Antigo Testamento
Deuteronómio
Ver todosEstas são as palavras da aliança que o Senhor mandou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel na terra de Moab, além da aliança que fez com eles em Horeb.
Moisés convocou todo o Israel e disse-lhe: Vós vistes tudo o que o Senhor fez diante de vós na terra do Egipto, a Faraó, a todos os seus servos e a todo o seu reino,
as grandes provas que se desenrolaram diante de teus olhos, esses sinais e grandes prodígios.
Porém, até ao dia presente, o Senhor não vos deu um coração que entenda, nem olhos que vejam, nem ouvidos que possam ouvir.
Ele vos conduziu quarenta anos pelo deserto; as vossas vestes não se romperam, nem os sapatos dos vossos pés se gastaram com a velhice.
Não comestes pão, nem bebestes vinho ou outro licor fermentado, para que soubésseis que eu sou o Senhor vosso Deus.
Assim chegastes a este lugar Seon, rei de Hesebon, e Og, rei de Basan, marcharam contra nós para nos combater. Nós os derrotámos,
tomámos o seu país, te demos a sua propriedade a Ruben, a Gad e à meia tribo de Manassés.
Observai, pois, as palavras desta aliança, cumpri-as, a fim de assegurardes o feliz êxito de tudo o que empreenderdes.
Vós estais hoje todos diante do Senhor vosso Deus, os vossos chefes, as vossas tribos, os anciães, os oficiais, todos varões de Israel.
os vossos filhos e as vossas mulheres, e o estrangeiro que mora contigo no acampamento, desde os que cortam lenha, aos que acarretam água;
(tu, ó Israel, estás diante do Senhor) para entrar na aliança do Senhor teu Deus, no juramento que o Senhor teu Deus faz hoje contigo,
a fim de te escolher como seu povo, e ele próprio ser o teu Deus, como te disse, e como jurou a teus pais, Abraão, Isaac e Jacob.
Não só convosco faço esta aliança, e confirmo estes juramentos,
faço-a com todos os presentes e ausentes.
Vós sabeis de que modo habitamos na terra do Egipto, como passamos pelo meio das nações, como, ao passá-las,
vistes as suas abominações e torpezas isto é, os seus ídolos, o pau e a pedra, a prata e o ouro, que elas adoravam.
Não haja entre vós homem ou mulher, família ou tribo, cujo coração esteja apartado do Senhor nosso Deus, de modo que vá servir os deuses daquelas nações; não haja entre vós raiz que produza fel e amargura.
Que ninguém, ao ouvir as palavras deste juramento, se lisonjeie no seu coração, dizendo: Eu terei paz, embora ande na depravação do meu coração, de sorte que o que está regado pereça com o que está seco.
O Senhor lhe não perdoe, mas se inflame então mais o seu furor e zelo contra aquele homem, e se ponham sobre ele todas as maldições, que estão escritas neste livro, o Senhor apague o seu nome de debaixo do céu,
e o extermine para sempre de todas as tribos de Israel, conforme as maldições que estão contidas no livro da lei e da aliança.
Dirão as gerações vindouras, os filhos que nascerem de vós, e os estrangeiros que vierem de longe, ao ver as pragas desta terra e as doenças, com que o Senhor a tiver afligido,
abrasando-a com enxofre e ardor de sal, de modo que se não semeie jamais, nem se crie nela verdura, à semelhança da destruição de Sodoma e Gomorra, de Adama e Seboim, que o Senhor destruiu na sua ira e furor,
(como também) dirão todas as nações: Por que é que o Senhor fez assim a esta terra? Donde o ardor de tamanha cólera?
Ser-lhes-á respondido: Porque abandonaram o pacto que o Senhor tinha feito com os seus pais, quando os tirou da terra do Egipto,
e serviram a deuses estranhos, adoraram deuses que não conheciam, aos quais não estavam obrigados a submeter-se;
por isso o furor do Senhor se acendeu contra esta terra, para fazer vir sobre ela todas as maldições que estão escritas neste livro,
e os expulsou da sua terra com ira e furor, com a maior indignação, e os atirou para uma terra estrangeira, como hoje se vê.
As coisas ocultas são do Senhor nosso Deus, as manifestas são para nós e para os nossos filhos perpetuamente, para que ponhamos em prática todas as palavras desta lei.