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Vigília Pascal

Na Noite Santa

A noite santa em que a Igreja vigia junto ao sepulcro, à espera da Ressurreição do Senhor — «mãe de todas as santas vigílias», como lhe chamou Santo Agostinho. Os cantos seguem o Graduale Romanum (1974).

Solene Início da Vigília

Lumen Christi

Acesa a vela pascal no fogo novo, o diácono, erguendo o círio, canta três vezes — cada vez em tom mais elevado — e todos respondem. À terceira aclamação, acendem-se as velas de todos, e as luzes da igreja.

℣. Luz de Cristo. ℟. Demos graças a Deus.

Edição Vaticana (GregoBase)

Exsultet — Præconium Paschale

Chegando ao altar, o diácono (ou o sacerdote, ou um cantor) incensa o livro e o círio, e canta o Anúncio da Páscoa. Todos permanecem de pé, com as velas acesas.

Exulte de alegria a multidão dos anjos no céu! Exultem os ministros de Deus! E ao triunfo de tão grande Rei aclamem com seus hinos as trombetas da salvação! Alegre-se também a terra, com o brilho de tão grande claridade, e a luz do Rei eterno dissipe a treva do mundo inteiro! Alegre-se também nossa Mãe, a Igreja, ornada com o fulgor de tão grande luz; e este templo se encha das vozes do povo em festa. Por isso, irmãos caríssimos, presentes a esta admirável claridade desta santa luz, peço-vos que comigo invoqueis a misericórdia de Deus onipotente, para que aquele que se dignou agregar-me, sem mérito meu, ao número dos levitas, infundindo a luz da sua claridade, me faça cantar com perfeição o louvor deste círio. Por nosso Senhor Jesus Cristo, seu Filho, que vive e reina convosco, na unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. ℟. Amém. ℣. O Senhor esteja convosco. ℟. Ele está no meio de nós. ℣. Corações ao alto. ℟. O nosso coração está em Deus. ℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus. ℟. É nosso dever e nossa salvação. Verdadeiramente é digno e justo proclamar com todo o ardor do coração e com o afeto da mente, e com o serviço da voz, o Deus invisível, o Pai onipotente, e seu Filho Unigênito, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele pagou por nós ao eterno Pai a dívida de Adão, e com seu Sangue precioso apagou a sentença do antigo pecado. Estas são as festas pascais, em que se imola o verdadeiro Cordeiro, cujo Sangue consagra as portas dos fiéis. Esta é a noite em que outrora libertastes do Egito os filhos de Israel, nossos pais, e os fizestes passar a pé enxuto através do Mar Vermelho. Esta é a noite em que a coluna luminosa dissipou as trevas do pecado. Esta é a noite que devolve hoje à graça e associa à santidade dos santos os que crêem em Cristo, separados das corrupções do mundo e das trevas do pecado. Esta é a noite em que, despedaçando os laços da morte, Cristo subiu vitorioso do abismo. Pois de nada nos serviria ter nascido, se não tivéssemos sido remidos. Ó admirável condescendência da vossa graça! Ó inestimável dileção da caridade: para resgatar o servo entregastes o Filho! Ó necessário pecado de Adão, que foi destruído pela morte de Cristo! Ó feliz culpa, que mereceu tal e tão grande Redentor! Ó noite verdadeiramente bendita, única que mereceu saber o tempo e a hora em que Cristo ressurgiu dos infernos! Esta é a noite da qual está escrito: «A noite brilhará como o dia, e a noite iluminará minhas delícias.» A santificação desta noite afasta os crimes, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos tristes, expulsa o ódio, traz a concórdia e humilha os poderosos. Nesta noite cheia de graças, recebei, ó Pai Santo, este sacrifício vespertino de louvor, que vossa Igreja vos oferece, na solene oblação deste Círio de cera, fruto do trabalho das abelhas. Já conhecemos o pregão deste Círio, que em honra de Deus a brilhante chama acende. E, embora se reparta em diversas partes, nada perde no comunicar a sua luz. Pois se alimenta da cera derretida, que a abelha mãe fez para a substância desta lâmpada preciosa. Ó noite verdadeiramente feliz, que despojou os egípcios e enriqueceu os hebreus! Noite na qual as coisas celestes se unem às terrenas, e as divinas às humanas. Pedimos-vos, pois, ó Senhor, que este Círio consagrado em honra de vosso nome, persevere indeficiente para destruir as trevas desta noite. Recebido em odor de suavidade, una-se com as luzes do céu. Encontre suas chamas o astro da manhã: aquele astro da manhã, dizemos, que não conhece ocaso. Aquele que, voltando dos infernos, brilhou sereno para o gênero humano, vosso Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina pelos séculos dos séculos. ℟. Amém.

Missale Romanum 2002, forma longa

Liturgia da Palavra

Cantemus Domino

modo VIII

Êxodo 15, 1-3

Após a leitura do Êxodo (a passagem do Mar Vermelho), canta-se o cântico de Moisés. Ninguém responde «Deo grátias» às leituras desta noite.

Cantemos ao Senhor: gloriosamente se cobriu de glória; lançou ao mar o cavalo e o cavaleiro. Ele se fez para mim auxílio e proteção, para a salvação. ℣. Este é o meu Deus, e eu o glorificarei; o Deus de meu pai, e eu o exaltarei. ℣. O Senhor esmaga as guerras; o seu nome é «Senhor».

Graduale Romanum 1961, p. 239; Liber Usualis, p. 776

Vinea facta est

modo VIII

Isaías 5, 1-2.7

Cântico da vinha do Senhor, após a leitura de Isaías.

Uma vinha foi plantada para o meu amado numa colina fértil. ℣. Cercou-a de um muro, cavou-a ao redor, e plantou videiras escolhidas de Sorec, e edificou uma torre no meio dela. ℣. E nela abriu um lagar: pois a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel.

Graduale Romanum 1961, p. 239; Liber Usualis, p. 776

Attende cælum

modo VIII

Deuteronômio 32, 1-4

Cântico de Moisés no Deuteronômio, após a leitura.

Escuta, ó céu, e falarei; e ouça a terra as palavras da minha boca. ℣. Desça como a chuva a minha doutrina; destilem como o orvalho as minhas palavras, como a chuva miúda sobre a relva. ℣. E como a neve sobre a erva seca: porque invocarei o nome do Senhor. ℣. Dai glória ao nosso Deus: verdadeiras são as obras de Deus, e todos os seus caminhos são justiça. ℣. Deus é fiel, e nele não há iniquidade: justo e santo é o Senhor.

Graduale Romanum 1961, p. 239; Liber Usualis, p. 776

Sicut cervus

modo VIII

Salmo 41, 2-4

Cântico da sede de Deus, após a última leitura do Antigo Testamento — e, na tradição, canto da procissão à fonte batismal.

Como a corça suspira pelas fontes de água, assim suspira a minha alma por vós, ó Deus. ℣. A minha alma tem sede do Deus vivo: quando virei e contemplarei a face de Deus? ℣. As minhas lágrimas foram o meu pão, de dia e de noite, enquanto me dizem todos os dias: «Onde está o teu Deus?»

Graduale Romanum 1961, p. 239; Liber Usualis, p. 776

Gloria — Missa I «Lux et origo»

modo IV

Terminadas as leituras do Antigo Testamento, entoa-se o Glória; tocam-se os sinos, em festa, enquanto se acendem as velas do altar.

Glória a Deus nas alturas, e na terra paz aos homens de boa vontade. Nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos. Nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai onipotente. Senhor Filho Unigênito, Jesus Cristo. Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho do Pai. Vós que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais os pecados do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Porque só vós sois o Santo, só vós o Senhor, só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

Graduale Romanum 1974, p. 712

Alleluia — Confitemini Domino

modo VIII

Salmo 117, 1

Após a Epístola, o sacerdote entoa solenemente o Aleluia três vezes, elevando o tom em cada uma; todos o repetem. É o Aleluia que esteve calado durante toda a Quaresma.

Aleluia. ℣. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom: porque a sua misericórdia é eterna.

Graduale Romanum 1974, p. 191

Liturgia Batismal

Litaniæ Sanctorum

Havendo batizandos, ou devendo benzer-se a fonte, cantam-se as ladainhas; todos respondem. De pé, por ser tempo pascal.

Senhor, tende piedade de nós. ℟. Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. ℟. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. ℟. Senhor, tende piedade de nós. Santa Maria, Mãe de Deus, ℟. rogai por nós. São Miguel, ℟. rogai por nós. Santos Anjos de Deus, ℟. rogai por nós. São João Batista, ℟. rogai por nós. São José, ℟. rogai por nós. São Pedro e São Paulo, ℟. rogai por nós. Santo André, ℟. rogai por nós. São João, ℟. rogai por nós. Santa Maria Madalena, ℟. rogai por nós. Santo Estêvão, ℟. rogai por nós. Santo Inácio de Antioquia, ℟. rogai por nós. São Lourenço, ℟. rogai por nós. Santas Perpétua e Felicidade, ℟. rogai por nós. Santa Inês, ℟. rogai por nós. São Gregório, ℟. rogai por nós. Santo Agostinho, ℟. rogai por nós. Santo Atanásio, ℟. rogai por nós. São Basílio, ℟. rogai por nós. São Martinho, ℟. rogai por nós. São Bento, ℟. rogai por nós. São Francisco e São Domingos, ℟. rogai por nós. São Francisco Xavier, ℟. rogai por nós. São João Maria Vianney, ℟. rogai por nós. Santa Catarina de Sena, ℟. rogai por nós. Santa Teresa de Jesus, ℟. rogai por nós. Todos os Santos e Santas de Deus, ℟. rogai por nós. Sede-nos propício, ℟. livrai-nos, Senhor. De todo mal, ℟. livrai-nos, Senhor. De todo pecado, ℟. livrai-nos, Senhor. Da morte eterna, ℟. livrai-nos, Senhor. Por vossa encarnação, ℟. livrai-nos, Senhor. Por vossa morte e ressurreição, ℟. livrai-nos, Senhor. Pela efusão do Espírito Santo, ℟. livrai-nos, Senhor. Apesar de pecadores, ℟. vos rogamos, ouvi-nos. Jesus, Filho do Deus vivo, ℟. vos rogamos, ouvi-nos. Cristo, ouvi-nos. ℟. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos. ℟. Cristo, atendei-nos.

Graduale Romanum 1974, p. 192 (fórmulas melódicas)

Vidi aquam

modo VIII

cf. Ezequiel 47, 1-2.9

Renovadas as promessas do Batismo, o sacerdote asperge o povo com a água benta, enquanto se canta a antífona — a visão de Ezequiel da água que brota do templo.

Vi a água que saía do templo, do lado direito, aleluia; e todos aqueles a quem chegou esta água foram salvos, e cantarão: aleluia, aleluia. ℣. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom: porque a sua misericórdia é eterna.

Graduale Romanum 1974, p. 708

Liturgia Eucarística

Sanctus — Missa I «Lux et origo»

modo IV

Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos exércitos. O céu e a terra estão cheios da vossa glória. Hosana nas alturas. Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas.

Graduale Romanum 1974, p. 714

Agnus Dei — Missa I «Lux et origo»

modo IV

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo: tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo: tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo: dai-nos a paz.

Graduale Romanum 1974, p. 714

Communio — Pascha nostrum

modo VI

1 Coríntios 5, 7.8

Durante a Comunhão. Nesta noite, a Missa não tem intróito nem ofertório próprios no Graduale: a Vigília mesma é a entrada, e a Comunhão canta a Páscoa imolada.

Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, aleluia: celebremos, pois, a festa com os ázimos da sinceridade e da verdade, aleluia, aleluia, aleluia.

Graduale Romanum 1974, p. 199 (melodia: GR 1961, p. 243 / LU 1961, p. 781)

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