a tua misericórdia, por amor de Abraão, teu amado, de Isaac, teu servo, de Israel, teu santo, 36aos quais prometeste multiplicar a sua descendência como as estrelas do céu e como a areia que está nas praias do mar. 37Senhor, estamos reduzidos a um número mais pequeno que todas as outras nações, encontramo-nos hoje humilhados em toda a terra, por causa dos nossos pecados. 38Já não há príncipe, nem chefe, nem profeta, nem holocausto, nem sacrifício, nem oblação, nem incenso, nem lugar em que te possamos oferecer as nossas primícias 39e obter a tua misericórdia. Porém, de coração contrito e espírito humilhado, sejamos recebidos por ti, 40como se trouxéssemos holocaustos de carneiros e de touros, como se te oferecêssemos milhares de cordeiros gordos; seja assim (aceite) o nosso sacrifício, hoje, diante de ti, seja (considerado) perfeito, porque jamais são confundidos aqueles que em ti confiam. 41Agora seguimos-te de todo o coração, tememos-te e buscamos a tua face. 42Não nos confundas, mas trata-nos segundo a tua mansidão, segundo a abundância das tuas misericórdias. 43Livra-nos, por meio das maravilhas do teu poder, e glorifica, Senhor, o teu nome. 44Sejam confundidos todos aqueles que fazem sofrer tribulações aos teus servos, sejam confundidos pela perda de todo o seu poder, e seja quebrada a sua força; 45saibam que só tu és Deus e Senhor, que enches de glória toda a terra. 46Entretanto os servos do rei, que os tinham lançado no fogo, não cessavam de alimentar a fornalha com nafta, estopa, pez e sarmentos. 47A labareda, que se levantava quarenta e nove côvados acima da fornalha, 48inclinando-se abrasou os Caldeus que encontrou próximo da fornalha. 49Mas o anjo do Senhor desceu para junto de Azarias e seus companheiros, à fornalha, e desviou da fornalha a chama do fogo, 50fez que soprasse no meio da fornalha uma espécie de fresca viração acompánhada de orvalho, de forma que o fogo não os tocou de modo algum, não os atormentou, nem lhes causou moléstia. 51Então aqueles três (jovens), como por uma só boca, louvavam a Deus na fornalha, glorificavam-no nestes termos; 52Tu és bem-dito, Senhor Deus de nossos pais, digno de ser louvado e exaltado para sempre. Bem-dito é o teu nome santo e glorioso, digno de todo o louvor e exaltação para sempre. 53Tu és bem-dito no templo da tua santa glória, digno do máximo louvor e exaltação, por todos os séculos. 54Tu és bem-dito sobre o trono do teu reino, digno do máximo louvor e exaltação, por todos os séculos. 55Tu és bem-dito, tu que penetras o fundo dos abismos e estás assentado sobre os Querubins, digno do máximo louvor e glória, por todos os séculos. 56Tu és bem-dito no firmamento do céu, e digno de louvor e de glória, por todos os séculos. 57Obras do Senhor, bem-dizei todas o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 58Anjos do Senhor, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 59Céus, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 60Águas que estais por cima dos céus, bem-dizei todas o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 61Forças do Senhor, bem-dizei todas o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 62Sol e lua, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 63Astros do céu, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 64Chuvas e orvalhos, bem-dizei todos o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 65Ventos, bem-dizei todos o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 66Fogos e calores, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 67Frios e ardor, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 68Orvalhos e geadas, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 69Gelos e frialdade, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 70Gelos e neves, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 71Noites e dias, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 72Luz e trevas, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 73Relâmpagos e nuvens, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 74Que a terra bem-diga o Senhor que o louve e exalte por todos os séculos. 75Montanhas e colinas, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 76Plantas que brotais da terra, bem-dizei todas o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 77Pontes, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 78Mares e rios, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 79Monstros e tudo o que se move nas águas, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 80Aves do céu, bem-dizei todas o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 81Animais selvagens e rebanhos, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 82Filhos dos homens, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 83Bem-diga Israel o Senhor, louve-o e exalte-o por todos os séculos. 84Sacerdotes do Senhor, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 85Servos do Senhor, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 86Espíritos e almas dos justos, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 87Santos e humildes do coração bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. 88Ananias, Azarias e Misael, bem-dizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o por todos os séculos; porque ele nos tirou da morada dos mortos, salvou-nos da mão da morte, livrou-nos do meio das chamas ardentes, tirou-nos do meio do fogo. 89Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia é eterna. 90Vós todos que adorais o Senhor, bem-dizei o Deus dos deuses, louvai-o e rendei-lhe acções de graças, porque a sua misericórdia permanece por todos os séculos. 91Então o rei Nabucodonosor ficou estupefacto: levantou-se de repente e disse para os seus conselheiros: Não lançámos nós no meio do fogo três homens atados? Eles, respondendo ao rei, disseram: Assim é, ó rei. 92Ao que ele replicou: Contudo eu vejo quatro homens soltos, passeando no meio do fogo, sem sofrer mal algum; o aspecto do quarto é semelhante ao dum filho dos deuses. 93Então Nabucodonosor aproximou-se da porta da fornalha incandescente e disse; Sidrac, Misac e Abdenago, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde. E logo Sidrac, Misac e Abdenago saíram do meio do fogo. 94Reunidos os sátrapas, os prefeitos, os governadores e os conselheiros do rei, olharam para aqueles homens e viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos, que nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, que as suas roupas estavam intactas e que nem sequer cheiravam a chamusco. 95Então Nabucodonosor exclamou: Bem-dito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdenago, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que creram nele e que resistindo ao mandamento do rei, entregaram os seus corpos para não servirem e não adorarem a nenhum outro deus, além do seu Deus.

Palavra do Senhor.

Evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 8, 31-42

31Jesus disse então aos Judeus que creram nele: "Se vós permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, 32conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres." 33Eles responderam-lhe: "Nós somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém; como dizes tu: Sereis livres?" 34Jesus respondeu-lhes: "Em verdade, em verdade vos digo que todo o que comete o pecado, é escravo do pecado. 35Ora o escravo não fica para sempre na casa, mas o filho fica nela para sempre. 36Por isso, se o filho vos livrar, sereis verdadeiramente livres. 37Bem sei que sois descendentes de Abraão; mas procurais matar-me, porque a minha palavra não penetra em vós. 38Eu digo o que vi em meu Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai." 39Eles replicaram: "O nosso pai é Abraão." Jesus disse-lhes: "Se sois filhos de Abraão, fazei as obras de Abraão. 40Mas agora procurais matar-me, a mim, que vos disse a verdade que ouvi de Deus. Abraão nunca fez isto. 41Vós fazeis as obras de vosso pai." Eles disseram-lhe: "Nós não somos filhos da fornicação: temos um pai que é Deus." 42Jesus disse-lhes: "Se Deus fosse vosso pai, certamente me amaríeis, porque eu saí e vim de Deus. Não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.

Palavra da Salvação.

É sobre o Evangelho deste dia que a Lectio Divina se faz.

O salmo responsorial e as orações da Missa não entram aqui: são textos do Missal, cuja tradução litúrgica não se pode reproduzir. As leituras vêm da Bíblia da casa; a tradução proclamada na Missa no Brasil é a da CNBB.

A Regra de São Bento neste dia

Na divisão tradicional, que lê a Regra inteira três vezes por ano.

Santo beneditino do dia