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Capítulo 7 · Leitura 40 de 122

Da humildade

2 min de leitura

M

9 de fevereiro · 10 de junho · 10 de outubro

RB 7,62-7012º grau: a humildade manifesta no corpo; a caridade que expulsa o temor

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O duodécimo grau da humildade consiste em que não só no coração tenha o monge a humildade, mas a deixe transparecer sempre, no próprio corpo, aos que o vêem,

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isto é, que no ofício divino, no oratório, no mosteiro, na horta, quando em caminho, no campo ou onde quer que esteja, sentado, andando ou em pé, tenha sempre a cabeça inclinada, os olhos fixos no chão,

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considerando-se a cada momento culpado de seus pecados, tenha-se já como presente diante do tremendo juízo de Deus,

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dizendo-se a si mesmo, no coração, aquilo que aquele publicano do Evangelho disse, com os olhos pregados no chão: "Senhor, não sou digno, eu pecador, de levantar os olhos aos céus".

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E ainda, com o Profeta: "Estou completamente curvado e humilhado".

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Tendo, por conseguinte, subido todos esses degraus da humildade, o monge atingirá logo, aquela caridade de Deus, que, quando perfeita, afasta o temor;

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por meio dela tudo o que observava antes não sem medo começará a realizar sem nenhum labor, como que naturalmente, pelo costume,

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não mais por temor do inferno, mas por amor de Cristo, pelo próprio costume bom e pela deleitação das virtudes.

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Eis o que, no seu operário, já purificado dos vícios e pecados, se dignará o Senhor manifestar por meio do Espírito Santo.

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