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domingo, 21 de março de 2027

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

Domingo · VermelhoQuaresma

As leituras da Missa

Primeira leitura

Leitura da Profecia de Isaías 50, 4-7

4O Senhor deu-me língua de discípulo, para eu saber sustentar com a palavra o que está cansado: ele me chama pela manhã, pela manhã desperta os meus ouvidos, para que eu o ouça como discípulo. 5O Senhor Deus abriu-me o ouvido, e eu não o contradisse, não me afastei para trás. 6Entreguei o meu dorso aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me injuriavam e cuspiam. 7O Senhor Deus é o meu protetor, por isso não me senti confundido, por isso tornei a minha face como uma pedra duríssima sabendo que não ficaria envergonhado.

Palavra do Senhor.

Segunda leitura

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2, 6-11

6o qual, existindo na forma (ou natureza) de Deus, não julgou que fosse uma usurpação o seu ser igual a Deus, 7mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e sendo reconhecido, por condição, como homem. 8Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte da cruz. 9Por isso também Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo o nome, 10de modo que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho no céu, na terra e no inferno, 11e toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, na glória de Deus Pai.

Palavra do Senhor.

Evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 14, 1—15, 47

A Igreja a lê com saltos; aqui vai o trecho seguido, Mc 15, 1-39.

1Logo pela manhã, tiveram conselho os príncipes dos sacerdotes com os anciães, os escribas e com todo o Sinédrio. Manietando Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos. 2Pilatos perguntou-lhe: "Tu és o Rei dos Judeus?" Ele respondeu-lhes: "Tu o dizes." 3Os príncipes dos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas. 4Pilatos interrogou-o novamente: "Não respondes coisa alguma? Vê de quantas coisas te acusam." 5Mas Jesus não respondeu mais nada, de sorte que Pilatos estava admirado. 6Ora ele costumava no dia da festa (de Páscoa) soltar-lhes um dos presos, qualquer que eles pedissem. 7Havia um chamado Barrabás, que estava preso com outros sediciosos, o qual, num motim, tinha cometido um homicídio. 8Juntando-se o povo, começou a pedir o (indulto) que sempre lhes concedia. 9Pilatos respondeu-lhes: "Quereis que vos solte o Rei dos Judeus?" 10Porque sabia que os príncipes dos sacerdotes o tinham entregado por inveja. 11Porém, os príncipes dos sacerdotes, incitaram o povo a que pedisse antes a liberdade de Barrabás. 12Pilatos, falando outra vez, disse-lhes: "Que quereis pois que eu faça ao Rei dos Judeus?" 13Eles tornaram a gritar: "Crucifica-o!" 14Pilatos, porém, dizia-lhes: "Que mal fez ele?" Mas eles cada vez gritavam mais: "Crucifica-o!" 15Então Pilatos, querendo satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás. Depois de fazer açoutar Jesus, entregou-o para ser crucificado. 16Os soldados conduziram-no ao interior do átrio, isto é, ao Pretório, e ali juntaram toda a coorte. 17Revestiram-no de púrpura e cingiram-lhe a cabeça com uma coroa entretecida de espinhos. 18E começaram a saudá-lo: "Salve, Rei dos Judeus!" 19E davam-lhe na cabeça com uma cana, cuspiam-lhe no rosto, e, pondo-se de joelhos, faziam-lhe reverências. 20Depois de o terem escarnecido, despojaram-no da púrpura, vestiram-lhe os seus vestidos, e levaram-no para o crucificar. 21Obrigarem um certo homem que a a passar, Simão de Cirene, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a levar a cruz. 22Conduziram-no ao lugar do Gólgota, que quer dizer lugar do Crânio. 23Davam-lhe a beber vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou. 24Tendo-o crucificado, dividiram os seus vestidos, lançando sortes sobre eles, para ver a parte que cada um levaria. 25Era a hora tércia quando o crucificaram. 26A causa da sua condenação estava escrita nesta inscrição: O REI DOS JUDEUS. 27Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita, e outro à esquerda. 28Cumpriu-se a Escritura, que diz: Foi contado entre os maus (Is. 53, 12). 29Os que iam passando blasfemavam, abanando as suas cabeças, e dizendo: "Ah! tu, que destróis o templo de Deus, e o reedificas em três dias, 30salva-te a ti mesmo, descendo da cruz." 31Do mesmo modo, escarnecendo-o também os príncipes dos sacerdotes e os escribas, diziam entre si: "Salvou os outros, e não se pode salvar a si mesmo. 32O Cristo, o Rei de Israel desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos." Também os que tinham sido crucificados com ele o insultavam. 33Chegada a hora sexta, cobriu-se toda a terra de trevas até à hora nona. 34E, à hora nona, exclamou Jesus em alta voz: "Eloí, Eloí, lamma sabachtani?" que quer dizer: "Deus meu. Deus meu, porque me desamparaste?" 35Ouvindo isto, alguns dos circunstantes diziam: "Eis que chama por Elias." 36Correndo um, e ensopando uma esponja em vinagre, e atando-a numa cana, dava-lhe de beber, dizendo: "Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo." 37Mas Jesus, dando um grande brado, expirou. 38O véu do templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. 39O centurião, que estava defronte, vendo que Jesus expirava dando este brado, disse: "Verdadeiramente este homem era Filho de Deus."

Palavra da Salvação.

É sobre o Evangelho deste dia que a Lectio Divina se faz.

O salmo responsorial e as orações da Missa não entram aqui: são textos do Missal, cuja tradução litúrgica não se pode reproduzir. As leituras vêm da Bíblia da casa; a tradução proclamada na Missa no Brasil é a da CNBB.

A Regra de São Bento neste dia

Na divisão tradicional, que lê a Regra inteira três vezes por ano.